O que é Empreendedorismo: da inspiração à prática

Endeavor Brasil
Endeavor Brasil

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

O que te diria um dicionário se você perguntasse a ele o que é EMPREENDEDORISMO?
É a disposição para identificar problemas e oportunidades e investir recursos e competências na criação de um negócio, projeto ou movimento que seja capaz de alavancar mudanças e gerar um impacto positivo. Se queremos ser bastante objetivos, é bem por aí! Só que, para nós, ele vai um pouco mais além. Certamente, bem além de algumas linhas de definições…

Volta a fita: estamos no ano 2000. O Brasil comemora seus 500 anos, as Olimpíadas estão acontecendo em Sidney, “Beleza Americana” ganhou o Oscar e e você está com um dicionário no colo. Folheando ali pela letra “E”, entre “emprazar” e “empregado”, um grande vazio. “Cadê ‘empreendedorismo'”? Não tem. “Mas eu ouço essa palavra desde que me entendo por gente!” Pois é.

Há apenas alguns anos o termo não fazia nem parte oficial da língua portuguesa. Isso obviamente não quer dizer que não havia empreendedores no milênio passado – na verdade, é por causa dos empreendedores que tudo que conhecemos é dessa forma, desde os primórdios da humanidade. Mas quando virou verbete, o conceito não só passou a existir no dicionário brasileiro, como trouxe consigo novas possibilidades.

O crescimento econômico foi meteórico, a geração de empregos também. A tecnologia nos surpreendeu (e continua surpreendendo). A inovação social ampliou o acesso. Temos mais conforto, mais experiências, novas relações com coisas e pessoas e, em geral, mais qualidade de vida por causa de novos negócios e iniciativas. Por isso, é inegável a importância do empreendedorismo nas nossas vidas, assim como a importância de entender o que ele significa.
Quer entender mais? Boa leitura!

O que é empreendedorismo?


Empreendedores questionam a realidade e fazem acontecer a evolução todos os dias, em todas as partes do Brasil e do mundo. Ao inovar e solucionar problemas de outras pessoas, de outras empresas ou de toda a sociedade, um empreendedor e seu novo negócio promovem um grande desenvolvimento.

Nós acreditamos que o exemplo desses empreendedores é fonte de inspiração para fazer mais e melhor, e que quanto maior o sonho, maior a disposição para enfrentar obstáculos. O empreendedorismo pode estar latente ou manifestado de diferentes formas.

Há pessoas com um forte espírito empreendedor que o exercem em diferentes lugares e situações: em casa, quando decidem fazer uma reforma que otimize o espaço; na empresa em que trabalham, quando um projeto precisa ser levado adiante; na vida, quando chega o momento de mudar. Há pessoas que aplicam todo esse potencial em um novo negócio – do tamanho que seja, contribuem gerando empregos para sua comunidade, gerando renda para a economia local, e solucionam uma demanda por meio da inovação.

Há ainda pessoas que fazem desse negócio algo muito maior. São empreendedores de alto impacto, que transformam sonhos grandes em iniciativas de alto impacto, revolucionam seus mercados, crescem e fazem crescer, sem pegar atalhos e servindo de exemplo para gerações futuras.

O perfil de um empreendedor


Embora cada empreendedor seja uma pessoa diferente, há algumas características que todos precisam ter:

Além desses 5 comportamentos comuns e indispensáveis, há diferentes motivações para empreender. No estudo de Cultura Empreendedora realizado pela Endeavor Brasil, em parceria com a Troiano, elas são detalhadas em 6 perfis.

Para ler na íntegra a pesquisa, clique aqui.

Dicas fundamentais para empreender


O que devo fazer para me preparar para tomar minha carreira como empreendedor? A resposta é simples: empreender.

Bom, mais ou menos simples, pois empreender significa superar desafios, aprender coisas novas, ter e colocar em prática novas ideias. Isso tudo sem falar nas demandas técnicas e práticas como fazer fluxo de caixa, planejamento financeiro e de marketing, gestão de estoque e de pessoas, definição de políticas de bonificação… muitas coisas! E de áreas completamente distintas.

