facebook
Você já se perguntou por que
nosso conteúdo é gratuito?
Somos uma ONG de fomento ao empreendedorismo de alto impacto que capacita
4 MILHÕES
DE EMPREENDEDORES
A CADA ANO
Faça a sua doação e contribua para continuarmos
este trabalho em 2016!

“Saber a dor do tombo ajuda muito a olhar para frente e tentar de novo”

LoadingFavorito

O dinheiro acabou e você não tem nenhum cliente. Poupança vazia; limite do cheque especial estourado; apartamento vendido. O que você faz?

Alencar de Carvalho também não sabia. Ele e seu sócio, Fabio Piastrelli, investiram praticamente tudo que tinham na Gera. Estavam com uma plataforma tecnológica pronta para gerenciar operações de empresas de vendas diretas e, apesar de algumas estarem engatilhadas, nenhuma tinha fechado negócio.

Nessas horas, o coração bate mais forte, a respiração fica mais profunda e o desespero se instala. Mas como dizem por aí: sorte é o encontro do preparo com a oportunidade. Uma hora, a sorte jogou a favor da Gera.

Empreender de berço

Desde criança, Alencar era conhecido em Bauru, no interior de São Paulo, como o filho da dona Maria que vende roupas. Sua mãe começou indo de porta em porta para complementar a renda da família, até transformar a atividade em negócio — uma boutique que fazia bastante sucesso na cidade.

A influência dentro de casa foi importante para que Alencar começasse a trabalhar cedo, com 13 anos. Foi professor de natação e trabalhou em uma pizzaria antes de seguir os passos empreendedores de dona Maria.

Quando se mudou para São Paulo, estava sempre buscando oportunidades com algum amigo. O auge, ele conta, foi quando compraram um festival de reggae — shows ótimos, mas um fracasso de bilheteria. Do prejuízo, que durou alguns anos, Alencar tirou sua primeira lição:

“Saber a dor do tombo ajuda muito a olhar para frente e tentar de novo.”

Só que por alguns anos esse espírito ficou adormecido, enquanto assumia um cargo de gerência na Natura. Lá, ele conheceu Fabio.

Mudança de Rota

Fabio e seu irmão formam a primeira geração de sua família que nasceu no Brasil e também que cursou faculdade. Seu pai, boliviano, buscava oportunidades melhores e montou por aqui uma assistência técnica eletrônica. A mãe deixou a Itália ainda jovem, com os poucos pertences que cabiam na mala que se podia levar no navio de refugiados depois da Segunda Guerra.

Por conta desses exemplos, Fabio aprendeu a batalhar para fazer as coisas acontecerem e criar um patrimônio. Depois de se formar em engenharia eletrônica, desenvolveu interesse pela área de negócios, ingressou na Natura como prestador de serviço até ser contratado como funcionário.

A intenção sempre foi seguir carreira em alguma empresa, crescendo nos cargos e conhecendo novos segmentos. Mas conforme ia aprendendo sobre assuntos diversos dentro da companhia, Fabio foi tomando gosto por abraçar desafios cada vez maiores.

A primeira manifestação mais significativa foi quando, no ano 2000, ele, Alencar e mais dois colegas se juntaram para surfar a onda da recém-surgida internet. Seis meses depois, a bolha estourou e acabaram desistindo das ideias que estavam bolando. O gostinho, no entanto, ficou.

Primeiros passos

“A gente é bom no que a gente faz, mas não é isso que a gente quer fazer.” Esse era o sentimento, segundo Alencar: a frustração de ser um empreendedor que não está empreendendo.

Foram vasculhando oportunidades de resolver o incômodo, até identificarem uma necessidade da própria Natura na gestão integrada de vendas. A lâmpadazinha metafórica chega até a piscar.

Só que antes de começar a desenvolver, de fato, uma solução tecnológica para esse mercado, Alencar sentiu que deveria se preparar melhor.

“Nas outras tentativas, eu não tinha muito a  perder. Era solteiro, não tinha dívida, era tudo uma grande aventura. Dessa vez eu já estava casado, tinha um pequeno patrimônio”, conta.

Ainda trabalhando, foi fazer MBA e conheceu Marco, um empreendedor mais experiente, que o incentivava bastante a apostar no modelo de negócio que estava sendo formatado. O próprio Marco apostou bastante — tanto que virou sócio e passou a pagar, junto com Fabio, um salário para que Alencar pudesse se dedicar integralmente à Gera.

Dores

Pouco tempo depois de Alencar, Fabio também deixou seu cargo de executivo. Sua motivação foi a vontade de realizar mais do que os limites do emprego fixo o permitiam. Ponderou bastante, mas como acreditou no modelo e já confiava no Alencar, mergulhou de cabeça no desafio.

Não quer dizer que não sentiu o impacto. “É difícil perder o ‘sobrenome’. Eu não era mais o Fabio da Natura, era o Fabio da Gera. As pessoas o recebem de outra forma”, lembra.

Se instalaram no escritório de webdesign de um amigo, onde ficaram por pouco mais de um ano. “A gente basicamente comprou uma mesa e duas cadeiras”, conta Fabio. Na concepção do produto, dois ou três desenvolvedores colaboravam de Campinas. “Mas a mesa foi crescendo. Põe gente aqui, ali, até nos mudarmos para outro escritório, dividido com  uma empresa de arquitetura”, complementa Alencar.

A essa altura, Marco havia deixado a sociedade para perseguir outros sonhos. A dupla, então, trabalhou incansavelmente na construção da plataforma, o que levou pelo menos três anos.

O investimento de capital próprio também foi intensivo. “A gente gastou muito pra uma plataforma bancada por duas pessoas físicas”, diz Alencar. O erro, segundo ele, foi a preocupação excessiva com cada detalhe técnico, o que, claro, exigia injetar mais capital: “Não sobrou nada para a área comercial. Então no primeiro mês que efetivamente abri a Gera, tinha acabado meu dinheiro.”

A impressão é de que o negócio ia acabar antes mesmo de ter começado. Era uma sexta-feira de agosto de 2005 quando Alencar teve a sensação de derrota:

“Eu estava pronto para encarar todo mundo na semana seguinte, dizer que não deu certo e ir procurar emprego.”

Na segunda-feira, uma boa notícia: o primeiro cliente estava pronto para fechar negócio. O pagamento caiu na conta no mesmo dia.

A venda foi emblemática e deu o gás que eles precisavam. Muitos clientes vieram depois desse e a Gera despontou. Em 6 meses, já tinham atingido o breakeven. Nos 9 anos que se seguiram, conseguiram dobrar de tamanho a cada ano.

Hoje, as maiores empresas de venda direta do Brasil e da América Latina confiam e dependem da plataforma da Gera para gerenciar mais de 1 milhão de revendedores e distribuir mais de 70 milhões de produtos por mês.

Clique aqui para conhecer mais histórias inspiradoras sobre #empreendernareal

, Endeavor Brasil, Time de Conteúdo

Deixe seu comentário

1 Comentário

Faça login para deixar seu comentário sobre este conteúdo
ordernar por: mais votados mais recentes
  1. Williames Augusto Bacelar de Souza - says:

    0 curtidas
     
    Curtir

    Nossa, vídeo emocionante. Parabéns pelo sucesso.

Parceiros
Criação e desenvolvimento: