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A realidade da disrupção: como as empresas estão reagindo de verdade?

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A realidade da disrupção: como as empresas estão reagindo de verdade?

Uma pesquisa da Economist Intelligence Unit revela que só existe uma chance para as empresas que desejam crescer: abraçar a disrupção.

Na última edição do programa The Economist Disrupters, com apoio da EY, o relatório executivo da The Economist Intelligence Unit perguntou a mil executivos sênior, em três mercados globais, como a disrupção está remodelando os seus negócios; as ameaças e as oportunidades que ela traz; e como eles estavam reagindo a essas transformações.

Então, sua empresa deve estar se perguntando: como conseguir crescer na era disruptiva?

1. Você consegue ver a disrupção chegando?

Dos executivos entrevistados, a maioria acredita que suas empresas estão sendo reativas, em vez de proativas, quando o assunto é disrupção. Mas, felizmente, a maioria das empresas está começando a acordar para o desafio, reconhecendo que a disrupção pode vir de qualquer lugar e que é necessário estar preparado. O que sua empresa precisa fazer para tirar proveito da dessa revolução?

Infográfico - A realidade da disrupção

a) Não tenha medo, encare o desafio

Apesar das grandes promessas que a disrupção pode trazer, a maioria das empresas ainda tem medo dela. A pesquisa mostra que seis em cada dez executivos acreditam que sua alta gerência considera a disrupção uma ameaça, em vez de uma oportunidade para tirar proveito. O mesmo número de executivos também afirma que suas empresas estão reativas em relação às forças disruptivas, ao invés de entendê-las como aquilo que conduz o jogo ou está à frente de tudo.

Dado o ritmo acelerado da mudança, o “vamos esperar para ver” pode ser fatal. As empresas devem pressionar internamente para abraçar a disrupção como uma oportunidade. Felizmente, muitas estão fazendo isso. Mais de 60% estão investindo financeiramente em uma estratégia disruptiva, e o mesmo número criou ou considera criar um novo cargo para focar exclusivamente na disrupção.

b) Saiba que a tecnologia não é o maior motor da disrupção

A realidade da disrupção

A tecnologia é uma grande facilitadora da disrupção, mas não é por si só a melhor condutora de base — apesar do senso comum da maioria das pessoas. A pesquisa da EIU aponta que as alterações regulatórias são vistas como o maior motor da disrupção, segundo 29.3% dos executivos — particularmente para aqueles do setor financeiro, fortemente normativo.

Mudar o comportamento do cliente é algo visto como o segundo maior motor por 26.4% dos executivos — embora seja o primeiro fator entre os entrevistados do setor de saúde — enquanto o terceiro maior condutor refere-se a trâmites administrativos e burocracia, de acordo com 21.8%. Ainda que a tecnologia seja considerada apenas como o quarto maior disruptivo para 21.4%, ainda assim ela influencia fortemente as revisões de normas e regras, além de estimular novos padrões de comportamento do cliente.

c) Não se esqueça da geração mais velha

 A realidade da disrupção

Possivelmente por sua conta e risco, as empresas despendem atenção demais com as gerações mais novas de clientes para ter sinais do que vai ser tendência no futuro. No entanto, a pesquisa da EIU apontou que o tão chamado “silver market”, aqueles com mais de 60 anos, são mais propensos a ter um potencial disruptivo. Os executivos do setor de saúde são particularmente conscientes disso, com 86% acreditando que a geração mais velha será a maior fonte disruptiva do que as tecnologias emergentes, como a Internet das Coisas e o data analytics.

2. Você está olhando para fora do seu mercado?

Uma vez que a disrupção desafia o status quo das empresas, os mercados estão começando a convergir, o que afeta os modelos de negócio. O que sua empresa precisa fazer para se preparar para a convergência?

