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Você teve a grande ideia? Então é hora de checar a viabilidade dela

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O produto que você concebeu agrega valor? Existe mercado para ele? Você consegue operar para atender a demanda? É possível crescer? Descubra tudo isso avaliando a viabilidade da sua startup

Então você viu a luz. Percebeu a oportunidade, descobriu como relacioná-la a algo que conhece bem, e teve a grande ideia; o insight de um produto ou serviço cujo potencial você acredita ser imenso, porque vai agregar valor de verdade à vida das pessoas. Ótimo! O primeiro passo para sua startup nascer parece ter sido dado em grande estilo. Agora vem o segundo, tão importante quanto: transformar esta ideia em um plano de negócio consistente. Antes, porém, há um detalhe fundamental de que falaremos aqui: avaliar a viabilidade desse negócio.

Pois é. Talvez você não saiba, mas escrever um plano de negócio detalhado é uma tarefa que pode levar meses. Por isso, definir objetivos básicos a serem atingidos ao longo do seu empreendimento certamente ajuda a tornar este trabalho muito menos penoso. E de acordo com este artigo do professor de criatividade e empreendedorismo Marcos Hashimoto, tais objetivos consistem no que costuma ser chamado de os ‘Cinco níveis de viabilidade do negócio’. Ou seja, para Hashimoto, se o seu empreendimento consegue atender estes cinco níveis por meio de um plano de negócio, então este plano deu certo.

Vejamos então quais são estes níveis:

1 – Viabilidade de produto

Neste primeiro nível de viabilidade, você precisa demonstrar ser capaz de conceber um produto ou serviço que tenha um valor para um determinado cliente. Hashimoto afirma que, aqui, você mostra que você tem as competências, as habilidades, o conhecimento e as condições necessários para produzir este produto, bem como o fato de que o produto apresenta algum diferencial em relação à concorrência. Para comprovar esta viabilidade, é fundamental que o plano de negócio apresente detalhes do processo de desenvolvimento e concepção do produto. E não só: ele já deve ter sido prototipado e, se possível, ter passado por algum teste de conceito no mercado previsto.

2 – Viabilidade de mercado

Certo, você testou e aprovou a viabilidade do produto. Porém, isso não servirá de nada se não houver mercado para ele, procede? E é exatamente esta viabilidade que o segundo nível busca demonstrar. Por meio dele, você descobre se existe um número mínimo de clientes que possibilitem a produção deste produto ou serviço. Assim, o seu plano de negócios deve apresentar as seguintes informações:

_argumentos que defendam que o mercado é conhecido;

_motivos pelos quais o apelo de valor do produto ou serviço é atrativo para este mercado;

_a forma como se atingirá este mercado, e como se construirá a percepção de valor no segmento desejado deste mercado.

3 – Viabilidade operacional

O produto é viável, e o mercado idem. Ótimo! Agora, uma coisa é produzir um produto, e outra coisa bem diferente é conseguir produzi-lo em série. É uma atividade bem diferente desenvolver e implantar os devidos controles operacionais para otimizar os processos, adequados à demanda já provada no nível 2, e com a capacidade de adequar toda a cadeia de valor – desde os fornecedores de insumos e matéria-prima, até a distribuição do produto final até chegar ao cliente e/ou consumidor. De acordo com o professor Hashimoto, ter um mercado mas não conseguir viabilizar a produção de forma a atender a demanda certamente torna o negócio inoperante.

4 – Viabilidade financeira

Você já provou a viabilidade do produto, do mercado e da capacidade de atendê-lo. Estamos indo muito bem! Mas ainda não dá para afirmar que o negócio é totalmente viável; afinal de contas, só os números é que vão dizer isso.

Então, neste momento, Hashimoto afirma que você precisa demonstrar, primeiro, que a soma das receitas projetadas ao longo do tempo em algum momento conseguirão cobrir as despesas e custos. E, em segundo lugar, você precisa provar que os lucros acumulados irão cobrir os investimentos totais feitos, com o devido retorno que compense o capital investido. Esta talvez seja a parte mais difícil; mas certamente o fato de você ter realizado um bom trabalho nos níveis de viabilidade anteriores vai facilitar as contas necessárias nesta etapa.

5 – Viabilidade de crescimento

É muito comum que empreendedores, ao atingirem os quatro níveis anteriores de viabilidade, já se deem por satisfeitos. Mas, caso você tenha como parceiros investidores de risco, pagar o investimento inicial não é suficiente. É preciso demonstrar, no plano de negócios, que a operação tem potencial para gerar um crescimento rápido e robusto. Afinal, o investidor só vai realiza o ganho quando vender a parte dele por um valor proporcional ao que o negócio ainda poderá gerar no futuro. Por isso, as estratégias de crescimento representam parte importantíssima no plano de negócio, e você não deve descartá-las.

Deu para entender que cada tipo de viabilidade só será obtido quando o anterior for comprovado, certo? O fundamental deste passo a passo é que fique claro que você deve elaborar o planejamento do desenvolvimento do seu projeto considerando o que é importante em cada momento, antes de ir atrás de números ou dados. Comece sempre pelo mais simples – que é testar a viabilidade do produto – e vá aumentando a complexidade na medida em que demonstra a validade de cada nível.

Por outro lado, vale lembrar que você não precisa esperar todos os tipos de viabilidade serem comprovados para dar início à execução do plano. Afinal, há muitas certezas que só adquirimos a partir da prática, a partir do início das operações de fato.

Então, para que aquela grande ideia já nasça robusta, em um contexto favorável, não se esqueça de colocá-la à prova por meio destes testes de viabilidade.

Onde posso me informar mais?

Neste artigo, Daniel Heise, CEO do Grupo Direct, compartilha mais informaçoes de como você pode avaliar a viabilidade da sua ideia.

E aqui tem quatro dicas essenciais para quem quer abrir um negócio de alto impacto.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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  1. Raylane Martiniano da Silva Sousa - says:

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