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Razão x intuição na hora de investir

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Muitas vezes o investidor vai olhar o seu lado emocional e tomar uma decisão subjetiva na hora de escolher ser ou não seu sócio. Esteja preparado para lidar com isso.

Uma série de metodologias dão suporte ao processo de tomada de decisão sobre fazer ou não um investimento. Utilizadas pelos investidores profissionais, essas metodologias passam pela análise do potencial de crescimento do negócio, possíveis opções e liquidez de saída, avaliação econômico-financeira, diagnóstico da equipe de gestão, entre outros. No entanto, mesmo os investidores mais experientes podem ser influenciados por aspectos subjetivos, determinados pelo que chamamos de percepção ou intuição.

Percepções ou intuições são, na verdade, respostas não-analíticas, influenciadas pelo repertório de vivências (boas ou ruins) acumuladas ao longo da vida dessas pessoas. Além de ser menos analítico, este processo costuma ser mais rápido e menos trabalhoso, o que faz com que sirva de filtro inicial para uma série de decisões que tomamos na vida.

Considerando a grande quantidade de investimentos que chegam para os investidores analisarem, as equipes de análise muito enxutas e o tempo cada vez mais escasso para o trabalho, esse primeiro filtro (e a própria decisão), muitas vezes, serão influenciadas por esse pensamento: não-analítico e baseado apenas em intuição.

Embora a intuição venha ajudando há séculos o ser humano a tomar decisões corretas e sobreviver, principalmente quando o tempo é fator determinante, muitas vezes podemos ser enganados por ela, em processos que exigiriam mais tempo e análise.

O Prêmio Nobel de Economia, Daniel Kahneman, em seu livro “Rápido e Devagar, Duas Formas de Pensar”, coloca em xeque a ideia de que nossa tomada de decisões é fundamentalmente racional e mostra, através de uma série de pesquisas e exemplos, o quanto caímos nas peças pregadas pela nossa mente.

Segundo Kahneman, essas decisões intuitivas podem ser influenciadas por vários comportamentos associados, por exemplo, a aversão à perda e o excesso de confiança, o que, cá entre nós, são muito comuns entre os profissionais que analisam investimentos.

Sendo assim, considerando que muitos negócios inovadores trazem implícitos as incertezas e a potencial perda, analistas serão mais tendenciosos a decidirem dando um peso maior aos aspectos intuitivos, correndo o risco de rejeitarem investimentos em negócios de grande futuro. Associado a isso, temos o famoso “skin in the game”, segundo o qual uma grande quantidade de analistas que não são donos do dinheiro estarão também enviesados pelo medo de errar e perder os seus empregos.

Essas observações podem parecer muito críticas ou até crueis, mas da mesma forma que temos investidores que seguem o caminho “mais fácil” – rejeitar oportunidades sem sequer analisá-las mais profundamente, baseando-se apenas “na cara” dos investimentos ou de seus gestores –, temos aqueles que aprenderam, ou se dedicam mais, ou têm mais tempo, para analisar as reais oportunidades que alguns negócios inovadores trazem para eles e que, portanto, devem ser mais bem sucedidos.

Portanto, empreendedor, ter um investimento negado, mesmo que por muitos investidores e por muito tempo, não significa necessariamente que ele seja ruim, mas (considerando que seja esse o caso) que eventualmente a inovação que carrega seja “demais para a cabeça” de muitos investidores. Se você é capaz de acreditar, negativas não são motivos para desistir, mas sim para mudar a forma de se apresentar e comunicar o seu negócio.

Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestora de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento.

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, BR Opportunities, Fundador
Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestora de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento. É Mestre em Administração de Empresas pelo IBMEC RJ. Participou do programa de Gestão e Estratégia para Executivos da Kellog School of Management da Northwestern University, Chicago - USA. Carlos trabalhou durante 21 anos na Ernst & Young, sempre nas áreas de Corporate Finance e Gestão Estratégica. 

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