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Sapiens: o que faz a humanidade ser o que ela é

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Livro Sapiens_ o que os empreendedores precisam saber (1)

Empreender é também entender sobre pessoas. Você não pode vender nada se não se aprofundar e compreender a humanidade de cada um, o que move, motiva e inspira seu público.

Que tal ouvir o artigo? Experimente dar o play abaixo ou fazer o download para ouvir offline!

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre isso: como aconteceu a evolução da humanidade ao longo do tempo. Você vai perceber que cada era da história nos fez desenvolver uma habilidade diferente, moldando nossa relação com o mundo — e abrindo caminho para nos tornarmos empreendedores. Seja a capacidade de compartilhar informações, o desenvolvimento das primeiras sociedades ou mesmo a revolução agrícola, foi a soma de todas as disrupções que nos trouxe até aqui.

Baseamos as palavras a seguir no livro Sapiens, de Yuval Noah Harari. A obra já foi indicada por ninguém menos que Mark Zuckerberg. Merece a leitura!

Espécies de seres humanos

Quando pensamos em evolução, a primeira imagem que vem à mente é esta:

Algo linear, que começa em um macaco até chegar ao ser humano como conhecemos hoje, o Homo sapiens.

Mas, segundo Yuval, não é bem assim que acontece. Muitas espécies do mesmo gênero viveram no mesmo período de tempo, evoluindo e mudando para se adaptar de acordo com suas eras.

A humanidade surgiu na África e começou a se dispersar pelo mundo após 5 milhões de anos. Com isso, espécies diferentes começaram a surgir em lugares diferentes. Na Eurásia, por exemplo, durante a Era do Gelo, a humanidade precisou ser mais forte e mais durável do que seus irmãos e irmãs que viviam em outros lugares.

Isso gerou a evolução dos indivíduos mais resilientes das espécies Homo neanderthalensis e Homo erectus. O Homo erectus evoluiu por ser muito resiliente e durável e conseguiu sobreviver por 2 milhões de anos – um recorde para qualquer espécie humana.

Já os seres humanos do leste africano continuaram a evoluir em múltiplas novas espécies. Entretanto, a de mais destaque e que teve mais sucesso em termos de resistência foi o Homo sapiens. Eles prosperam até os dias de hoje e se espalharam por todo o mundo.

Vantagens e desvantagens evolutivas da humanidade

Yuval investiga a partir daí o que exatamente fez com que o Homo sapiens fosse mais resistente. Uma das coisas mais importantes que diferenciaram o antigo ser humano dos outros animais de quatro membros era sua habilidade de ficar de pé.

Hoje, o empreendedor com mais chances de sobreviver é aquele que consegue ver mais adiante e absorver as tendências que surgem no horizonte, antes de ser tarde demais.

Já naquele período, pelo simples motivo de que ficando de pé, o Homo sapiens podia enxergar mais longe e ficar mais atento aos perigos.

Além disso, estar com as mãos livres significou a possibilidade de lidar com mais tarefas de uma vez.

Isso sem contar outros aspectos biológicos, como o cérebro maior. Enquanto outros mamíferos tinham cérebros de 200 cm3, o Homo sapiens tinha entre 1200 e 1400 cm3.

Mesmo assim, o poder cognitivo aumentado veio com um preço a pagar: cerca de 25% da energia total do corpo era voltada para o órgão. Muito mais se comparado com outros animais, que gastavam 8%.

Outra desvantagem é o fato dos recém nascidos humanos serem muito fracos e desamparados. Outros animais já nascem podendo andar, por exemplo.

O poder da comunicação

Porém, apesar dessas vantagens evolutivas, os seres humanos só começaram a subir no ranking do reino animal por volta de 70.000 anos atrás. Tudo por conta da sua capacidade de compartilhar informações. O desenvolvimento da linguagem fez as espécies se reunirem, trocarem e receberem informações de maneira que os outros animais não eram capazes de fazer. Essa mudança é conhecida como a Revolução Cognitiva.

