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São Paulo, como vai seu empreendedorismo social?

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estudo empreendedorismo social

Empreendedorismo social pode não ser a solução para todos os problemas do mundo, mas, com certeza, faz muita diferença no nosso ecossistema.

Nos últimos anos, os empreendedores de negócios sociais saíram de trás das coxias e começaram a brilhar no palco do empreendedorismo. Foram mudanças em diversos setores, com destaque para a educação e saúde. E, percebendo essa mudança e o aparecimento de cada vez mais empresas com esse viés mais colaborativo, a Endeavor Global lançou um estudo sobre o ecossistema empreendedor para negócios sociais.

Neste artigo, você vai ter um panorama geral dos pontos abordados durante o estudo e também entenderá um pouco mais desse novo universo que tem potencial para mudar o mundo.

  • Entrando no universo dos negócios sociais 

Nos últimos anos, diversas cidades de todo o mundo viram o número de empreendedores sociais crescer rapidamente. Uma das iniciativas que se destacaram foi a Sanergy, uma empresa queniana que atende uma demanda muito importante no país: saneamento básico. A empresa vende vasos sanitários, no estilo de banheiros químicos, a um preço acessível para todos que desejam ter um banheiro, problema muito presente em países subdesenvolvidos. A ideia fez muito sucesso e a organização começou a investir em franquias e, atualmente, já está presente em diversas cidades.

No Brasil, esse rápido crescimento não foi diferente, principalmente em grandes metrópoles como São Paulo. A exemplo disso, temos a empresa Geekie, uma plataforma que vem, nos últimos anos, revolucionando a educação, ao torná-la personalizada e acessível para pessoas que dificilmente teriam oportunidade de ter um ensino de qualidade.

  • ·         Como podemos medir a “saúde” de um ecossistema empreendedor

Para poder definir se o ecossistema local é um ambiente saudável para as empresas, não podemos nos basear em achismos. Segundo nosso estudo,  devemos nos basear em três pilares para compreender melhor o ecossistema e avalia-lo.

  1.       Magnitude

Uma das maneiras mais simples de mensurar a magnitude dos negócios sociais está na análise do número de empreendedores que estão ajudando e influenciando outras empresas a crescerem – ou seja, empresas que estão interferindo, diretamente, no desenvolvimento de novos empreendedores.

Em outras palavras, é nesse pilar que são analisados o número de empreendedores que são co-fundadores de outros negócios sociais, quantos estão dispostos a darem mentorias àqueles que estão começando uma empresa agora e até mesmo quantos deles são investidores anjos.

  1.       Resultados

Outra maneira de analisar os resultados dos negócios sociais é a partir do número de empresas que, além de serem escaláveis, geram resultados significativos para a sociedade, como geração de empregos e retorno financeiro.

  1.       Sustentabilidade

A sustentabilidade de um ecossistema está diretamente ligada a quanto o ambiente depende ou não de estímulos externos para sobreviver. Quanto mais investimento dos próprios empreendedores, menos o ecossistema depende de investimentos de pessoas ou empresas.

E esses investimentos não precisam, necessariamente, ser físicos: eles podem ser pelo compartilhamento de conhecimento e informações relevantes que beneficiariam o ecossistema, por exemplo.

É nessa etapa que devemos – ou deveríamos – encontrar o que chamamos de “Ciclo do Empreendedorismo”: você abre um negócio social, ele começa a ir bem e você se vê como um influenciador do setor. Nesse ponto, você tem duas opções: ignorar todos os outros empreendedores que, assim como você, tiveram boas ideias e podem crescer muito, ou ajudá-los, por meio de mentorias ou investimentos.

Os negócios sociais estão crescendo, em escala global, praticamente 7% ao ano. Estudos apontam que, se continuar dessa maneira, os investimentos podem chegar a 1 trilhão de dólares, em 3 anos.

  • ·         Desafios do Empreendedor Social

Os benefícios de um bom ecossistema social são nítidos, mas isso não faz com que a criação desse ambiente seja fácil. Mas, para a surpresa de alguns, o fato dos empreendedores sociais não estarem ligados por mercados, mas sim por um senso comum de propósito, nem sempre é algo positivo. Complicou? A gente explica:

Existem diversos tipos de negócios sociais, cada um com uma determinada característica e presença em determinado mercado. A Geekie, por exemplo, atua no setor de educação, enquanto empresas como a Saladorama, com a missão de tornar alimentos saudáveis acessíveis a população, está presente no setor alimentício.

