A’s contratam A’s, B’s contratam C’s

Alexandre Ribenboim
Alexandre Ribenboim

Alexandre co-fundou e dirigiu o marketing da Pró-Laudo Telerradiologia, uma empresa de telemedicina. Iniciou sua carreira fundando a MLab, uma das principais empresas de marketing e consultoria para internet do Brasil entre 1996 e 2001. Em 2006, Alexandre fundou a Casa do Saber Rio de Janeiro, um importante centro cultural no Rio. Alexandre apóia diversas empresas e startups em crescimento, marketing e vendas. Formado em Engenharia de Computação e mestre em informática pela PUC-Rio, Alexandre é mentor da Endeavor Brasil desde 2009.

Na hora de recrutar, um profissional bem capacitado pode valer mais do que dez medianos.

PreviewBons profissionais, bem formados, experientes e competentes naquilo que fazem (A’s), trazem muito mais valor do que os profissionais médios, mal qualificados e inexperientes (B’s e C’s).

O efeito disto é importante, como aponta o título do post. Se mantiver a política de só contratar A’s, a empresa terá um time de primeira no lugar de descer a ladeira com B’s e, depois, C’s. Contratar pessoas com pouca qualificação sacrifica qualidade, aumenta a necessidade de processos e a pressão sobre a gerência (em outras palavras: quem sofre é você, empreendedor) e, consequentemente, reduz lucros.

Mas, naturalmente, A’s custam mais caro do que B’s e C’s. Então, como fazer para contratá-los se nossa margem já é baixa?

Uma saída seria trocar dois (B’s ou C’s) por um (A). Ou mesmo dez por um – não é raro escutar que, em desenvolvimento de sistemas, um bom programador vale mais que 10 programadores médios!

Outra alternativa consiste em avaliar se a sua oferta de produtos e serviços não tem coisas demais, como por exemplo negócios deficitários ou com margens baixas. Que tal descontinuar esses negócios, reduzir o time para ficar somente com os A’s e se concentrar em fazer melhor aquilo que traz mais resultado?

Deixo a pergunta como uma provocação.

Alexandre Ribenboim é formado em Engenharia de Computação e é mestre em informática pela PUC-Rio.É sócio fundador da Casa do Saber Rio.