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Já pensou em criar uma startup dentro de outra startup?

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Já imaginou abrir um novo negócio dentro da sua própria empresa? A cooperação entre empreendedores está criando grandes oportunidades de inovação.

Se empreender no Brasil já é um grande desafio, imagina abrir uma startup dentro de outra. Isso mesmo, você não leu errado, estou falando sobre criar um novo negócio dentro da empresa que você ajudou ou até mesmo fundou. A ideia pode parecer um pouco louca no começo, mas ela é uma tendência e está ganhando cada vez mais visibilidade. Na verdade, o Viva Decora surgiu exatamente assim.

Se essa foi uma boa estratégia, ainda não posso dizer, mas sem dúvida alguma essa nova experiência me fez repensar muitos conceitos. Por mais que o Viva Real tenha crescido muito nesses últimos 7, empregando mais de 500 pessoas, a empresa procura manter a cultura de inovação de uma startup. Essa foi uma das razões que me levaram a fundar o Viva Decora sem sair da empresa.

Leia também: Os 4 erros que afastam a inovação da sua empresa

Enquanto o VivaReal ajuda mensalmente milhões de pessoas a encontrar o imóvel ideal para as suas necessidades, o Viva Decora se dedica a transformar o imóvel que elas encontraram na casa dos seus sonhos. Por entender que lidamos com o mesmo consumidor em momentos diferentes, fez sentido começar a nova empresa dentro do negócio principal.

E não é só criando novos negócios que as startups podem se desenvolver dentro de uma organização. Você já ouviu falar sobre corporate venture? A ideia de acolher e ajudar no desenvolvimento de novos negócios traz imensos benefícios para qualquer empresas e, quando existe uma boa troca de experiências, essa startup pode até mesmo se juntar ao negócio que a acolheu. No caso do Viva Decora, isso nos trouxe vários benefícios:

1. Estrutura física

Criar um escritório com poucos recursos é fonte de inúmeras distrações para o empreendedor. Nos primeiros anos do VivaReal, fiz todos os improvisos possíveis com a nossa equipe, o que gerava desconforto e perda de tempo. Por isso, ter acesso a um edifício em funcionamento permite que a equipe tenha mais conforto para trabalhar e foque nas atividades do negócio, sem distrações.

2. Apoio de especialistas

Nossa startup tem o apoio de equipes como financeiro, administrativo, TI, jurídico e RH. No lugar de improvisar com uma ou duas pessoas cuidando de todas essas responsabilidades, podemos contar com profissionais especializados em cada uma das áreas. O nível de qualidade é bastante superior ao que teríamos se realizássemos essas atividades sozinhos.

3. Investimento inicial

O processo de captação de recursos é desgastante e consome grande parte do tempo do CEO de uma startup. O Viva Decora teve investimento do grupo VivaReal em seus 2 primeiros anos, o que tem permitido que o negócio se desenvolva, cresça de forma acelerada e ganhe musculatura. Tudo isso vai nos permitir captar recursos no momento correto e, enquanto essa hora não chega, os empreendedores podem suar seu tempo para apoiar a equipe e focar na entrega de resultados.

4. Foco no que importa

Ao remover as distrações com a estrutura do negócio, hoje 100% da equipe se concentra no core business da nova empresa, focando exclusivamente no crescimento e no sucesso do produto e do negócio. Por mais que uma empresa  esteja dentro de outra e compartilhe muitos recursos, é importante criar algumas áreas independentes, como marketing, novos negócios, operações, produto e engenharia. Ter um time dedicado a isso garante que o produto seja prioridade e esteja sempre alinhado com as expectativas e experiência do usuário. E, claro, isso também nos permite ter grande agilidade e flexibilidade para nos adaptar ao mercado.

5. Know how do fundador

No novo negócio, utilizo diariamente o know how que adquiri na criação do VivaReal e agora posso seguir por alguns caminhos que já se provaram certos. Quando falamos de corporate venture, as startups também podem aprender muito com a rotina da empresa e conhecimento dos seus fundadores. Grandes empresas, às vezes, encontram dificuldade em inovar e essas startups podem ajudá-las a abrir os olhos para muitas oportunidades. Em outras palavras, a troca de experiências agrega muito para ambos os lados.

6. Colaboração entre setores

Apesar de cada empresa ter um mercado B2B diferente para explorar, existem muitas boas práticas que podem ser replicadas. Um exemplo é o compartilhamento de novas táticas de marketing e a aplicação de tecnologias específicas no produto.

Mas, claro, como toda decisão, existem sempre pontos de atenção. Apesar de trazer muitas vantagens, a criação de uma startup dentro de outra empresa também tem seus riscos. Esses foram alguns dos desafios que encontramos:

# Necessidade de recursos

À medida em que a nova startup cresce e se desenvolve, a necessidade de recursos para acelerar o crescimento aumenta. Em determinado momento, é preciso decidir se a “empresa mãe” estará disposta a financiar essa etapa de crescimento acelerado, considerando a sinergia com o negócio principal, ou se o caminho é o spin-off.

Aqui o risco é o novo negócio não contar com recursos suficientes para crescer de forma acelerada a longo prazo. Por mais que esse seja um cartão amarelo que merece atenção, esse desafio é inerente a todas as startups, em especial para as que são criadas de forma independente.

# Senso de urgência

O apoio de especialistas é uma grande vantagem, mas, em alguns momentos, precisamos ter paciência para nos adequar aos processos e prazos mais estruturados. Não dá, por exemplo, para contratar alguém “para ontem” ou para assinar contratos sem passar pelo jurídico. Mas, se pararmos para analisar, no final das contas o benefício recebido compensa a espera, já que a alternativa seria o improviso.

# Flexibilidade

É da natureza da startup a quebra de regras e procedimentos. Por isso, é preciso que haja concessões dos dois lados. Um exemplo disso no Viva Decora foram as mudanças que realizamos no fluxo de novas contratações. Para acelerar o processo, também buscamos e selecionamos candidatos por conta própria, que passam depois pelo crivo do RH. A inversão do processo seletivo nos trouxe agilidade e manteve a qualidade, mas para isso foi necessário adaptar o fluxo existente.

# Apetite para o risco e paciência

Para que esse modelo funcione, é preciso que a empresa tenha em seu DNA a disposição para assumir riscos, reinventar seu mercado e apostar na inovação. Também é necessário pensar a longo prazo, já que o novo negócio precisará de tempo para se consolidar e trazer resultados financeiros.

Depois de empreender por 5 anos no negócio principal e 2 anos na nova startup, percebo que não existe uma fórmula certa para a criação de uma empresa.

O formato “startup dentro da startup” deve ser estudado com cautela. Existem muitos fatores a serem analisados, como o potencial do mercado, o modelo de negócio, a disponibilidade de recursos e a sinergia entre as empresas. O fato é que, como fundador, tenho aprendido muito ao construir um novo negócio, sem me desligar por completo da empresa que ajudei a criar.

Tento manter vivos a chama empreendedora e o espírito inconformado, tanto em mim quanto nas pessoas que trabalham comigo. Existem contrapartidas importantes para os benefícios recebidos, mas na minha experiência os pontos positivos superaram muito os negativos.

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, Viva Real, Cofundador
Diego Simon é Administrador de Empresas, pós-graduado em Gestão de PMEs pela EAESP/FGV. Especialista em desenvolvimento de negócios e marketing digital. Co-fundador do portal de imóveis VivaReal, atualmente é CEO do Viva Decora se dedica integralmente ao desenvolvimento desta plataforma.

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