Enfim, se preparar para seguir a carreira empreendedora não é tão simples assim. Não há um curso de MBA que você deva fazer, que te garantirá dominar todos os conhecimentos necessários para tocar e fazer crescer um negócio lucrativo. Mas há algumas ferramentas e recursos (algumas listadas ao final desta página) que podem ajudar – por isso encorajamos que você corra atrás de se capacitar como empreendedor e como gestor!

Se você está se metendo nessa aventura deliciosa que é abrir seu próprio negócio, Luis Vabo Jr., empreendedor da Sieve, te dá 7 dicas básicas para começar:

1) Encontre um sócio que te complemente
Existem 3 atividades fundamentais na vida do empreendedor: vender, entregar o produto, cuidar das finanças. Nenhum ser humano no mundo é capaz de fazer bem as 3 coisas! Você precisa encontrar um sócio que te complemente!

2) Feito é melhor do que perfeito
Não perca tempo com planejamentos longos. Devore os livros das metodologias de modelagem rápida como Lean Startup, Customer Development, Canvas, Lean Canvas, Value Proposition Design, Design Thinking. Construa protótipos e produtos mínimos viáveis (MVP) que possam te ajudar a validar as hipóteses das suas ideias de negócio.
Saia do prédio, vá para a rua, coloque a mão na massa e repita o processo até que o negócio comece a ganhar tração. Se tiver que pivotar, pivote.


SE TIVER QUE FALHAR, FALHE RÁPIDO E TOQUE O BARCO. SE VOCÊ NÃO COMETER ERROS, É PORQUE ESTÁ INDO DEVAGAR DEMAIS.

3) Fale sua ideia para 2 pessoas: “Deus e o mundo!”
Esqueça o mito de que “alguém irá roubar sua ideia”. Quanto mais você falar da sua ideia, mais vai ser bombardeado, mais vai enxergar os pontos fracos e mais irá aproveitar os feedbacks para melhorar seu produto e o modelo de negócio. Eventualmente você será copiado por alguém, mas isso será um sinal de sucesso, pois você estará 1.000 feedbacks à frente de quem te copia.

Pratique religiosamente seu pitch até tê-lo na ponta da língua. Treine em frente ao espelho, com amigos e familiares. Explique seu negócio para seu primo de 8 anos de idade, pois se ele entender, qualquer um conseguirá. Isso irá te ajudar a aproveitar melhor as oportunidades que surgirão.

4) Validou sua ideia? Agora, gaste sola de sapato
Vá a todos os eventos, encontros, congressos, feiras, adicione e seja adicionado por todos no LinkedIn, tente chegar no tomador de decisão. Seu objetivo agora é conseguir o máximo de clientes e validar o modelo operacional.
Sua meta nesta fase é ter um problema que todo empreendedor gostaria de ter: “vender tanto e não saber como entregar”.

5) Procurando investidores, aceleradoras ou incubadoras? O menos importante é o dinheiro!
Quando você for procurar um investidor (anjo, capital semente, venture capital…), uma aceleradora ou uma incubadora pense se eles agregarão mentoria, networking e sinergia. E, principalmente, se você se identifica com as pessoas que estão sentadas do outro lado da mesa, pois em breve estarão sentadas do mesmo lado que você.
Por fim, virão os aspectos econômicos do acordo.

6) Construa uma cultura organizacional
Você seguiu o checklist: identificou um problema claro de um mercado grande, criou uma proposta de valor diferenciada a partir de um produto inovador, bolou um modelo de negócios escalável, modelo operacional rodando, clientes sendo conquistados e retidos, processos melhorando continuamente, equipe contratada e se desenvolvendo…

O próximo passo é crescer de forma acelerada, porém sustentável, protegendo-se dos copycats, que não tardarão a chegar. E qual é o segredo para isso?

Construir uma empresa baseada em valores, contratar pessoas melhores do que você e perseguir diariamente um propósito e um sonho grande. Você será copiado em preço, produto, posicionamento, modelo de negócios etc, mas sua cultura organizacional JAMAIS será copiada!

