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Da ufologia ao arco e flecha: como empreendedores aliviam a pressão

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Empreendedores revelam suas válvulas de escape para reduzir o estresse e manter o foco na vida.

Empreendedores são porções humanas cercadas de pressão por todos os lados. São raríssimos os instantes em que eles não se sintam no olho do furacão. Primeiro, por amigos e familiares –uma pressão que, mesmo que velada, existe. Depois, a tensão pelos primeiros resultados, pelo crescimento, pelos investidores… Sem contar o aperto interno do empreendedor, talvez o mais cruel que exista.

O que fazer para aliviá-la? Abaixo, compartilhamos alguns depoimentos de empreendedores Endeavor a esse respeito –eles contam quais são seus refúgios. Por diferentes que sejam os hábitos, unem-se por um grande aprendizado: a vida é equilíbrio. E o excesso de qualquer atividade sempre será prejudicial.

Confira:

  • Ufologia: Gabriel e Rafael Bottós –irmãos e sócios da Welle Laser

Existe um diagrama que sempre procuramos seguir à risca:

Imagine uma folha com uma linha vertical no meio, e três linhas horizontais dividindo-a em faixas iguais: do lado direito, entra tudo o que é relativo à pessoa jurídica: espírito (missão e valores, relacionados ao propósito); mente (planejamento, conhecimento etc); e corpo (gestão de equipe, operacional, e por aí vai) da empresa.

Isso é o que todo mundo estuda, em qualquer escola de administração. Só que aí deixa-se de lado algo que é igualmente importante, que é a pessoa física. A parte espiritual, a parte mental e a parte física do empreendedor. No nosso diagrama, tudo isso vai à esquerda. Acredito que o desequilíbrio entre esses dois lados é a causa de muitas falhas em startups e outras empresas.

Tudo o que vai do lado esquerdo do diagrama é o que se refere ao aprimoramento dos valores, do conhecimento, preparo emocional e, finalmente, da saúde física. O detalhe é que, ao contrário do lado direito, o lado pessoal não se pode terceirizar.

No meu caso (Gabriel), em relação à parte espiritual e mental, tenho o costume de ler muito. Sobre espiritualidade e programação mental mesmo, porque acho que isso tem a ver com a busca por um propósito pessoal que é fundamental pra manter aquela chama empreendedora sempre acesa. Além disso, essas leituras ajudam muito na tomada de decisão, onde muitas vezes deve-se controlar o próprio ego, manter-se fiel aos valores, seguir o caminho mais correto e não o mais fácil ou vantajoso.

Além desse interesse, sempre fomos muito curiosos. Sobre física quântica, viagem espacial, vida fora da terra, e por aí vai. Então, sempre, desde crianças, fomos fascinados por ufologia [conjunto de atividades relacionadas ao estudo de objetos voadores não identificados - OVNIs]. Nunca tivemos dúvida de que existisse vida extraterrestre, até que participamos de um congresso internacional de ufologia que aconteceu aqui em Florianópolis. E, desde então, criamos o costume de ir aos eventos pelo mundo, sempre que podemos. São experiências muito legais. Conhecemos todas as grandes personalidades do assunto. Todo aquele pessoal do History Channel.

E, entre tudo isso, entra um aspecto fundamental, que é a família. Um bom relacionamento com esposa, filhos, pais, mães e irmãos; a estrutura familiar é fundamental para nós. Acho que, quando o empreendedor alimenta esses aspectos do lado esquerdo do diagrama, sempre haverá o equilíbrio, e a gestão terá muito mais chances de ser bem sucedida.

  • Jiu-jitsu - Ofli Guimarães — Méliuz

Acho legal mencionar que o Méliuz e o jiu-jitsu começaram juntos na minha vida. A luta marcial me acompanha nessa trajetória de cinco anos à frente da empresa. E é importantíssima, porque é quando consigo desligar a cabeça dos problemas do dia a dia. Quando estou praticando jiu-jitsu, tenho que me concentrar demais no que faço, e, querendo ou não, desligo-me de todo o resto.

É quase que um momento de meditação. Pratico sempre de manhã, no começo do dia, e é o momento de resetar. Assim, chego ao escritório mais disposto, mais tranquilo, mais preparado para enfrentar os desafios que surgem.

  • Violão, sushi… Eduardo Ferreira Lima — Avantia

Um grande empresário, acho que era Antônio Ermírio de Moraes, costumava dizer que quem tem hobby não tem amor ao trabalho. Mas penso de forma diferente: acho que quem tem hobbies consegue trabalhar melhor. E por hobby entendo uma forma de estar com a família, entre amigos, combinando a vida profissional, a pessoal e familiar.