Por mais que seus propósitos sejam diferentes, o objetivo final dessas organizações é sempre o de mudar alguma realidade e/ou resolver um problema enfrentado pela sociedade.

Isso os une de alguma forma, mas também dificulta o networking entre empreendedores, uma vez que eles estão espalhados por pontos diferentes do mercado. Também faz com que a definição de negócio social seja vaga e gere dúvidas entre empreendedores. Além disso, um dos grandes desafios do setor é a conciliação de objetivos sociais e financeiros.

Por mais que existam milhares de empreendedores sociais, apenas alguns deles têm resultados financeiros significativos. Isso acontece, em grande parte, porque as empresas focam demais em seus objetivos sociais e acabam esquecendo que, assim como qualquer negócio, a monetização é importantíssima para manter a roda girando.

  •  Como está o ecossistema de São Paulo

São Paulo foi escolhida como cidade a ser analisada no estudo por ser a sede de diversos negócios sociais, além de ser um ponto de conexão daqueles que têm sede em outras cidades. Para essa análise, utilizamos os 3 pilares que já falamos:

Magnitude

Em São Paulo, a magnitude foi considerada boa, pelo fato dos empreendedores estarem investindo não só nos setores onde sua empresa atua, mas também em outros, com objetivos completamente diferentes.

Além disso, os negócios sociais estão se expandindo para diversas áreas e o número de mentorias e compartilhamento de informações estão crescendo cada vez mais.

Resultados

Os resultados da análise são bons, mas ainda podemos melhorar muito. São Paulo tem poucos empreendedores que realmente prosperaram com seus negócios: grande parte das empresas são de micro ou pequeno porte. Por mais que todas as organizações sejam novas, elas precisam crescer mais e de forma rápida para atenderem ao primeiro critério.

Outro fator que também dificulta a melhora desse resultado são as diferentes necessidades de cada empreendedor. Como cada empresa atua em uma área diferente, seus desafios são muito específicos, o que atrapalha na hora de trocar experiências e dar/receber mentorias. No entanto, não há duvida que os empreendedores se beneficiariam de uma conversa com outros empreendedores de negócios sociais.

Sustentabilidade

Como todo o estudo sobre empreendedorismo social é recente, ainda não atingimos uma escala para análise. Mas, pelos dados que conseguimos captar, as empresas que já estão consolidadas e possuem maior experiência na área estão ajudando outras organizações a também crescerem.

  •         Como manter o ciclo vivo

Como vimos, os benefícios que um bom ecossistema empreendedor traria são imensos, indo desde a geração de emprego até a diminuição de problemas globais, como a acessibilidade à educação e à saúde de qualidade. Mas, para que isso aconteça, ainda precisamos lapidar alguns pontos do ambiente empreendedor. Os 2 pontos mais relevantes são:

Melhores modelos de negócio

A escolha de um modelo de negócio é crucial para qualquer empresa, mas, para os empreendedores sociais, essa etapa requer ainda mais atenção. Isso acontece porque, como já dito, um dos principais fatores que fazem com que as organizações não crescam é a dificuldade em equilibrar missão social e demandas financeiras.

Esse desafio acaba por criar muitas “empresas zumbis”: não estão mortas, mas também não estão vivas. Ou seja, elas não geram os resultados esperados, mas também não deixam de crescer, por menor que seja esse índice.

Reconhecimento legal

O estabelecimento legal das características presentes em negócios sociais é algo imprescindível para o bom funcionamento do ecossistema. Além de ajudar as empresas a ganhar seus direitos, essa denominação também facilitaria o networking de empreendedores que, enfim, participariam de um mesmo setor e, além disso, também facilitaria a vida das empresas que conseguiriam definir a sua atuação.

O estudo nos mostra que a arte de empreender motiva várias pessoas, no mundo todo. São mais de mil ideias que, quando colocadas em prática, mudam a vida de cidades e até mesmo países. O empreendedorismo social já chegou fazendo barulho e, se todos nós fizermos a nossa parte, ele chegou para ficar.

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Empreendedorismo social: lucro e transformação social numa coisa só

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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