7) Acredite, acredite, acredite, persista, não desista
Você está empreendendo no Brasil. Não vou te enganar. Durante seu caminho, você irá encontrar desafios como: pesada carga tributária, burocracia, pouco acesso a crédito, antiquada legislação trabalhista, concorrência desleal, gargalos de infraestrutura, falta de profissionais qualificados, pouca educação empreendedora.

Apesar disto, não há motivo para pessimismo, temos que acreditar no Brasil e sonhar em construir um país de empreendedores, que são agentes efetivos de mudança em nossa sociedade! Lembre-se que “mais importantes do que suas qualidades ou habilidades, o que determina realmente QUEM VOCÊ É são as suas ESCOLHAS!”.

Como está o empreendedorismo no Brasil?


Quando olhamos mais de perto no país, percebemos quantas batalhas ainda estão por vir:


EM UM UNIVERSO DE QUASE 5 MILHÕES DE EMPRESAS, POUCO MAIS DE 33 MIL SÃO CLASSIFICADAS COMO DE ALTO CRESCIMENTO, SENDO RESPONSÁVEIS POR QUASE METADE DOS NOVOS EMPREGOS NO BRASIL.

Mas o tema no Brasil também está cheio de mitos – alguns acabam se provando verdadeiros! Separamos 8 mitos e verdades que falam muito sobre nosso ambiente de negócios:

1. O brasileiro sonha em empreender, mas isso não é tudo.
Verdade! A Endeavor perguntou aos brasileiros se prefeririam ser empreendedores ou funcionários: 76% deles sonham em ser donos do próprio negocio, a segunda maior taxa do mundo – atrás da Turquia (82%) e muito à frente dos Estados Unidos (51%) e União Europeia (37%), por exemplo. Mas vontade não é tudo, e na falta de ação o brasileiro perde muito do seu potencial, com só 19% dizendo que pretendem empreender nos próximos cinco anos, atrás dos Estados Unidos, com 20%.

2. Abrir uma empresa em qualquer cidade do Brasil é demorado demais.
Mito! De fato, em muitas cidades se demora muito para abrir uma empresa, às vezes passando dos 100 dias para obter o registro completo, como em São Paulo. Mas há, sim, lugares onde se pode abrir uma empresa em menos de uma semana, como Brasília, Belo Horizonte e São José dos Campos. Como nada acontece por acaso, essas cidades criaram grandes projetos para melhorar a vida das startups locais.

3. Falta dinheiro para as empresas e os empreendedores.
Mito! Em um ranking do Fórum Econômico Mundial com 148 países, o Brasil ficou na 30ª colocação quando o assunto é disponibilidade de capital para investir em empresas, bastante acima da média mundial. Mas muitos empreendedores reclamam que esse é o maior obstáculo, e eles não estão tão enganados: apesar de existir, o dinheiro de investimento muitas vezes é difícil de acessar: o país está na 64ª colocação do mesmo ranking internacional, muito abaixo na média. Ou seja, o problema não é a falta de dinheiro, mas o que os empreendedores precisam para acessá-lo, como apresentar muitas garantias e o pagar juros altos.

4. Pagar impostos é coisa para super-herói.
Verdade! Aqui, não estamos nem falando da carga tributária (que também é alta), mas da complexidade burocrática que o empreendedor precisa cumprir para estar com tudo em dia. De acordo com o Banco Mundial, são necessárias 2.600 horas para pagar impostos no Brasil, de longe a taxa mais alta do mundo. E a explicação é simples: de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) são mais de 11.500 normas tributárias por ano. Só um super-herói consegue ficar por dentro de tantas mudanças na lei!

5. O Simples poderia ser ainda mais simples.
Verdade! O Simples Nacional, um sistema de pagamento de impostos facilitado para micro e pequenas empresas, é um marco na história do empreendedor no Brasil, com muitas conquistas para comemorar. Mas podia ser ainda melhor! Hoje, nem todos os setores, especialmente os prestadores de serviços, podem ser incluídos no sistema. Além disso, mesmo que o Simples reúna oito impostos em um único pagamento, ainda são necessárias obrigações assessórias individuais, aumentando a complexidade do sistema.

6. Poucas empresas brasileiras crescem de verdade.
Verdade! O Brasil tem mais de 4,4 milhões de empresas. Mas, dessas, apenas 31.223 (1,3% do total) crescem mais de 20% ao ano, por pelo menos três anos. E elas têm um impacto gigante na economia: desde 2014, foram responsáveis por gerar 46,7% dos novos empregos.

Há muitas razões para ainda não alcançarmos esse número, como a falta de preparo dos brasileiros para empreender e a complexidade tributária que o crescimento traz (e que falamos com mais profundidade aqui).

7. As empresas brasileiras são muito inovadoras.
Mito! Apenas 11% dos empreendedores brasileiros iniciantes dizem que o produto ou serviço que oferecem é inovador, de acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM). É uma das piores taxas do mundo, junto com Bangladesh e Trinidad e Tobago! Um dos problemas é o mercado brasileiro ter restrições às importações, o que deixam empreendedores “confortáveis” (mostramos mais neste artigo), mas eles também precisam ter sonhos maiores: só 10% dos empreendedores planejam contratar mais de cinco pessoas cinco anos depois de iniciar o negócio. Na Turquia, são 59%; no Chile, 36%; nos Estados Unidos, 30%.

8. O empreendedor brasileiro tem muitas opções para se capacitar.
Verdade! Três dos quatro maiores problemas do empreendedor brasileiro estão ligados à falta de conhecimento. Mas a falta de apoio para o empreendedor se capacitar não pode ser uma desculpa! Pode melhorar muito (especialmente a qualidade), é claro, mas organizações como Sebrae, Endeavor, aceleradoras e as próprias universidades têm diversos programas que incentivam empreendedores e potenciais empreendedores. Juliano Seabra, diretor-geral da Endeavor, falou mais sobre isso neste artigo para a Exame.com.

As empresas que mais crescem no país


Das verdades entre os mitos que citamos ali em cima, a número 6 representa uma triste realidade do nosso país: “poucas empresas brasileiras crescem de verdade”.

Você sabia, por exemplo, que apenas 1,3% das empresas no Brasil crescem pelo menos 20% ao ano, por três anos seguidos? São as chamadas Scale-ups, que mesmo sendo pouquíssimas, têm um impacto gigante na economia, sendo responsáveis por 46,7% dos novos empregos! A importância dessas empresas é tanta que, enquanto uma empresa “normal” contrata em média 0,34 funcionário por ano, uma Scale-up gera 31 novos empregos. São 100 vezes mais! 100 vezes!!!

Se você não sabia disso, vai ficar ainda mais surpreso com as descobertas do estudo “Scale-ups no Brasil”, lançado pela Endeavor e Neoway.
Aqui, trazemos as principais características das empresas que mais crescem no Brasil:

1. Scale-ups são empresas grandes enquanto pequenas
Sabe aquela história de que todo mundo um dia foi pequeno? Pois é, com as empresas acontece a mesma coisa. As Scale-ups são justamente as empresas que estão mudando de faixa, se tornando grandes – só 8% delas têm mais de 250 funcionários. Os outros 92% das Scale-ups são pequenos e médios negócios (PMEs), que estão só começando!

2. Scale-ups não são startups
A idade média de uma Scale-up é de 14 anos. Ou mais impactante ainda: mais de 90% das empresas com crescimento acelerado têm mais de 5 anos de história! Ou seja, se você está começando um negócio agora, sonhe grande, mas saiba que vai precisar trabalhar muito para chegar lá, e possivelmente até demore um pouco.

3. Existem Scale-ups do Oiapoque (AP) ao Chui (RS), literalmente
Mais da metade do total de municípios brasileiros é sede de Scale-ups (2.806 cidades), inclusive o Oiapoque (AP) e o Chui (RS). Além disso, quase 60% dessas empresas estão em cidades com menos de 500 mil habitantes. Ou seja, antes de se mudar para uma grande cidade achando que só isso vai transformar a sua empresa, pense se não é mais importante criar um produto ou serviço melhor, que tenha clientes em todo o país, do Oiapoque ao Chui.

4. O Mark Zuckerberg é exceção
Histórias como a dele, que largou a faculdade (Harvard, é bom lembrar) e aos 23 anos criou uma empresa bilionária, são a exceção da exceção. Os jovens de até 28 anos representam apenas 5,5% dos empreendedores à frente de Scale-ups no Brasil. A idade média de um empreendedor de alto crescimento, na verdade, é muito mais alta: 47 anos.

5. Ter patente não é garantia de crescimento
A grande maioria das Scale-ups brasileiras também não depende de patentes para crescer: só 139 delas têm essa proteção, menos de 0,27% do total. Mais do que isso, esse tipo de diferencial no Brasil é coisa de gente grande. Dos mais de 16 milhões de CNPJs do país, só 2.264 têm patentes (0,01% do total!), sendo que, em média, essas empresas têm 1.326 funcionários, quase 100 vezes mais que a média geral.

6. Homens ainda são a maioria
Seis em cada dez dos empreendedores brasileiros são homens. Nas Scale-ups, essa relação é ainda maior: quase 70% dos líderes das empresas que mais crescem são homens. Isso não significa que mulheres não tenham capacidade de criar empresas de alto impacto, prova disso é que existem milhares delas!

7. Você também não precisa criar um aplicativo ou e-commerce para crescer
As Scale-ups estão distribuí das em todos os setores da economia. A indústria digital, ao contrário do que muitos acreditam, concentra apenas 1% de todas as Scale-ups do Brasil. Quem lidera a lista é o varejo (20% do total), seguido da indústria da construção civil (13%). Apesar disso, quando olhamos para a densidade de Scale-ups por setor, a indústria digital sobe para 3º lugar (com 18% de Scale-ups dentro do setor), logo atrás de serviços administrativos (19%) e construção civil (22%), setor com a maior proporção.

8. Ter com quem compartilhar o sonho ajuda a crescer
Um dos maiores desafios dos empreendedores é a falta de alguém para dividir as dores e vitórias do dia a dia. Sócios se ajudam justamente nisso. E assim, levam o negócio mais longe. Prova disso é que o número de sócios de uma empresa no Brasil é, em média, 1,18, e, quando olhamos para Scale-ups, esse número sobe para 2,32 sócios por empresa, praticamente o dobro.

Além de todas essas características, Scale-ups são, acima de tudo, empresas em que os empreendedores botam a barriga no balcão, trabalhando todos os dias para alcançar um sonho grande. Com as suas empresas, eles querem fazer a diferença em um mercado, em uma cidade, para o Brasil. E estão fazendo!

Glossário de Empreendedorismo


Cada indústria tem sua lista de jargões. São vários os termos que você vai encontrar pela frente ao longo de sua jornada. Como empreendedor, é importante que você esteja familiarizado. Aqui vão 25 deles:

Aceleradora: A aceleração dentro de uma aceleradora pode incluir apoio financeiro, mas está baseada principalmente no suporte à criação e ao desenvolvimento do negócio, com sessões de coaching e/ou mentoring durante um período. Enquanto as incubadoras estão mais ligadas a universidades e a projetos governamentais, as aceleradoras são financiadas com capital privado e apoiam startups, empresas de alto potencial de crescimento.

Break-even: Em português, break-even é “ponto de equilíbrio”. Acontece quando os custos da empresa são iguais às suas receitas. Como tudo que a empresa recebe paga somente as despesas, o lucro (ou resultado do período), acaba sendo 0, nesse caso.

Capital de giro: Capital de giro são os recursos financeiros utilizados para cobrir os custos do dia a dia da empresa e para sustentá-la entre o pagamento de despesas e o recebimento da receita de clientes.

Captação de recursos: Obter investimentos, o que pode ser feito por meio de empréstimos bancários, agências de fomento, fundos de investimento ou investidores-anjos.

Coworking: Espaço de trabalho compartilhado por diversas empresas, que passam a poder se relacionar e a trocar conhecimentos.

Crowdfunding: Obtenção de capital através de financiamento coletivo, em geral de pessoas físicas interessadas na iniciativa. Existem plataformas on-line especializadas em crowdfunding.

