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Como é a experiência entre o público e o seu site? Descubra com a usabilidade

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Facilidade de navegação, relevância de conteúdo, credibilidade das informações: com a usabilidade, você avalia isso e muito mais para melhorar a interação entre os consumidores e a sua marca

Falaremos, neste artigo, sobre um assunto que, embora não tenha lá um nome muito bonito, é fundamental nos dias que correm. É um termo bastante utilizado atualmente para designar as experiências entre pessoas e produtos, sistemas, serviços; um termo do qual o segmento de e-commerce se apropriou (e será este o enfoque dado aqui): a usabilidade.

Mas o que é usabilidade?

Em nossa defesa, afirmamos que, por se tratar de um termo com inúmeras interpretações, esta não é uma pergunta assim tão fácil de se responder. Mas vamos tentar: usabilidade é um conceito que tem suas origens na ciência da computação.

Neste artigo do site Tableless, encontramos uma interessante genealogia do termo. O texto propõe que a usabilidade é “filha” da Interação Humano-Computador (IHC) e neta da Engenharia de Software. Ou seja, segue a linhagem destas disciplinas que norteiam as relações entre usuários e dispositivos.

O fato é que a usabilidade pode ser definida como o grau de facilidade com que uma pessoa consegue interagir com uma interface qualquer.

Mas na verdade, a usabilidade serve também para avaliar a facilidade com que se usam produtos físicos e mesmo serviços. Ou seja, é um teste, uma avaliação composta por uma série de variáveis para verificar se um sistema/produto/serviço é fácil ou não de se usar. Mas “fácil ou não de se usar”, neste caso, implica um monte de coisa.

Voltemos à teoria da computação: a partir da Interação Humano-Computador, a usabilidade constitui a forma como o usuário se comunica com a máquina, e a forma como a tecnologia responde a essa interação. E, de acordo com a norma ISSO 9241, isso é avaliado levando-se em consideração as seguintes habilidades:

  • Facilidade de aprendizado: a utilização do sistema deve exigir pouco treinamento;
  • Fácil de memorizar: o usuário deve se lembrar de como utilizar a interface depois de algum tempo;
  • Aumentar a produtividade: a interface deve permitir que o usuário realize a tarefa de forma rápida e eficiente;
  • Diminuir a taxa de erros: caso aconteçam erros, a interface deve avisar o usuário e permitir a correção de modo fácil;
  • Aumentar a satisfação do usuário: a interface deve dar confiança e segurança.

Ainda mantendo a definição na seara da tecnologia: na Engenharia de Software, a usabilidade é parte dos processos de qualidade, e visa a garantir uma parte da eficiência e da eficácia do sistema. Por eficiência, entende-se uma interação produtiva entre usuário e sistema, o que permite a realização de tarefas com menos esforços e por meio de uma experiência mais agradável.

E a eficácia corresponde à capacidade do sistema e da interface permitirem ao usuário completar tarefas e alcançar seus objetivos em uma atividade específica.

Começou bem, mas depois ficou um pouco confuso. Algum exemplo?

Pois é, nós falamos que não é tão fácil definir o termo. O importante é você entender que é mais comum que a usabilidade se relacione com a web – neste sentido, talvez as coisas fiquem mesmo mais claras com alguns exemplos.

Suponha que seu empreendimento seja um site de vendas. É evidente que, nele, você deve priorizar a navegação precisa, rápida para seus clientes que já tenham objetivos pré-estabelecidos, e a assessoria para visitantes que tenham dúvidas.

Pois bem: a avaliação da navegação de seus visitantes no site é medida justamente pela usabilidade – é por meio dela que você conseguirá medir quantitativamente a qualidade desta navegação. A usabilidade acompanha fatores como, entre outros:

  • Clareza da informação
  • Facilidade de navegação
  • Habilitação de conteúdos
  • Interação no check-out e na formação do cadastro

Esta avaliação pode também levar em conta fatores bem menos objetivos, como cores aplicadas, diagramação das páginas, exibição de fotos, tipos de fontes utilizadas, etc.

