Protótipos: Por que fazê-los?

Roberto Alcântara
Roberto Alcântara Endeavor Brasil - Time de Conteúdo

O risco de partir para a ação antes da experimentação pode transformar um grande projeto em um fracasso ou até na sobrevivência do negócio. 

Relata a Velho Testamento que, ao criar o homem Deus o fez de barro, e ao criar a mulher utilizou-se de uma costela do homem recém-criado. E assim começa a história da humanidade na versão bíblica.

No mundo empresarial quando o empreendedor decide através de uma idéia lançar um produto ou serviço é comum que a empolgação aflore, induzindo-o a sair de maneira intempestiva para o campo da ação. 

O risco de partir para a ação, antes da experimentação pode transformar um grande projeto em um fracasso na esfera econômica ou até na sobrevivência do negócio. É uma atitude que na maioria das vezes expõe o negócio a um risco elevado e desnecessário.

Há vários caminhos para a experimentação de uma idéia antes de introduzi-la ao mercado. Abordaremos os casos relacionados a produtos e serviços.

Quando o foco é produto a situação é puramente técnica. Atualmente com o avanço tecnológico das impressoras 3D está bastante fácil a produção de protótipos a custos bastante razoáveis. Com os mesmos é possível testar o mercado com lotes pilotos assim como fazer as correções sob o ponto de vista estético e funcional de acordo com as necessidades do consumidor.

Nos casos de serviços a situação é um pouco mais complexa, porém plausível também de ‘prototipagem’.  Nestes casos com a definição do projeto pode-se selecionar um público menor e/ou delimitar uma região representativa de pequena extensão  e implementar a idéia. A partir dos testes em escala limitada obtém-se os resultados iniciais, seguindo para as correções.

Em ambos os casos, embora possa aparecer trabalhoso e oneroso é uma atividade que funciona como um seguro do projeto. Seu principal benefício  é em  minimizar riscos de grandes investimentos em propostas que à primeira vista possam parecer fantásticos aos olhos do inventor e na prática pouco interessante ao real interessado, o usuário.

Enfim, se o ‘Todo Poderoso’ decidiu produzir um protótipo do ser humano, não confiando na produção direta, por que nós, simples mortais deveríamos  fazer diferente?

* Para ver um caso real de produto de grande sucesso de mercado, que passou por 18 meses em processos de prototipagem a partir da ideia inicial, acesse este link.

 

Roberto Alcântara é presidente e fundador da Angelus – Indústria de Produtos Odontológicos S/A. Empreendedor Endeavor desde 2008.

 

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