O futuro da educação empreendedora

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Realizada entre 8 e 10 de outubro, a Rodada de Educação Empreendedora 2012 destacou as melhores práticas para enriquecer o ensino do empreendedorismo.

O empreendedorismo é a bola da vez. A universidade, os estudantes e a sociedade em geral observam a atividade empreendedora com bons olhos. É o que nos mostra a pesquisa recém-publicada pela Endeavor, Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras. De acordo com os dados apurados, 60% dos universitários brasileiros pensam em abrir um negócio no futuro e mais de 95% das instituições de ensino superior no país oferecem atividades ligadas ao tema.

Apesar dos resultados positivos, o estudo observa que existe uma grave distância entre a oferta de cursos e a demanda, ou seja, embora muitos estudantes pensem em ser empreendedores no futuro, poucos deles se preparam para abrir um negócio. Segundo a pesquisa, mais de 55% dos potenciais empreendedores nunca cursou uma disciplina ligada a empreendedorismo.

Com a intenção de avaliar e suprir esta lacuna, surgem iniciativas como a Rodada de Educação Empreendedora (REE), cuja última edição foi realizada pela Endeavor, com patrocínio do Sebrae, entre 8 e 10 de outubro, em Florianópolis. Inspirada na “Roundtable on Enterpreneurship Education”, promovida anualmente desde 2001 pela Universidade de Stanford, a conferência atraiu 145 participantes, em sua maioria professores e pesquisadores, provenientes de todas as regiões brasileiras.

Um dos pontos altos do evento, a atividade “Connects”, voltada ao networking e à discussão de temas especiais, serviu a um dos principais objetivos da rodada: desenvolver a rede de educadores e promover a troca de experiências e melhores práticas entre eles. “Cada professor teve a chance de apresentar um trabalho próprio ou decidir que assunto ele tinha mais interesse em conhecer”, explicou Ilana Nasser, organizadora do evento e integrante da equipe de Educação da Endeavor, sobre o funcionamento da sessão.

Neste ano, conforme revelaram os responsáveis pela conferência, a agenda foi desenhada pensando em promover um evento dinâmico, com tempo livre para que os participantes se conectassem entre si e também momentos que favorecessem a conexão por temas.

“Se queremos ampliar a mente do educador e levá-lo a quebrar um paradigma da educação no país, precisamos desmistificar a forma de ensinar o empreendedorismo”, avaliou Ilana, ressaltando um importante ideal do REE, de que o professor transforme a sua atuação em sala de aula: de palestrante para facilitador.

A fim de evocar este novo perfil, a conferência trouxe oficinas práticas que incentivassem o professor a colocar a mão na massa em relação às novas metodologias de educação empreendedora e atraiu importantes stakeholders do universo do empreendedorismo, como Eric Acher, sócio-fundador da Monashees Capital, para um bate-papo sobre o que os investidores buscam nos empreendedores, e Edivan Costa, fundador da SEDI, que apresentou sua trajetória empreendedora, inspirado no evento Day1 (assista ao vídeo).

Uma relevante estratégia do evento, trazer para o Brasil o conhecimento de práticas e metodologias internacionais criativas e inovadoras, foi atendida pela presença de Alan Carsrud, professor-pesquisador e docente visitante em uma universidade finlandesa, que expôs suas ideias sobre o empreendedorismo transversal entre as diferentes carreiras. Incluiu também a realização de webconferences com Tina Seelig e Steve Blank, ambos professores de Stanford, para conversar sobre as novas formas de ensinar alguém a criar um negócio, de maneira a incentivar a criatividade e a inovação. “Trouxemos uma agenda atualizada, de acordo com o que está acontecendo no mundo das startups, e não necessariamente dentro da Academia”, destacou a organização do evento.

Parte da estratégia, como apontou o diretor de Educação, Pesquisa e Cultura da Endeavor, Juliano Seabra, é reconhecer as melhores práticas e apoiar os educadores comprometidos a desenvolver a educação empreendedora no Brasil. “De um lado, o papel é olhar coisas interessantes, que estão sendo aplicadas, e, de outro, provocar mudanças”, acrescentou.

Neste sentido, o REE apresentou o Prêmio Educação Empreendedora Brasil, dividido em duas categorias: “Técnica”, na qual os professores foram reconhecidos pelas melhores técnicas de ensino, que já são aplicadas, e “Compromisso”, em que o vencedor se comprometeu a realizar uma iniciativa de curto, médio ou longo prazo, que aprimorasse o ecossistema empreendedor na sua universidade.

“O mais importante é promovê-los, ajudá-los a ganhar legitimidade em seu local de trabalho”, completa Juliano Seabra, reforçando o apoio que a Endeavor oferece aos educadores comprometidos a fomentar a educação empreendedora. Seja ao criar um centro de empreendedorismo ou ao aumentar a capacitação, a Endeavor passa a acompanhar este professor, oferecendo assistência para que ele alcance o seu objetivo. Um grande êxito da Rodada de Educação Empreendedora, na avaliação de Ilana Nasser, é trazer um olhar do futuro, de como mudar a realidade do empreendedor na universidade e no país.

 

Por Carolina Pezzoni, da equipe de Cultura Empreendedora – Endeavor Brasil.