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As Scale-ups estão contratando! Você encara o desafio?

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As Scale-ups estão contratando! Você encara o desafio?

Veja o que as Scale-ups, empresas que têm alto crescimento por meio de um modelo de negócios escalável, buscam em seus profissionais.

“Um lugar em que você vai trocar de pele, de papel, a cada seis meses”, em que é preciso “ter disposição para arrancar orelha de tigre a dentada” (metaforicamente, por favor!). Mas, em que, ao mesmo tempo, “se você fizer um bom trabalho, pode crescer na mesma velocidade que o negócio”.

Essas foram algumas das definições que os empreendedores me deram quando eu perguntei qual é a real de trabalhar em uma Scale-up — as empresas que crescem a ritmos absurdos, mesmo nesse nosso cenário econômico difícil, com base em um modelo de negócios escalável. É por isso que quero conversar com você sobre essas empresas, com as quais a gente tem bastante contato aqui na Endeavor. A boa notícia é: elas estão sempre contratando (mas têm muitas dificuldades para achar gente boa).

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As Scale-ups fazem parte de um grupo maior de companhias, as EACs (Empresas de Alto Crescimento), que representam apenas 1% do total, mas geram quase metade de todos os novos empregos do país. E elas são bem mais produtivas que a média.

No fundo, duas coisas dão oxigênio para que essas organizações cresçam, a taxas de 20%, 50%, mais de 100% por ano: dinheiro (crescer custa caro) e gente. No white paper sobre Scale-ups produzido para a Cátedra Endeavor no Insper, o professor Guilherme Fowler A. Monteiro diz que é “o capital humano, e não P&D, que desempenha um papel relevante para explicar a distribuição não uniforme da taxa de crescimento das empresas na economia”, ou seja, por que alguns crescem tanto e outros não.

É impossível crescer sem pessoas: à medida que a empresa vai se desenvolvendo, os fundadores vão ficando mais afastados da ponta do negócio e precisam de gente boa e bem gerida para fazer a máquina do crescimento girar. Sem isso, não há modelo escalável.

É por isso que recrutar e desenvolver excelentes profissionais é papel central na vida desses empreendedores (se você é empreendedor, está lendo este texto e não têm isso como prioridade, é bom mudar isso já –neste artigo, mostro algumas características importantes que você pode buscar na hora da seleção).

Veja o exemplo do Dr. Consulta, a primeira rede médica de baixo custo e alta qualidade focada na base da pirâmide do país. Em um ano, eles praticamente dobraram o número de funcionários, de 350 para 650. Só que achar profissionais nesse nível de volume e qualidade não é fácil.

“É difícil porque a gente sempre procura pessoas que sejam melhores que a gente. Tenho que responder à seguinte pergunta: essa pessoa tem potencial para me substituir daqui a algum tempo?”, me contou o Guilherme Azevedo, um dos empreendedores do Dr. Consulta.

Não é uma força de expressão: em empresas desse tipo, tudo muda muito rapidamente, inclusive os papéis, então é comum que um sócio tenha que passar a se dedicar a uma nova área, deixando alguém para tocar a antiga. “Em negócios que crescem muito, você precisa deixar o que faz e se mover”, ele conta. “Estou na quarta posição, completamente diferente das anteriores, em cinco anos.”

O exemplo do Dr. Consulta é bom também porque muita gente imagina que só profissionais de tecnologia têm lugar nesses negócios: sim, desenvolvedores são muito procurados, sem dúvida, mas não são os únicos. Para abrir tantas clínicas novas, o Dr. Consulta precisa de médicos, enfermeiros, recepcionistas…

Conseguir se adaptar a essa cultura de transformação e crescimento exige algumas características, uma mistura de repertório técnico com habilidades pessoais que são muito bem sumarizadas pela Unesco como Os 4 Pilares da Educação:

- Aprender a fazer.
- Aprender a aprender (o trabalho muda muito, e você precisa estar pronto, muitas vezes sozinho, para assumir novos desafios rapidamente).
- Aprender a viver junto (em negócios pouco estruturados, sem muitos processos claros, ter jogo de cintura é fundamental)
- Aprender a ser (você se engaja com a companhia não pelo “job description”, mas porque tem valores e propósitos alinhados a ela, o que exige um bom grau de autoconhecimento).

Nesses tópicos, as nossas instituições de ensino ainda têm muito a melhorar.

Essas empresas são formadas por “jogadores titulares” — não dá para achar que dá para ficar um tempo no banco de reservas, observando, tem que chegar jogando, com vontade de deixar uma marca, crescer. Elas contratam gente que diga o que empresa tem que fazer, e não que fique esperando que alguém chega e diga o que o funcionário precisa executar. “Tem muita gente esperando para ter sua genialidade magicamente descoberta e premiada pela empresa”, exemplifica Antonio Carlos Soares, que é Empreendedor Endeavor e cofundador da Runrun.it.

Mas por que essa barra tão alta? “Para ajudar a criar uma empresa do zero é preciso ter disposição pra arrancar orelha de tigre a dentada. É uma guerra pela sobrevivência — vai demorar anos antes da empresa sair da zona de risco de irrelevância.”

Esse nível de entrega pessoal gera benefícios: como a empresa está crescendo, se você está fazendo um bom trabalho, gerando resultados, acaba crescendo junto com ela. “Ser maleável e polivalente dá uma bagagem enorme. Você tem muita responsabilidade pelo resultado final, algo que empresas já mais estabelecidas não trazem”, me contou o Leandro Herrera, que já trabalhou em Scale-up e hoje é empreendedor na Tera, uma startup de educação.

Então, será que trabalhar em uma Scale-up é para você? Se você topa entrar em um negócio cheio de desafios e com potencial de crescimento, mas com uma boa pitada de incerteza, corra atrás. Que você tenha sucesso na busca.

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, Endeavor Brasil, Diretor de Apoio a Empreendedores
Líder do time de Apoio a Empreendedores da Endeavor Brasil.

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