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Entenda por que a gestão de riscos é uma prática fundamental para gerir qualquer negócio.

Empresas e organizações estão inseridas em um cenário cada vez mais dinâmico. Com o objetivo de cumprir suas metas de negócio e maximizar seus resultados, cada uma delas vem constantemente buscando mecanismos de evolução focados em um conceito:

Eficiência. Várias ondas ocorreram ao longo das últimas décadas relacionadas ao aumento de produtividade, qualidade e a racionalização dos custos, sempre visando à melhoria de competitividade.

Paradoxalmente, está se tornando cada vez mais comum grandes e longevas corporações ruírem. Enron, Andersen, Worldcom e Parmalat são exemplos de empresas que, apesar da jornada de eficiência, não garantiram a solidez de outro pilar fundamental para o sucesso, a Gestão de Riscos em suas organizações.

De maneira recorrente, inúmeras pesquisas e estatísticas demonstram que a Gestão de Riscos é considerada atualmente como a prática mais fundamental pelos líderes de empresas globais para que suas organizações sejam lucrativas. Por outro lado, também relatam que a ocorrência de fraudes e demais incidentes relacionados à falta de mecanismos para gerir riscos não são situações isoladas nem seletivas, ou seja, não estão restritas a apenas algumas áreas das empresas, nem mesmo a segmentos de mercado específicos. No passado, as empresas preferiam ignorar estes incidentes, pois não desejavam e, na maioria das vezes, não sabiam como tratá-los. Este é um dos principais componentes do chamado “Custo Brasil”.

Riscos típicos que podem se materializar decorrentes de uma gestão de riscos ineficiente:

• Perdas de estoque;

• Aquisição de ativos por valores superiores ao de mercado;

• Fechamento de contratos de fornecimento com empresas de familiares;

• Recebimento de brindes e prêmios por favorecimento de contratos;

• Compra de mercadorias de qualidade duvidosa com baixo potencial de revenda;

• Assedio sexual entre chefe e subordinado;

• Fornecimento e/ou venda de informações para concorrentes;

• Desvio de ativos financeiros para conta pessoal;

• Manipulação de dados e informações para ocultar maus resultados ou fraudes;
Portanto, é de fundamental importância todas as empresas definirem e implantarem uma área de Gestão de Riscos com capacidade para desenvolverem diversas soluções combinadas:

• Mapeamento, categorização e análise de impacto dos riscos corporativos ao longo de toda a organização. Priorização dos esforços de mitigação.

• Eliminação de vulnerabilidades e incorporação de controles internos nos processos e sistemas relacionados a atividades que envolvam negociação e fluxo de produtos – da entrada de insumos até a devolução de produtos acabados;

• Elaboração e divulgação do Código de Ética e Códigos de Conduta, incluindo políticas, regras e procedimentos para as atividades rotineiras;

• Análise da aderência ética de candidatos e funcionários para cargos com alta atratividade e oportunidade;

• Revisão dos fluxos de pessoas (funcionários, clientes e fornecedores), controles de acesso e layout das áreas críticas;

• Implantação de procedimentos e soluções tecnológicas relacionados à segurança de informações confidenciais nas mais diversas modalidades (mídia impressa, eletrônica e voz);

• Estabelecimento de canal interno de denúncia e indicadores de monitoramento em sinergia com um núcleo de inteligência;

• Estabelecimento de uma célula de inteligência focada no monitoramento de indicadores de exceção ligado a situações de risco (desvio de ativos, conluios, fuga de informações confidenciais);

O conceito elementar é: a solução deve ser preventiva e não reativa. Por quê? Esta é a única maneira de evitar a reincidência do fato. E como proceder? Estabelecer as condições necessárias para que a gestão de riscos seja reforçada, disseminada e aplicada por toda a organização. Este processo requer como pré-requisito e fator crítico de sucesso o patrocínio dos acionistas e da alta administração. O resultado é tangível e mensurável: menores custos operacionais e eliminação dos incidentes que possam comprometer a continuidade do negócio e maior eficiência nos processos financeiros, produtivos, logísticos e comerciais.

Marcelo Forma é sócio-diretor da ICTS Protiviti, empresa de consultoria, auditoria e serviços em gestão de riscos de negócios.

, ICTS, Sócio-diretor

Engenheiro Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Administração de Empresas pela EAESP- FGV. Sócio-Diretor da ICTS, empresa de consultoria, auditoria e serviços em gestão de riscos de negócios, com atuação em âmbito nacional e internacional. Responsável pela área de Gestão de Talentos e também atua diretamente em desenvolvimento de negócios. É referência nas áreas de prevenção de perdas, riscos operacionais, ética corporativa e programas de compliance.

 

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