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Teoria do Fluxo: seu time está dando seu máximo?

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Teoria do Fluxo: seu time está dando seu máximo?

Se as pessoas na sua empresa não estão usando tudo o que têm para fazer tudo que podem, talvez seu time não esteja em fluxo.

Há alguns meses, uma startup nos procurou pedindo para ajudá-los com um desafio: os efeitos que o rápido crescimento estavam gerando nas atividades da equipe. Entre os problemas, estavam as jornadas mais longas, perda do clima de camaradagem e confusões de escopos das funções e responsabilidades.

Bem, para começar, que empresa não gostaria de ter esse desafio de “crescer muito rapidamente”? Mas mesmo sendo um “problema bom”, ele não deve ser ignorado. Em artigo publicado este mês, o professor de comportamento organizacional Robert Siegel, da Stanford Business School, alerta para o fato de a maioria dos desafios em startups estarem relacionados ao capital humano.

44 horas semanais?

Uma das reclamações recorrentes em startups são as longas horas de trabalho. O problema é difícil de ser diagnosticado, pois trabalhar além da jornada normal parece ser algo já esperado para uma empresa que está começando. Nesse contexto, as pessoas com maior resistência física ou disponibilidade para trabalhar noites, finais de semana e feriados deveriam ser as melhores opções de contratação para as startups. Mas não é o que vem sendo constatado nas pesquisas da área de comportamento organizacional.

Segundo este estudo publicado na Harvard Business Review, os gestores de uma consultoria não conseguiam diferenciar os resultados de quem trabalhava 80 horas por semana dos funcionários que trabalhavam menos. Mais do que prejudicar a saúde mental e física das pessoas nessas condições – vide o estudo de Marianna Virtannen, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional – já foi comprovado que esse comportamento afeta negativamente o resultado das empresas.

Mas qual é o remédio para as startups?

Aqui na edge Brasil, trabalhamos com a premissa de que a solução não é simplesmente trabalhar menos, mas trabalhar melhor. Trabalhamos com uma teoria que mostrou como manter os colaboradores motivados e satisfeitos no desempenho de suas tarefas: a teoria do fluxo.

A teoria do fluxo prevê que uma pessoa precisa se manter desafiada e, ao mesmo tempo, utilizar suas competências máximas para obter maior desempenho. Essa combinação nos levaria à uma satisfação intrínseca, seja na vida profissional ou pessoal. Por sinal, a teoria do fluxo tem ampla aplicação não só no comportamento, mas também em estudos de artes e esportes.

Os estudos dessa área também dizem que, ao utilizar suas habilidades ao máximo para atingir um desafio, os colaboradores das empresas têm um aumento significativo no interesse por suas tarefas e até em seu bom-humor no trabalho. E para quem acredita que bom humor não resolve nada, já se sabe que um funcionário mais bem-humorado encontra novas formas de tornar seu trabalho mais eficaz e faz mais sugestões construtivas para melhorar o funcionamento geral de sua equipe.

Colocar seus colaboradores e sócios em estado de fluxo é uma missão: é preciso deixar para trás aquele dogma de investir em ações motivacionais e atacar a raiz do problema.

Além de incorporar práticas importantes relacionadas ao capital humano ao dia-a-dia das equipes, é preciso dedicar esforço para identificar como levar seu time ao melhor desempenho que ele pode ter.

Veja algumas orientações que passamos aos clientes que nos procuram com desafios desse tipo:

1. Liste as atividades que cada um na sua equipe está desenvolvendo.

2. Analise como as habilidades que cada um possui estão sendo bem utilizadas. Ou seja, verifique se as pessoas estão fazendo o que sabem, ou se alguma habilidade está sendo desperdiçada, por exemplo. O mesmo vale para funções que exigem habilidades que as pessoas não possuem.

3. Verifique quais são os desafios apresentados a cada um no time. Esses desafios fazem sentido? Estão muito acima do que a pessoa consegue entregar? Ou talvez são muito fáceis?

4. O que você quer é ter pessoas usando suas habilidades máximas em desafios máximos. Imagine o melhor jogador disputando a final ou o artista desenvolvendo sua obra-prima. Esse é o espírito que você quer trazer para a sua equipe!

E quanto ao cliente lá do começo da história, após algumas recomendações relacionadas à comunicação da equipe, nós os ajudamos a rever o organograma, aumentando seu score de fluxo. Identificamos que o problema não seria resolvido com a contratação de novas pessoas, mas ajustando o desafio e a função das pessoas que já estavam na empresa. Isso gerou de imediato uma redução de custos em torno de 7%, por evitar novos custos com processo seletivo e novas contratações, uma melhora da produtividade em 12% (medida pela capacidade de prestação de serviços por mês, após os ajustes), além de embasar a construção da plataforma de pessoas necessária para avançar nos objetivos e se tornarem mais escaláveis.

E o seu time, está em fluxo?

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, edge Brasil, Sócio
Gustavo é sócio e CEO da edge Brasil, uma organização com foco em gestão de pessoas que usa métodos científicos para desenvolver seus serviços. Atuou por 12 anos como executivo de Marketing e Pesquisa de Mercado em grandes multinacionais, como P&G, Vivo, Sony e Nielsen e por 4 anos como consultor.

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