A realidade da disrupção

a) Os modelos de parceria podem prepará-lo para a disrupção

Com a disrupção impulsionando a rápida mudança no mundo dos negócios, as empresas estão cada vez mais recorrendo a parcerias, incluindo alianças estratégicas, consórcios e grandes empresas chegam a fazer parcerias com a concorrência. A EIU descobriu que 31.9% das empresas formaram uma aliança estratégica com uma empresa do seu mercado, enquanto 25.8% fizeram parceria com uma empresa fora de seu mercado. Além disso, 21.1% se envolveram com start-ups disruptivas como parte de um programa formal de corporate venturing, revelando sua intenção de aceitar e abraçar a disrupção.

A realidade da disrupção

b) Esteja preparado e disposto a mudar seu modelo de negócio

Com os líderes cada vez mais buscando parcerias entre mercados, haverá mudanças inevitáveis nos modelos de negócio consagrados. Essa tendência já está provocando disrupção em serviços financeiros, devido à inovação disruptiva de fintechs. Também é visível no ramo da saúde, em que tanto as incumbents, empresas já existentes num determinado mercado, quanto startups, estão aproveitando o big data e as tecnologias do consumidor para aperfeiçoar o cuidado com o paciente e encontrar soluções para desafios médicos. Essa convergência provavelmente levará a disrupção para o setor de energia, que em grande parte fugiu dela até agora, com novos modelos de negócios, como a distribuição de energia em pequena escala e produtos de energia renovável.

3. A sua empresa está comunicando o seu propósito de forma clara?

A realidade da disrupção

A articulação clara de um propósito de fácil disseminação desempenha um papel importante na condução de uma cultura organizacional de inovação disruptiva. Os colaboradores de empresas inovadoras realmente querem inovar continuamente e ativamente — eles não precisam ser pressionados por seus pré-requisitos e obrigações. Sua paixão é nutrida por um propósito organizacional forte, crível e claramente declarado — alguém que cria um engajamento ainda maior que os puramente econômicos. Só o dinheiro não é suficiente para motivar os colaboradores.

Apesar das competições internas, bons espaços de trabalho, pensados para aumentar o foco nas tarefas, e incentivos materiais contribuem positivamente para fomentar a cultura da inovação disruptiva; a habilidade de gerenciar essa articulação do propósito, de forma clara, cumpre ainda mais essa tarefa. A maioria dos executivos valoriza o potencial do propósito para fomentar a inovação, já que 61.4% acreditam que ter um propósito – que inclua objetivos comerciais e sociais – torna a empresa mais inovadora.

4. Você está lutando pela satisfação?

Os executivos devem superar seus preconceitos e reconhecer que todos os mercados sofrerão eventualmente disrupção em algum nível.

Não há nenhum modelo ou produto de negócios infalível, baseado na tecnologia que definitivamente vai levar seus rivais à disrupção — nem existe um método garantido para um líder de mercado incumbent conseguir resistir aos “usurpadores”.

Sucessos comerciais imediatos, que não são garantia de futuro, não devem levar à satisfação. A disrupção não perdoará essas empresas, mesmo as bem-sucedidas, que ficam mais acomodadas e satisfeitas. A inegável realidade da disrupção significa que mesmo a empresa mais consolidada continuamente precisa estar prevenida e pronta para se adaptar.

Leia, em inglês, o relatório completo da Economist Intelligence Unit, incluindo entrevistas com membros da C-suite global, e saiba mais sobre o que as organizações estão fazendo para vencer o desafio da disrupção.

A EY é uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo (as big four), presente em 150 países, em 728 escritórios, e com mais de 190 mil funcionários. Com sede em Londres, a EY presta serviços de auditoria, elisão fiscal, consultoria e transações corporativas.

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1 Comentário

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  1. André Antunes - says:

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    Parabéns pelo trabalho desenvolvido pela Endeavor, perfeita conexão da imagem de chamada com o assunto apresentado, e, escolha primorosa das fontes de conteúdo. Vida longa a todos nós, que fazemos existir o ponto fora da curva.