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Um mundo de conteúdo

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O conteúdo consegue deixar marcas mais verdadeiras, mais pessoais e mais próximas das pessoas.

Se a internet 1.0 foi uma mudança enorme, a revolução mesmo está acontecendo agora com as mídias sociais. Interatividade é uma coisa muito bacana, os laços ficam mais próximos, as distâncias menores, mas é nas mídias sociais, onde todo mundo vira publisher, que a porca torce o rabo de verdade.

O poder muda, o broadcast perde muita força e ocorre a descentralização da mensagem e do meio. De fato.

Neste contexto é onde o que se chama de conteúdo ganha força. Enorme força. Seja em que forma for, seja em que meio, pois na realidade o conteúdo consegue deixar marcas mais verdadeiras, mais pessoais e mais próximas das pessoas.

É interessante notar que marketing de conteúdo é uma denominação que contém em si mesma uma enorme contradição, pois quanto mais marketing, menos o conteúdo terá cara de conteúdo e, por outro lado, se esquecermos do marketing, o conteúdo ficará muito bacana mas não cumprirá sua missão: marketing.

Hum, confuso? Não, na realidade não. O segredo é saber dosar o peso do produto, serviço ou da marca que está bancando o projeto com o conteúdo em si.

Quantos shows você foi que não faz a menor ideia de quem lhe ofereceu o espetáculo? E quantos outros você se encheu de tanto logotipo, oferecimento, promotora querendo vender, cor da empresa pra todo lado, etc. etc e nem se sentiu recebendo um conteúdo bacana?

Pois é. A teoria é simples, mas a prática às vezes fica bem mais complexa.

Alguns pontos que acho que vale refletir se você quer enveredar por essa linha:

1. Faça conteúdo que tenha algo a ver com a sua empresa/marca. Não precisa ser uma relação direta, mas ajuda muito se as pessoas perceberem uma ligação. Exemplo? youPIX e Telefonica/Vivo. Um contra exemplo: Free Jazz.

2. Esteja preparado para fazer conteúdo e não marketing. Conteúdo não é feito só de elogios ou de adjetivos publicitários. Conteúdo tem que ter verdade. E verdade tem que ter visão crítica.

3. Saiba dosar o peso de sua marca. Avalie se ela tem que estar no nome do projeto, se as cores precisam ser as suas e se você precisa mesmo xavecar o tempo todo seus consumidores.  Se você se libertar desses trejeitos publicitários, vai funcionar muito melhor.

4. Por fim, faça conteúdo que as pessoas desejam, querem, e não o que a sua empresa quer! O mundo está overloaded de conteúdo, então não criei mais coisas que ninguém quer ou precisa!

E ótimos resultados!

Bob Wollheim é empreendedor, sócio fundador da Sixpix Content, que edita as plataformas ResultsONyouPIX e SMW/SP, e também conta como conseguir "O time inicial para tirar o negócio do papel."

, Grupo ABC, Head Digital
Bob Wollheim montou sua primeira empresa em 87, na garagem de sua casa. Quando a Internet dava seus primeiros passos em 95, criou a Yes!Design, voltada para produção na Internet, empresa vendida para a PoppeTyson 2 anos depois. Ingressa na StarMedia em 98. Em 2000, funda a Ideia.com. Em 2003, cria a EmpresaBrasil! (www.empresabrasil.com.br), um Blog sobre Empreendedorismo. Ainda no mesmo ano associa-se ao Fotosite, uma empresa de produção de conteúdo que dá origem à Sixpix Content, que hoje publica as plataformas de conteúdo Clix, Pix, ResultsON, Oxigênio.Etc e Zubaloo. Em 2011, fundou,  ao lado do sócio e desenvolvedor Dirceu Pauka Jr., a Appies.co, primeira aceleradora e rede de negócios a apoiar desenvolvedores de apps e APIs. É um apaixonado por empreendedorismo e por viagens de aventura. Tem vários artigos publicados e é autor do livro “Empreender não é brincadeira!” pela Negócio/Campus. É também Mentor do Instituto Empreender Endeavor.

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