Pra conciliar tudo isso, criei uma espécie de ritual: começo pela manhã com exercício físico –gosto muito de jogar tênis. Também tento marcar, toda semana, dois almoços com a minha família, e deixo almoços para compromissos profissionais. E, como viajo muito a trabalho, sempre que estou em Recife, onde moro, procuro passar as noites com a família. Cultivo também o hábito diário da leitura. Não tenho o hábito de ver TV, então sempre leio, porque é algo que ajuda muito na gestão, também.

Ah, também gosto muito de música –toco violão e piano. Tento, todo dia, pelo menos tirar alguma coisa. Pego o violão e sento no piano, porque relaxa, desestressa. Recentemente arrumei esse hábito de fazer uns sushis, mais aos finais de semana. Quando estou na praia, chamo os amigos e preparo. Passo três horas fazendo e eles comem em dez minutos.

Acho que tudo isso é indispensável pra que não aconteça o que aconteceu com o Jack Welsh, quando perguntaram a ele sobre um arrependimento: “Não ter visto meus filhos crescerem”.

Por isso, acho que, para manter o amor ao trabalho, o empreendedor tem que ter hobbies. Muitos, no meu caso.

  • Tiro com arco: Wataru Ueda — Magnamed

Pratico tiro com arco. E é mais do que um hobby: sou federado e sempre participo de competições, tanto estaduais quanto federais. Por isso, me dedico intensamente ao esporte: pratico três vezes por semana, duas horas por dia.

E é um momento no qual realmente só penso no tiro com arco. Esqueço de todo o resto. É quando desestresso, dou uma bela desligada da empresa.

E o esporte me ajuda muito, porque me obriga a esvaziar a mente para que eu faça um tiro o mais perfeito possível. O foco é sempre em melhorar a técnica do tiro, fazer com a flecha saia de modo perfeito do arco para atingir o arco bem no centro. E isso eu levo pro dia a dia, também. A gente sabe como é importante focar para executar algo bem feito na gestão.

Acho que é muito importante isso, porque um empreendedor tem que ter a hora de esvaziar. No meu caso, já começa na hora de montar o arco, encaixar lâminas e estabilizadores, colocar a corda, ver se está tudo certo… é todo um ritual que ajuda nesse desligamento do dia a dia. É um trabalho de introspecção muito rico, também, porque você tem que acertar a posição, e uma série de outros detalhes.

A verdade é que não acredito muito em válvula de escape. Ou melhor, não acredito que buscar uma válvula de escape seja o caminho.

Porque acho que a busca principal deve ser por uma vida bem balanceada, no sentido mais profundo. Dependendo de como o empreendedor enxerga tudo o que está ao redor, dependendo de como ele vê a vida, no fundo, não haverá motivo para a pressão subir –e, em consequência, não haverá a necessidade de válvula de escape.

O que quero dizer é que deve-se tratar a causa da dor, em vez de tomar um analgésico. Deve-se entender os motivos de a pressão subir tanto, no lugar de buscar formas de aliviá-la. Porque, quando tomamos um analgésico, esquecemos da dor por um momento, mas depois ela volta. E mais forte.

Digo isso porque já passei por poucas e boas em um empreendimento anterior. Vivi momentos em que não tinha sequer recursos para pagar fornecedores, e mesmo para a folha de pagamento. Aquilo me tirava o sono. Tempos depois, quando passei a ver a vida como um todo, percebi que cada situação traz um propósito e um aprendizado. O que me permitiu restabelecer um novo equilíbrio. De modo que, quando passei por uma nova tormenta, talvez até maior na Tecsis, consegui enfrentá-la absolutamente tranquilo.

Isso também tem a ver com meu lado espiritualizado, que trago desde criança. Muita fé. Tenho também uma atração forte pelos aspectos filosóficos da vida, que me ajudam a relativizar as coisas. Mas isso não é receita, é só como vejo essas relações.

De todas essas contribuições, o grande aprendizado que fica é: seja como filosofia de vida, seja como válvula de escape, o equilíbrio é fundamental. Por mais que você viva para empreender –ou justamente por causa disso–, ter um contrapeso, um refúgio para onde ir quando o torniquete aperta, é indispensável. E não apenas para a saúde da sua empresa, mas para a sua própria.

Então, procure sempre intercalar o dia a dia na gestão com hábitos e hobbies que façam bem. Esportes, culinária, atividades intelectuais, viagens… não importa quais sejam. O que vale é equilibrar. Pelo bem da gestão e da vida.

Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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