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Sucessão bem feita: um dos segredos de Roberto Marinho e do sucesso do Grupo Globo

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Roberto Marinho criou uma empresa que sobreviveu e é forte no mercado porque investiu em profissionalização. Saiba mais sobre essa história

Roberto Marinho mudou a história da televisão brasileira, mas também a história do Brasil. O Grupo Globo talvez seja a uma das instituições mais influentes do nosso país, alcançando uma parcela majoritária da população brasileira. Mas, não é somente por causa do talento da emissora em conquistar a audiência dos espectadores que o mesmo chegou no lugar em que está. Foi necessário processo de sucessão e de profissionalização da sua gestão.

Falecido em 2003, Roberto Marinho foi uma das mais importantes personalidades da imprensa brasileira. Jornalista e empresário, o proprietário do Grupo Globo construiu um verdadeiro império da comunicação. A trajetória de Roberto Marinho no universo dos negócios começou em 1925, quando herdou de seu pai o hoje tradicional jornal carioca O Globo. Empreendedor, do jornal herdado, partiu para a criação de um conglomerado de veículos de comunicação, entre eles a Rádio Globo, fundada em 1944 e, futuramente, a TV Globo, fundada em 1957.

A abrangência e a força dos negócios da família Marinho – por 3 gerações de “Robertos Marinhos”, literalmente – é incontestável. Em um momento de crise da imprensa, no qual diversos veículos tradicionais enfrentam situações financeiras delicadas, com demissões em massa e batalhas para reinventar seus modelos de negócio; as empresas criadas por Roberto Marinho seguem reafirmando seu lugar na vida dos brasileiros. Não podemos deixar de dizer que essa força só é possível por conta dos esforços de profissionalização, sucessão e gestão financeira da empresa.

Sucessão: o grande desafio das empresas familiares no Brasil

Esta matéria da Exame apresenta estudo realizado pela PwC sobre o desempenho de empresas familiares no Brasil. Embora o desempenho dos negócios dessa categoria seja bom, a sucessão ainda é um campo deficiente. De acordo com o estudo, apenas 11% das empresas familiares no país possuem planos de sucessão bem estruturados e documentados. “Na realidade, muitas empresas ainda não estão preparadas para situações que podem prejudicar a longevidade dos negócios”, explica Carlos Mendonça, sócio da PwC Brasil, em nota. Ele também destaca a necessidade de as empresas familiares brasileiras acelerarem seus processos de inovação, se profissionalizarem e se adaptarem melhor ao mercado.

Casos de sucessão na televisão brasileira

Além de Roberto Marinho o Grupo Globo, outras empresas do setor da comunicação também tem lições e novidades sobre sucessão. Uma notícia de bastidores: recentemente, diversos veículos da mídia noticiaram que Silvio Santos teria contratado a consultoria Mckinsey para conduzir seu processo de sucessão. Outra empresa do setor da comunicação, a RBS, também tem uma história inspiradora de sucessão familiar.

No último Day 1, Nelson Sirotsky, presidente do Conselho de Administração da RBS, um dos maiores grupos de mídia do país, pode dizer que sua jornada começou cedo, acompanhando os passos do pai. De jovem radialista, conquistou a presidência da empresa, mas seu Day 1 só aconteceu, de fato, quando finalizou o processo de sucessão da empresa. Assim como no caso da família de Roberto Marinho, Sirotsky também profissionalizou a empresa e investiu em criar um processo de sucessão.

Roberto Marinho e Sirotsky tem mais uma coisa em comum em sua trajetória: eles trabalharam muito em suas empresas, conheceram e vivenciaram cada processo e colocaram a mão na massa. Roberto Marinho começou na redação do Jornal O Globo. aprendeu como cada etapa de sua empresa funcionava. Sirotsky começou como radialista, e ao contrário do que todos esperavam, não assumiu a presidência da empresa quando seu pai faleceu – foi necessário se preparar muito para o cargo antes de assumir.

