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“Disrupção não depende da tecnologia, depende das pessoas”: as lições do cofundador do Waze

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O que o fundador do Waze tem a ensinar aos empreendedores brasileiros? Veja o bate-papo feito com Empreendedores Endeavor, em Israel, e as principais lições.

Bermuda, óculos escuros e uma camiseta que já adiantava sua fala: fall in love with the problem, not the solution. Assim chegou Uri Levine, fundador do Waze, para o nosso bate-papo. Logo em seguida, chamou todos para perto, sentou numa cadeira e abriu uma apresentação, na qual o primeiro slide já tinha o e-mail para contato. Assim, sem nenhuma formalidade de “fale com a minha secretária”.

Mas, antes de contar sobre os aprendizados dessa conversa, quer saber como chegamos lá? Vamos voltar a fita!

Esse papo fez parte de uma viagem que fizemos há algumas semanas a Israel, país conhecido como Startup Nation — vale ler o livro de mesmo nome pra entender os porquês, mas se quiser um resumo, esta apresentação em inglês passa pelos principais pontos. Acompanhados de vários Mentores e Empreendedores Endeavor, passamos 5 dias visitando pequenas e grandes empresas, fundos de investimento, órgãos do governo, aceleradoras, centros de pesquisa ligados à universidade, e alguns outros players do ecossistema empreendedor local.

Em uma dessas visitas, tivemos a oportunidade de conhecer um dos 3 fundadores do Waze, aplicativo bem conhecido pelos brasileiros, que foi vendido por mais de US$ 1 bilhão ao Google, em 2013.

Empreender é uma montanha-russa

Uri começou reforçando o quão difícil é a vida do empreendedor: muitos sacrifícios, uma longa montanha russa, sem nenhuma certeza do que está por vir no futuro. Quando perguntado sobre o momento mais duro como empreendedor do Waze, ele relembrou o período em que a empresa quase quebrou.

No fim de 2010, o dinheiro estava para acabar, o aplicativo tinha poucos usuários e o Google acabara de anunciar uma solução concorrente.

A empresa estava fadada ao fracasso, até uma grande multinacional de tecnologia decidir colocar dinheiro pra salvar o negócio, que a partir de 2011, começou uma curva intensa de crescimento. Depois do relato, parte do grupo questionou Uri sobre o fato de os fundadores terem sido muito diluídos com a entrada do novo sócio.

De fato os empreendedores ficaram com uma parcela pequena da empresa que eles mesmos haviam fundado, mas, para Uri, “melhor uma pequena parte de um negócio vendido pro Google por US$ 1 bilhão do que morrer na praia, sendo o principal acionista do negócio.” E por que vender para o Google? “Não tinha uma bola de cristal para dizer o que iria acontecer caso não vendesse. Fora o preço altíssimo que eles ofereceram, o impacto poderia ser bem maior na mão deles.”

O CEO que ganhou o mundo

Quando perguntamos a ele sobre como era ser CEO de uma empresa que, de repente, ganhou o mundo, Uri nos surpreendeu dizendo que não gostava de ser CEO e só exerceu a função até 2008. Na época, ele tinha basicamente 3 responsabilidades:

1. Recrutar gente boa, 2. Comunicar a visão para o time 3. Negociar com fundos de investimento para garantir dinheiro,

O que lhes permitiu lançar o produto e fazê-lo rodar em alguns países — as cidades de menor porte foram os que mais deram certo no início.

Depois de ter cumprido com esse papel, Uri e seus sócios decidiram contratar um CEO. Enquanto o novo chefe cuidava dos principais mercados (EUA) e trabalhava em cima da principal fonte de receita (anúncios), Uri olhava para mercados secundários e fontes de receita alternativa. Depois de contar sua experiência, ele completou: “Isso só funciona se os fundadores derem espaço para o(a) novo(a) CEO”.

Uma cultura de comemorações

Durante o papo, Uri também disse que ele e seus sócios faziam questão de criar o melhor ambiente de trabalho possível, celebrando as “primeiras vezes” de tudo. Primeiro usuário, prêmio, rodada de investimento, tudo isso era coisa boa de se comemorar. Mas o ápice mesmo era receber cartas de agradecimento dos usuários. Uma delas disse até que o aplicativo salvou um casamento! Isso sim vale abrir uma champanhe ou tocar o sino dentro do escritório.

Como tudo começou

E se você está se perguntando como um aplicativo que depende da participação ativa dos usuários –imputando informações sobre acidentes para ser melhor que um GPS normal– foi capaz de atrair os primeiros usuários, vai ter mais uma surpresa. Uri conta que seus primeiros usuários foram pessoas entusiasmadas por mapas que encaravam aquilo como hobby e que discutiam o tema em fóruns da internet, e ainda completou:

“Só tive sucesso porque amava estar perto dos usuários. Se você não conhece a fundo seus usuários e olha a solução antes de investigar o problema, é praticamente impossível fazer a coisa engrenar.”

Por fim, Uri terminou sua fala provocando os empreendedores com 3 frases:

1. Não tenha medo de falhar, mas cometa os erros com rapidez; 2. Foco é saber dizer não; 3. Disrupção não depende de tecnologia, mas sim de gente que ousa desafiar situações de equilíbrio. Quem você vai desbancar se sua ideia der certo? Se não souber responder, talvez sua ideia não seja grande o bastante.

gestão da inovação

, Endeavor Brasil, Apoio ao Empreendedor

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3 Comentários

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  1. Marcia Vieira - says:

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    Excelente artigo. Muito em linha com o propósito de nosso trabalho. Vou fazer um tuíte e tb republicar seu artigo no nosso blog http://www.keroinovar.com.br/blog.

  2. deividwap@gmail.com - says:

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    São pequenas práticas que tornam histórias corriqueiras em exemplos a serem seguidos.

  3. Bruno Pinna - says:

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    Gustavo, primeiramente parabéns pelo artigo,
    Achei bem verdadeira essa realidade, passamos aqui algumas situações aqui, porém
    é bem verdade, se não vou desbancar ninguém, que ideia é essa.
    Abs

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