Entretanto, a linguagem era compartilhada por outras espécies, algo comum no mundo antigo e até mesmo nos dias de hoje. Utilizando gestos, barulhos e outras ações, os animais comunicam informações gerais com seus parentes, como por exemplo informações sobre predadores próximos ou acasalamento.

Mesmo assim, esse é um formato de comunicação muito básico. Um animal pode usar sua linguagem para deixar outros animais cientes de que há boas frutas para comer, mas ele não pode dar a localização da fruta sem que vá até lá.

Ferramenta Autoconhecimento para Empreendedores

O poder da linguagem humana, por outro lado, está em sua complexidade. A discussão, outra habilidade da humanidade, é o que nos faz seres sociáveis e por isso capazes de desenvolver nossa linguagem.

Esse aspecto tão humano é também uma das principais razões que faz bons negócios sobreviverem ao tempo.

O empreendedor que é capaz de trocar experiências, participar de uma comunidade, buscar ajuda e expor seus desafios, encontra apoio externo para superar os obstáculos que vê diante de si.

Revolução da agricultura

Outro ponto que proporcionou a evolução da humanidade foi a agricultura, que começou há cerca de 10 mil anos. Em torno de 9500 a 8500 antes de Cristo, os humanos no mundo começaram a semear plantas comestíveis e a domesticar os animais. O alimento antes vinha de colheitas das florestas e agora conferia ao humano o estilo de vida de agricultor.

A mudança foi perigosa para os seres humanos em geral, alterando completamente sua vida diária e incorporando mais trabalho e estresse. Isso porque a quantidade de comida e recursos aumentou, mas levou ao desenvolvimento de hierarquias sociais.

Assim como em uma empresa de alto crescimento, que passou do estágio de startup para scale-up, a vida começou a ficar mais complexa, pois o jeito como as coisas eram feitas antes não fazia mais sentido a partir de então. Era preciso desenvolver uma nova ordem social ou, na realidade do empreendedor, uma nova estrutura organizacional.

Veja também: Ferramentas Práticas de Inovação

Além disso, a humanidade passou a ficar mais sedentária. Um corpo que estava acostumado a andar muitos quilômetros diários atrás de caças agora podia ficar no mesmo lugar e ter comida à vontade.

A natureza imóvel da fazenda tornou a humanidade muito mais territorialista, lutando contra predadores, pragas e até mesmo contra outros humanos para proteger sua terra. O boom populacional foi tão grande que a humanidade não podia voltar a seus hábitos antigos mesmo que quisesse.

Em torno de 8.500 A.C, grandes vilas começaram a se formar e, por volta de 2.200 A.C, o primeiro império foi formado com um milhão de pessoas e um exército de cerca de 5.000 soldados.

Sociedades humanas

A construção do mundo de hoje demandou e também possibilitou muito aprendizado. No mundo desenvolvido e hierárquico da Revolução da Agricultura, as ações diárias da humanidade se tornaram muito mais complicadas.

O corpo sabe naturalmente como bocejar, como tossir e como escalar, mas não sabe como respeitar seus líderes, cozinhar uma carne ou como encontrar informação.

A humanidade precisou aprender a viver em sociedade.

Para que os ensinamentos conseguidos com muito custo pelos seres humanos não se perdessem, viu-se a necessidade de armazenar informação. A solução era uma série de símbolos significativos, que mais tarde se tornaram conhecidos como “a primeira escrita”.

Nos últimos séculos dos anos Antes de Cristo, a humanidade estava começando a se agrupar em impérios, que estavam se espalhando. Yuval define o império como uma ordem política que governa um grupo de pessoas grande e diverso.

Se essas mudanças foram boas ou ruins para a humanidade, jamais saberemos. Mas elas não foram as maiores.

Revolução científica

Se hoje falamos tanto sobre as organizações exponenciais, a Revolução Científica é o maior exemplo na história da humanidade do que é esse crescimento extraordinário, que nos faz mudar parâmetros, diminuir distâncias e aumentar a velocidade de tudo.