Em um primeiro momento, a empresa ficou sob o comando de um executivo, e somente depois voltou para a família. Recentemente, quando Nelson afirma ter finalizado a sucessão da empresa de seu pai, transmitindo a  presidência do Grupo RBS ao seu sobrinho Eduardo Sirotsky em 2012, a empresa certamente não era a mesma.

Sucessão é assunto para toda empresa, não apenas as familiares

Você deve começar a pensar e preparar sua sucessão muito, mais muito antes de querer um sucessor. Este é um trabalho que precisa ser feito aos poucos, gradualmente. Não é preciso pensar a sucessão empresarial como o fim de uma era, pois o preparo para encarar os novos desafios faz com que o foco não seja o passado, e sim o futuro promissor que a nova gestão tem pela frente.

Confira 6 dicas para fazer processo de sucessão da sua empresa:

1. Tudo começa com uma cultura forte
É compreender o que, dentro da empresa, deve ser perpetuado, isso é: os valores , a marca, a missão. Além disso, a mentalidade do fundador é muito importante. Por meio da cultura forte, essa mentalidade será perpetuada e a empresa manterá a sua identidade.

2. Sem sustos
Todos os stakeholders da empresa precisam estar tranquilos com a transição. Esse é um processo delicado e que precisa ser tratado com a maior importância em qualquer empresa, independende do seu porte, ou se é uma empresa familiar ou não.

3. Vá aos poucos
Um trabalho de convivência entre novos e antigos gestores em um processo de gradual troca de comandos fazem do processo algo menos traumático e mais proveitoso para a estrutura da empresa.

4. Confiança é fundamental
É importante garantir que tanto a administração atual quanto o sucessor demonstrem confiança na passagem de bastão. Tão importante quanto isso é olhar para dentro: os colaboradores precisam sentir a mesma tranquilidade na decisão para atribuir a imagem de líder a uma nova pessoa. Tenha certeza de que todos os funcionários saibam tudo o que acontece em primeira mão, sejam ouvidos e tenham suas dúvidas tiradas sobre a sucessão.

5. Atenção à gestão do conhecimento
A gestão de conhecimento nessa historia toda é crucial. Em muitos casos, o líder e seu sucessor passam meses trabalhando juntos em um processo de transição. Um novo presidente ou diretor precisa ser apresentado a todos os contatos chave, estar por dentro das principais parcerias ou negociações, participar de reuniões mais estratégicas e começar a liderar pessoas e botar a mão na massa sendo assistido, para ter espaço para receber feedbacks diretamente de seu antecessor.

6. Cuidado para não ser tendencioso. Sua empresa precisa de um bom líder e profissionalÉ comum que os fundadores tenham dificuldade em se desligar de seus cargos, ou que, dentro da estrutura familiar, selecionem-se os sucessores. Existem casos de empresas familiares que vivenciam dificuldades em manter a estabilidade dos negócios após a saída dos fundadores, muito por causa de dificuldades importadas da mesa de jantar para a mesa da diretoria. É preciso levar em conta que a escolha dos novos administradores deve ser baseada em critérios que premiem a eficiência, o conhecimento e o empenho em levar a empresa adiante.

A sucessão de Roberto Marinho

Hoje, o Grupo Globo está ao comandos dos 3 filhos de Roberto Marinho: Roberto Irineu Marinho, o filho mais velho, e João Roberto Marinho e José Roberto Marinho. Para ser o que é hoje e fazer um processo de sucessão que contribuísse para perpetuar o negócio, passou por um importante processo de profissionalização. Em 2002, um ano antes da morte de Roberto Marinho, Roberto Irineu assumiu a presidência executiva das Organizações Globo, ele comunicou um rigoroso plano de reestruturação financeira. Hoje, o grupo Globo é uma empresa sólida e madura, o que é fruto desse processo de profissionalização, e tem potência e agilidade para continuar competitiva no mercado.

Leia Mais:
Como fazer uma sucessão bem feita
Como fazer um bom acordo entre os sócios desde o começo

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