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A transparência pode criar valor?

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Qual o limite ela? Até que ponto sua empresa perde credibilidade no mercado ao não cumprir expectativas?

Questões como essas têm sido frequentemente formuladas por empreendedores e empresários quando tratamos do tema transparência em nossos projetos de Governança Corporativa. Intensos debates se estabelecem, sobretudo quanto aos limites que devem ser estabelecidos para essa chamada “transparência”. 

Para entender melhor a questão, primeiro é preciso entender o benefício da transparência. Em síntese, o propósito dessa prática é conquistar a confiança do mercado, pela divulgação clara e tempestiva de tudo que seja relevante, sobretudo para os investidores. E ao conquistar a confiança do mercado estimulamos as decisões econômicas favoráveis ao nosso negócio por parte dos diversos “stakeholders” (partes interessadas no negócio, como investidores, clientes, consumidores, fornecedores, colaboradores, etc.). Informar tudo, nesse caso, significa dar boas e também más notícias. E é aí exatamente que começam a surgir às dúvidas.

Se tivermos um problema relevante na empresa não podemos perder a confiança do mercado ao divulgá-lo? Sim. Ao divulgarmos um fato negativo corremos o risco de termos nossa credibilidade afetada principalmente se o fato frustra expectativas positivas criadas em comunicações anteriores como previsões de faturamento, de aumento de volume de produção, etc. Alguns investidores poderão até decidir vender a sua participação no negócio.

Mas também é verdade que ocultar o fato pode trazer um problema ainda maior. A empresa que omite fatos relevantes acaba criando a oportunidade para que essa informação seja comunicada ao mercado por outras fontes como imprensa, analistas de mercado, etc. e, a partir daí, a empresa passa para a posição de ter que confirmar ou desmentir, o que é muito pior.

Situações como essas deixam claro a falta de transparência e lançam uma desconfiança generalizada sobre a gestão da empresa, afetando mais seriamente sua credibilidade e trazendo prejuízos ainda maiores para os negócios. Na verdade há também casos de empresas que ao reconhecer publicamente, de forma honesta e sincera os seus erros, ao invés de perder credibilidade, até ganham.

Sobretudo, quando apresentam de forma clara as ações que adotarão para recuperar as perdas e/ou evitar a recorrência do problema. Mas há limite para a transparência? A maioria dos países adota como conceito de informação relevante cuja omissão ou inexatidão é suscetível de influenciar as decisões econômicas dos investidores.Mas evidentemente, não se espera que as empresas divulguem informações que ponham em risco sua posição perante as empresas concorrentes, resultando em prejuízo para seus investidores. Esse é o limite.

 

Carlos Airton Pestana Rodrigues é Diretor Presidente da Governance Solutions

 

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, Governance Solutions

Prof. Carlos Airton é Diretor-Presidente da Governance Solutions, empresa de consultoria e treinamento em Governança, Conselheiro de Empresas e Professor de programas de MBA da BSP- Business School de São Paulo, onde leciona disciplinas de Governança Corporativa e Governança de Tecnologia da Informação. Por mais de 2 décadas atuou como CIO de organizações internacionais e nacionais como Laboratórios Wyeth, ABB- Asea Brown Boveri e Braskem.  É bacharel de Administração de Empresas pela USP e possui MBA pelo IMD - Institute of Management Development em Lausanne- Suiça. É mentor da Endeavor desde  2003.

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