Imagine que nos últimos 500 anos os seres humanos aumentaram seus níveis de produção de US$ 250 bilhões para US$ 60 trilhões. Também aumentamos nossa ingestão calórica diária de 13 trilhões para 1.500 trilhões. Passamos por outro boom populacional, aumentando de 500 milhões de Sapiens para 7 bilhões.

A mudança mais radical na maneira de viver e trabalhar dos seres humanos começou há 500 anos. Avanços nas áreas de tecnologia, poderio militar, inovações e descobertas levaram à Revolução Científica.

Podemos dizer que a partir daí a humanidade consolidou sua dominância sobre o planeta.

Yuval diz que devemos à ignorância esse avanço. Quando admitimos que não sabíamos nada, passamos a ir atrás de informações.

A ciência moderna tenta observar o mundo a seu redor, mais do que a ciência antiga fazia. Usamos observações para criar teorias sobre como o mundo funciona. Mas o autor de Sapiens coloca que também devemos esse desenvolvimento à busca pelo poder.

Ele acredita que as teorias da ciência moderna não são mais desenvolvidas apenas pelo bem da pesquisa.

Agora, a humanidade investiga coisas com a intenção de usá-las, desenvolvendo novas tecnologias para ajudar a aprender ainda mais sobre o mundo e ajudar a vida humana. Não é mais saber por saber. É saber para aplicar.

O futuro da humanidade

Como vimos, nossa capacidade que mais permitiu evolução foi o enfrentamento das imposições da natureza. Vencemos adversidades do clima, alimentos, conhecimento, etc.

A engenharia robótica é algo que já acontece e sinaliza uma nova revolução. Hoje já temos experimentos em pequenos animais e insetos envolvendo implantes computacionais criados para o aprimoramento, criando seres híbridos orgânicos e biônicos perfeitos.

A humanidade também consegue ajudar a prolongar ou melhorar a vida com os marcapassos e os aparelhos auditivos. Possuímos também tecnologias que permitem que pessoas amputadas controlem braços robotizados operados por pensamento.

Mudanças de sexo, partes humanas desenvolvidas em laboratório e muitas outras questões já são normais no mundo, mas as possibilidades de combinações genéticas podem alcançar grandes feitos.

Na ansiedade de entender o que o futuro nos reserva, muitos consideram que todo o passado e os milhares de anos de história humana não são mais úteis, e não fazem mais sentido diante das transformações atuais. Mas olhar para o retrovisor nos ajuda também a entender como a nossa própria natureza pode explicar o jeito como pensamos, agimos, nos arriscamos e inovamos.

No fundo, os empreendedores são feitos da mesma matéria de que foi formada a humanidade. Está dentro de nós essa capacidade de enxergar mais adiante, se adaptar, usar nossa mente para encontrar novas soluções, criar laços e se manter inquieto, sempre se perguntando — o que ainda podemos fazer melhor?

O que achou das ideias do livro Sapiens? Você pode ler mais sobre ele e escutar um microbook em áudio na plataforma do 12Minutos. Lá, você encontra resumos de clássicos do mundo dos negócios ou apenas relacionadas ao ser humano, como essa.

Esse artigo foi escrito pela equipe de conteúdo do 12Minutos, uma plataforma que seleciona, lê e resume livros de não ficção, transformando-os em microbooks e audiobooks.

Para se aprofundar, veja também:

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, Rock Content e 12 minutos, Fundador
Diego Gomes é especialista em vendas e marketing digital. É fundador da Rock Content e nas horas vagas escreve sobre empreendedorismo, startups, marketing de conteúdo e inside sales no seu blog, o webholic.com.br.

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3 Comentários

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  1. Florduval Oliveira Thomaz - says:

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    São mais duas razões para a evolução da humanidade: 1) O senso crítico e; 2) O domínio do pormenor, entre outros tantos, Renato Umbelino Pereira. Parabéns pela observação.

  2. RENATO UMBELINO PEREIRA - says:

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    Cérebro de 200m2 ? acho que está no parágrafo 13 , vale uma correção …

    1. Laís Grilletti - says:

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      A medida correta era centímetros cúbicos. Obrigada pelo alerta, Renato!

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