Crowdsourcing: Crowdsourcing é uma forma de conseguir serviços/ajuda de forma colaborativa para geração de conteúdos, solução de problemas, desenvolvimento de novas tecnologias, geração de fluxo de informação e afins.

Early stage: São consideradas empresas em early stage (estágio inicial) as que possuem até três anos de existência.

Elevator pitch: Apresentação da ideia do negócio em aproximadamente 30 segundos (o tempo que uma pessoa passaria no elevador).

Empreendedorismo corporativo ou Intraempreendedorismo: Significa empreender dentro da organização na qual se trabalha. O intraempreendedor enxerga nos problemas do dia a dia oportunidades de crescimento para a empresa, sendo capaz de inovar sistêmica e constantemente.

Empreendedorismo social: O empreendedor social cria negócios com fins lucrativos, mas que propõem soluções inovadoras para problemas sociais ou ambientais, como lixo, educação e saúde. Ele está focado em mobilizar pessoas e trabalhar por uma causa para realizar verdadeiras transformações na sociedade.

Escalabilidade: Escalabilidade é a capacidade de replicar o produto/serviço com facilidade atendendo a um grande público ou abrangendo um grande mercado consumidor.

Incubadora: As incubadoras têm um perfil mais adequado para quem precisa de tempo e muito conhecimento para estruturar seu negócio. Depende de subsídios governamentais e provavelmente vai precisar de uma quantidade relativamente grande de investimentos para acontecer.

Investidor anjo: Os angels, ou investidores anjo, são profissionais experientes que investem capital e capital em novos empreendimentos. Em troca, esperam um percentual da empresa investida.

MEI: Sigla para “Micro Empreendedor Individual”, é a pessoa que trabalha por conta própria e se legaliza como empresário.

Mergers and Acquisitions (M&A): Termo em inglês para “Fusões e Aquisições” (abreviado M&A), é tanto um aspecto da estratégia corporativa e finanças corporativas quanto compra, venda, divisão e combinação de diferentes empresas.

Networking: Ter ou estabelecer uma rede de contatos. “Fazer networking“, como é empregado, costuma ser uma ótima forma de ampliar a qualidade de seus relacionamentos e transformá-los em benefício mútuo no meio profissional.

PME: PME é a sigla para pequenas e médias empresas. Uma pequena empresa possui de dez a 49 funcionários. Já uma empresa de médio porte possui entre 50 e 249 funcionários.

ROI: Sigla da tradução de “Retorno sobre Investimento” (ROI – Return of Investment), corresponde a um percentual da quantidade de dinheiro ganho em relação à quantidade de dinheiro investido.

Seed capital: Seed capital, ou capital semente, é aquele capital que se capta quando o negócio está em sua fase inicial, para que ele possa dar seus primeiros passos no mercado.

Spin-off: Criação de uma nova empresa de produtos ou serviços inovadores, criados inicialmente a partir de um projeto em uma “empresa-mãe”. Geralmente, os empreendedores do novo negócio trabalharam antes no desenvolvimento desse projeto na empresa-mãe, que gerou o spin-off.

Stakeholders: Stakeholders são todos os impactados pelo negócio, sejam eles sócios, acionistas, funcionários, clientes ou segmentos da sociedade.

Startup: Uma empresa projetada desde o início para ser grande! Eric Ries, autor do livro “Lean startup”, define startups como “um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”.

Validação: Ter alguém validando sua ideia, ou seja, se tornando um cliente, usuário, ou estando engajado de qualquer forma ativa em seu negócio, é o sinal verde de que ele pode dar certo. Mas a validação é um exercício constante, um processo que exige flexibilidade, agilidade e resiliência para recomeçar diversas vezes, inovar e não desistir.

VC (Venture Capital): Traduzido como “capital de risco”, fundos de Venture Capital apoiam empresas de pequeno e médio porte já estabelecidas e com potencial de crescimento. Com duração média de 5 a 7 anos, os recursos investidos financiam as primeiras expansões, levando o negócio a novos patamares no mercado.

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