Você já se perguntou por que
nosso conteúdo é gratuito?
Somos uma ONG de fomento ao empreendedorismo de alto impacto que capacita
4 MILHÕES
DE EMPREENDEDORES
A CADA ANO
Faça a sua doação e contribua para continuarmos
este trabalho em 2016!

Vamos construir um capitalismo superior

LoadingFavorito

Uma mudança de cultura em escala mundial inaugura uma nova era econômica e pede novas práticas de gestão e ambientes de trabalho.

“O capitalismo como o conhecíamos acabou em 15 de setembro de 2008.” Esta frase está em The Road From Ruin, livro de Matthew Bishop, editor de negócios da revista britânica The Economist nos Estados Unidos. “O que não sabemos ainda é o que vai substituí-lo e se essa nova versão será melhor que a anterior. As escolhas que fizermos agora nos colocarão na rota da prosperidade renovada ou da estagnação e mesmo da depressão”, adverte Bishop.

A crise financeira que se recusa a acabar é uma oportunidade para construir um capitalismo superior à versão falida em 2008 – embora pouco tenha sido feito para isso até o momento. Há um componente demográfico decisivo por trás do que parece ser um embrião de mudança cultural: o aumento da longevidade, e o consequente envelhecimento das populações.

Cem baby boomers chegam aos 60 anos a cada 13 minutos só nos Estados Unidos. “Quando a frente fria da demografia encontra a frente quente dos sonhos não realizados, o resultado é uma tempestade de propósito como o mundo nunca viu”, afirma Daniel Pink em seu livro, Drive.

Na outra ponta do espectro demográfico, a geração que está se tornando ativa hoje traz consigo questionamentos sobre o trabalho que devem deixar os pais boquiabertos. Ele é recompensador o bastante? Significativo o suficiente? Tão motivador quando eu gostaria?

Os adolescentes e jovens adultos americanos de hoje não parecem, por exemplo, tão interessados em comprar um carro nem em dirigir. Os jovens estão usando mais transporte público e solas de sapato. Há uma mudança cultural em curso.

Se estamos de acordo que o problema não é o capitalismo em si, mas os desvios de rota das últimas décadas, a questão é como reverter os excessos. Atenção: isto é problema nosso! O novo capitalismo terá como principais centros as economias emergentes. E a mesma expectativa existe em relação à transformação do modelo de gestão predominante.

Somos tidos como um dos países mais felizes do mundo. Passamos a ser notados por nossa capacidade de transformar o caos em bagunça organizada. Se é verdade que existe alguma coisa no Brasil que faz com que sejamos mais leves que outros povos, do ponto de vista comportamental, será possível criar práticas de gestão e ambientes de trabalho particulares, de modo a valorizar esse nosso traço cultural?

Se pudermos identificar e potencializar os traços “funcionais” da nossa cultura – ao mesmo tempo em que controlamos os nocivos –, teremos uma contribuição a dar para esta nova era econômica que parece estar se iniciando.

 

Alexandre Teixeira é jornalista de economia e negócios, autor do livro Felicidade S/A.

 

Mais textos desse autor:
As últimas palavras do homem pós-industrial
Ponha a felicidade na sua agenda

 

 

 

 

, "Felicidade S.A", Autor

Alexandre Teixeira é jornalista de economia e negócios. Nos últimos quatro anos, foi editor-executivo e redator-chefe da revista Época Negócios, uma das principais publicações do segmento no país, focada em inovação, sustentabilidade e empreendedorismo. O jornalista também passou pelas redações da revista IstoÉ Dinheiro, dos jornais Valor Econômico e Jornal da Tarde, além da TV Gazeta. Seu primeiro livro, Felicidade S.A, está sendo lançado pela Arquipélago Editorial.

Deixe seu comentário

Parceiros
Criação e desenvolvimento: