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“Todo dia tem que parecer o dia 1″: o que aprendemos no Encontro dos Empreendedores Endeavor 2017

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Aprendizados gerais do EEE

Seja qual for o tamanho da empresa, uma coisa é certa: sempre tem muita estrada pela frente.

Jeff Bezos está certo. Para um empreendedor, todo dia tem que ser o dia 1. Mesmo que os anos passem, você precisa manter a mesma energia e dinamismo daquele dia, quando abriu as portas pela primeira vez e atendeu o cliente número um. Precisa ter dentro de si a mesma ousadia de quando o futuro era uma página em branco, e tudo o que você queria era transformar aquelas inquietações em um negócio de impacto.

Por dentro do Day1 Building, o prédio da Amazon que reafirma a filosofia de todo dia ser o dia 1.

Por dentro do Day1 Building, o prédio da Amazon que reforça a filosofia do dia 1.

Não tem jeito. O mundo vai querer empurrá-lo para viver o dia 2. Quanto maior sua empresa fica, mais demoradas são as decisões, mais engessados os processos e mais distante fica qualquer forma de disrupção. Por isso, é tão importante para o empreendedor se manter nesse estado de alerta contínuo, alimentando cada dia mais essas inquietações do que vem a seguir, e do que pode ser ainda melhor.

Para que os processos não o atrasem, o crescimento não o deixe mais conservador e o ‘sucesso’ não o faça parar na metade da jornada.

Essa foi a mensagem mais forte que quisemos deixar no Encontro de Empreendedores Endeavor deste ano. Reunimos mais de 100 empreendedores em um só lugar e chamamos algumas das pessoas que mais admiramos para mostrarem, por meio de suas histórias, que sempre tem alguém em quem você pode se espelhar para ser melhor.

Os melhores momentos desse encontro, compartilho nesse texto com você.

Olhe para fora e veja em quem você pode se inspirar

O dia que o empreendedor acredita que “chegou lá” marca o começo do seu fim. Porque sempre vai ter alguém para o inspirar a mover adiante.

No seu Day1, Hernan Kazah, fundador do MercadoLivre, fala exatamente sobre esse momento:

O empreendedor está o tempo todo à beira do abismo. E quando ele deixa de estar, precisa procurar o próximo desafio.

Algumas histórias nos fazem enxergar no exemplo de outras pessoas os elementos que nos ajudam a construir o nosso próprio legado. São empreendedores que inovam, arriscam e pensar diferente, nos provocando a pensar: O que eu quero ver na minha biografia daqui a alguns anos? Com qual velocidade posso crescer? De que forma quero impactar o mercado, as pessoas e o mundo?

O crescimento não precisa ser tímido se o sonho do empreendedor for grande.

O mais importante é sempre procurar um novo abismo, como na metáfora do Hernan Kazah.

Você precisa encontrar a sua tribo

O empreendedor que quer construir um negócio de alto crescimento no Brasil vai sofrer. Não tem jeito. Ou porque não estava preparado quando começou ou por falta de capital, excesso de burocracia, problemas internos, externos… Você sabe que não é um caminho fácil. Por isso, precisa estar amparado por uma rede de pessoas em quem você confia, que respeita, admira e se sente à vontade para se abrir.

Se você tem um problema grande e não consegue dividir com alguém, só com o próprio espelho, talvez não consiga resolvê-lo.

O que ficou muito claro no EEE deste ano é que faz muita diferença contar com uma comunidade de empreendedores como você para trocar, aprender todos os dias e o mais importante: não cair na ilusão de achar que você está pronto.

Empreendedor, vá atrás do seu bando!

Qual é o tamanho da sua caixa?

Sergio Rial, presidente do Santander, tinha um professor de biologia bastante fora da curva, como contou para nós. Em um dos exercícios, ele pediu para os alunos guardarem algumas pulgas em uma caixa de fósforos. Depois de alguns dias, quando eles abriram a caixa de fósforos, nenhuma delas fugiu. Sabe por quê? De tanto pularem dentro da caixa, tentando escapar, e com isso batendo no teto, elas simplesmente pararam de tentar.

A reflexão que fica dessa história é para nós conseguirmos enxergar qual o tamanho da nossa caixa. E, sempre mantermos viva a capacidade de saltar para fora dela, seja qual for o seu tamanho.

Assim, mantendo vivo o espírito destemido do risco, o empreendedor pode sempre encontrar pessoas ao seu redor para ajudá-lo a ser melhor, sem deixá-lo cair no precipício. Como o próprio Rial contou no Encontro:

“A diferença do executivo para o empreendedor é a noção de risco. O empreendedor, na maioria das vezes, não quer ter freio. Mas ter o freio ao seu lado não significa que você precise ser freado. Significa que você tem uma voz que te ajuda a pensar em áreas do seu cérebro que você não tem naturalmente interesse em tocar, isso é fundamental para o sucesso. O que não significa que você tenha que seguir aquela voz.”

Empreender é o equilíbrio entre o lógico e o psicológico

Inspirado pela fala de Sergio Rial, Antonio Carlos Pipponzi, presidente do Conselho da RaiaDrogasil, contou que o que mais marcou a história deles foi equilibrar dois lados de uma mesma moeda: a gestão dos processos e a gestão das pessoas.

“Foi o processo de automação do estoque — essencialmente lógico — que nos permitiu dar início a um processo essencialmente psicológico, centrado nas pessoas. Entendemos que não seríamos os melhores se tivéssemos o melhor preço. Estaríamos na ponta se tivéssemos os melhores colaboradores, se fôssemos a marca mais querida.”

As maiores realizações não vêm dos processos ou da automação, mas sim da capacidade do empreendedor liderar, inspirar e motivar o seu time, mantendo sempre a energia criadora em movimento. É assim que se constrói uma cultura que respira as inquietações do primeiro dia, que comemora cada pequena conquista e cresce sem perder a essência que a fez ser do jeito que é.

É nossa responsabilidade mostrar que é possível crescer sem atalhos

Manter o espírito inquieto, transformador e audacioso é importante da porta para dentro, mas, principalmente, da porta para fora, como Fabio Barbosa, presidente do Conselho da Endeavor, lembrou bem.

Na sua fala para os Empreendedores Endeavor, a mensagem foi rápida, mas o impacto foi grande:

“O Brasil vai ser aquilo que nós fizermos dele: com as nossas ações e com as nossas omissões. Vocês empreendedores têm uma responsabilidade muito grande de mostrar que a gente pode dar certo, fazendo a coisa certa do jeito certo. As empresas têm que funcionar do jeito que nós queremos que o país funcione. É por isso que a causa da Endeavor não é a do empreendedorismo, é a do empreendedor que faz a coisa certa do jeito certo. Nós temos que ser a mudança que queremos ver no país.”

Espero que essas ideias consigam te trazer um pouco do espírito do Encontro dos Empreendedores. Mesmo quando a rotina do negócio começar a ficar pesada, não deixe nunca passar o dia 1.

Para se aprofundar, veja também:

Day1 de Hernan Kazah, fundador do Mercado Livre

50 histórias para inspirar sua jornada empreendedora

115 ferramentas e eBooks - CTA do Porta - 740x120 copiar 2

, Endeavor Brasil, Diretor de Apoio a Empreendedores
Líder do time de Apoio a Empreendedores da Endeavor Brasil.

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