A análise da usabilidade também pode se dar de forma segmentada, obervando-se cada uma das etapas do processo de navegação pelo seu site. O check-out, por exemplo. O momento em que o cliente, já tomada a decisão de compra, a conclui, é o mais importante para qualquer empresa de vendas pela internet. Perder vendas por conta de uma área de check-out deficiente pode ser extremamente crítico para os seus negócios.

Quais são os métodos de avaliação da usabilidade?

Existem duas formas mais consagradas de se medir a usabilidade de um site:

Focus group - um teste realizado em grupo, por meio do qual um certo número de pessoas utiliza o site, sob o coordenação de um especialista.

Observação - este, na verdade, é o método mais recomendado, por ser barato, simples e bastante realista. Consiste na observação, por parte de um moderador, de usuários utilizando o site. O moderador deve ser um especialista no assunto, acompanhando atentamente a execução de todas as tarefas.

Estes serviços costumam ser oferecidos por empresas de pesquisa e consultoria.

Algumas dicas para que meu site tenha boa usabilidade?

Sempre. Neste artigo do site Dojo Empreendedor, encontramos alguns princípios que podem te ajudar um bocado neste sentido. São dicas especialmente orientadas para o ambiente de web:

1 – Deve ser acessível e fácil de usar

A questão é um tanto óbvia, mas não custa insistir: se as pessoas tentam acessar seu site e, por qualquer motivo, ele não funciona, torna-se inútil. Para isso é importante que você garanta que os visitantes não recebam uma mensagem de erro ao tentar carregar o seu site. Investir em uma boa hospedagem costuma evitar este tipo de problema.

Verifique também se não existem links quebrados. Pouca coisa consegue ser mais frustrante do que uma página de erro 404.

2 – Mantenha clareza sempre

Um dos núcleos da usabilidade é, sem dúvida, a clareza. Se o seu site contiver informações que distraiam ou confundam seus visitantes, é bem provável que se esqueçam do motivo pelo qual estão ali.

Tenha em mente que os visitantes acessam o seu site com objetivos bem definidos. Cabe a você, então, ajudá-los a alcançar estes objetivos o mais rápido possível. Se você conseguir fazer isso, os visitantes voltarão naturalmente; assim, você lançou as bases para uma experiência de usabilidade bastante positiva.

3 – Seja apreensível

Apreensibilidade é outro aspecto essencial da usabilidade. Certo, o nome não é grande coisa: refere-se àquilo que é apreendido, entendido, percebido. E isso deve estar sempre entre as suas prioridades. Procure projetar interfaces intuitivas, ou seja, aquelas que não exigem muitas instruções nem um longo processo de tentativa e erro para que sejam entendidas e utilizadas.

Um caminho para isso é, no momento de desenvolver seu site, fazer uso de recursos de navegação com os quais as pessoas já estão acostumadas. Dessa forma, você vai ajudá-los a cumprirem os objetivos mais rapidamente – e isso é ponto para seu site!

4 – Seja crível

Um site com conteúdo sério e sem credibilidade é um site sem propósito. Mesmo que as pessoas encontrem aquilo que procuram, se elas não confiam no local em que encontraram, vão descartá-lo.

Por isso, é fundamental que os usuários tenham certeza de que a sua é uma empresa real, formada por pessoas de verdade. Então não economize nessas informações. Registre conteúdo claro e detalhado sobre sua empresa, com detalhes de contato, e de preferência um endereço físico. Assim você conseguirá passar mais credibilidade a seus usuários.

5 – E, por fim seja relevante

A relevância acrescenta um bocado à usabilidade do seu site. Não é o suficiente que o seu conteúdo seja claro; ele também deve ser relevante. E isso passa por saber exatamente a quem você vai se dirigir; defina bem seu público, conheça os usuários, entenda por que eles procuram seu site. Só assim você conseguirá oferecer a eles os produtos, os serviços ou as informações que de fato farão a diferença – que serão relevantes.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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