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Validando a sua ideia

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Mais importante do que saber como desenvolver o seu negócio, é essencial que você saiba a razão dele existir. 

O time inicial de empreendedores, seja ele uma dupla, ou um grupo maior, tem uma primeira missão que não se vence sem uma dose cavalar de curiosidade.

“Eu sei que certamente não tenho nenhum talento especial. Curiosidade, obsessão e determinação, combinadas com a autocrítica, me trouxeram até as minhas ideias” Albert Einstein

O perigo aqui é acreditar demais na ideia inicial e achar que o mundo real não precisa validar as premissas. A validação de que o mundo realmente precisa daquele produto ou serviço é um exercício que nem todos estão dispostos a fazer. Muitos preferem morrer abraçados nos seus pensamentos do que adaptar sua ideia, morrem tristes.

A melhor validação no mundo real é um cliente pagante, uma nota fiscal emitida e paga. No mundo virtual a validação pode ser diferente, um usuário recorrente, uma comunidade crescente, novos usos do serviço ou desenvolvedores engajados numa plataforma.

O processo de validação exige muita flexibilidade, agilidade, resiliência para recomeçar diversas vezes e não desistir. Fica fácil quando a visão é inspiradora, mas realmente difícil para quem não enxerga o invisível.

Responder o quê está sendo construído e como está sendo feito é relativamente fácil, mas a pergunta que realmente importa é o por quê está sendo feito. Se a resposta para o por quê a ideia está sendo desenvolvida é fraca e sem significado, as dificuldades do caminho tem grande chance de derrubar o time. Mas, se o por quê tiver uma causa por trás que todos no time conhecem e se identificam fortemente, é bem difícil encontrar um problema que não seja encarado com enorme determinação, e assim vira apenas mais uma etapa a ser superada.

Uma rápida checagem sobre a história de inúmeras empresas de enorme sucesso mostra que a ideia inicial foi radicalmente modificada durante a fase de validação. O empreendedor deve abraçar essas modificações, e nunca ficar em estado de negação. Não existe uma regra clara para quanto deve durar essa fase, infelizmente a história prova que podem ser apenas dias como podem ser anos até que o empreendedor encontre o modelo vencedor. Cabe ao time botar a energia de que dispuser (e muitas vezes a de que não dispõe) para acelerar esse processo.

A validação vem com clientes satisfeitos, gerando receitas maiores do que despesas, mas para poder entender de verdade o negócio e poder continuar evoluindo é preciso poder responder muito claramente algumas perguntas. Vamos a elas:

Qual é o segmento ou segmentos de clientes atendidos?

Qual é a proposição de valor para esses clientes (uma para cada segmento distinto)?

Como se dá o relacionamento com esses clientes?

Como se chega até eles?

Qual o modelo de receitas?

Qual o modelo de custos?

Quais são as atividades chave que produzem a proposição de valor?

Quais os recursos chave que o negócio possui para gerar a proposição de valor?

Quais são as parcerias chave que complementam os recursos internos?

Encontrado o modelo, já podemos dizer que a realidade chegou, mas falta avaliar o tamanho da realidade que o empreendedor busca. Se o objetivo for ambicioso, de causar um grande impacto, muito provavelmente serão necessários recursos adicionais de investidores para acelerar o modelo e alavancar o negócio. A captação de recursos, quando já se formou um time complementar e já se encontrou um modelo de negócios escalável, é bem mais simples do que quando esses passos ainda não foram cumpridos. Esse então seria o próximo passo para transformar uma ideia inicial numa empresa que encontrou um modelo de negócios escalável pronta para buscar um vôo mais alto.

 

Daniel Heise é sócio-fundador e CEO do Grupo Direct.

, Grupo Direct, CEO
Daniel S. Heise é CEO e sócio-fundador do Grupo Direct, empresa que vem liderando o mercado brasileiro de tecnologia e inteligência para o relacionamento empresa & consumidor. Além do Grupo Direct, Daniel fundou com seus sócios mais de 10 startups nas áreas de tecnologia, internet e marketing. Sua atuação envolve a participação no conselho de outras startups e em fundos de investimento focados em empresas emergentes.

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