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5 dúvidas básicas sobre fazer um protótipo para seu negócio

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5 dúvidas básicas sobre fazer um protótipo para seu negócio

“Falhe rápido para falhar melhor”: entenda os objetivos de se fazer um protótipo

O objetivo de todo empreendedor inventivo é transformar uma boa ideia em algo prático e rentável. No entanto, esse caminho entre o sonho e a realidade não é simples e exige atenção, dedicação e bons métodos para que uma nova solução não se perca ou acabe se mostrando um equívoco. Mas como testar a validade de um projeto, avaliar seus riscos e potenciais de forma barata, rápida e eficaz? Uma boa alternativa é pensar em um protótipo da sua ideia.

Não estamos falando daquelas invenções de cientistas em filmes de Hollywood, mas sim de um modelo preliminar do seu projeto que pode ser manipulado e efetivamente testado. Além de ser uma importante ferramenta para testar o seu modelo de negócio, o protótipo ainda pode ser um passo imporante para registrar a patente e monetizar sua ideia, como falaremos mais adiante. Por enquanto, vamos começar pelo básico.

O que é?

Em linhas gerais, podemos dizer que é um modelo construído para testar um produto ou um serviço. Ele é resultado das pesquisas iniciais relativas a uma ideia ou suposição e, também, uma base para que novas mudanças e implementações dessa ideia possam ser realizadas. Para exemplificar, vamos pensar em um produto: um novo carro movido a água do mar. O protótipo desse produto não precisa ser feito em tamanho real ou com todos os detalhes de acabamento que seriam utilizados para o grande público. Ele pode ser feito em escala bem menor, talvez para apenas uma pessoa, por exemplo. Mesmo assim, com esse primeiro modelo, pode-se detectar quais partes da ideia estão funcionando e quais vão precisar de uma revisão. Assim, é possível visualizar se o plano de negócio inicialmente planejado está indo no caminho certo ou não, sem ter corrido grandes riscos em termos financeiros ou de imagem — afinal, demanda bem menos investimento do que a produção do produto final e os equívocos podem ser corrigidos sem que a credibilidade da sua marca seja abalada.

Quais os benefícios?

A primeira e mais clara vantagem é ver uma ideia, um sonho, um projeto sendo apresentado na prática pela primeira vez. É como trazer um personagem de um livro para a vida real, em carne e osso. Dessa forma, você poderá mostrar sua ideia para seus possíveis clientes de maneira prática e inteligível: isso irá facilitar o entendimento e, por consequência, o feedback dos usuários. Ou seja, a qualidade do diálogo entre o proponente e os clientes irá melhorar. Além disso, o baixo custo de manipulação de um protótipo facilita a capacidade de se fazer melhorias constantes no modelo testado, até que um modelo passe pelo crivo de clientes para começar a ser formalmente desenvolvido. Além de uma vantagem técnica — saber se um produto funciona e atende as necessidades dos compradores —, ele também permite que você vislumbre o modelo de negócio que você precisará desenhar para garantir que sua invenção traga bons frutos: você irá visualizar, em pequena escala, o que é preciso para produzir seu produto, quais os desafios técnicos e logísticos para que ele seja distribuído, qual sua estrutura de custos, qual é sua proposta de valor e, claro, como o público irá responder ao que você propõe. Estamos falando de um planejamento mais assertivo e menos arriscado.

Leia mais: O valor do feedback do cliente para o sucesso do seu negócio

Quais os tipos?

Para cada tipo de desafio, é necessário desenvolver um tipo de solução. Quando falamos em softwares, podemos fazer programas beta, em caso de produtos, podemos pensar em maquetes ou modelos críveis, como os produzidos em impressora 3D. Da mesma forma, o protótipo de um serviço pode ser um piloto ou evento teste e assim por diante. Lembre-se, para cada negócio, um protótipo específico, o modelo ajustado de acordo com seu business plan. Um termo comum quando falamos em protótipos é o MVP, sigla em inglês para produto mínimo viável: ou seja, um “rascunho” do modelo final apenas com as funções essenciais, o que diminui custos. Ou seja, o MVP é, também, um protótipo que pode e deve ser melhorado constantemente até se chegar ao produto ideal que será colocado no mercado.

Como construí-lo?

Para começar, no mínimo um lápis e papel, ou um computador. Dependendo da complexidade do seu projeto, você vai precisar de uma ferramenta mais sofisticada – um software como o CAD, por exemplo – para o primeiro esboço antes de começar a colocar a mão na massa. Quando falamos em produtos, para trazê-lo à realidade, podemos utilizar de ferramentas tecnológicas como as impressoras 3D: esse equipamento pode produzir pequenas “esculturas” de maneira relativamente barata e funcional — as partes podem ser móveis e interagirem entre si como as de um produto final. Também é possível fazer um protótipo de um serviço. Para isso, basta testar a sua solução para um público reduzido e específico, controlando cada etapa do processo. Em ambos os casos, o processo de prototipagem pode parecer incrivelmente trabalhoso, mas a intenção é justamente que não seja. Vamos pensar na alternativa: a produção direta. Lembra do nosso exemplo de um carro movido a água do mar? Imagine produzir uma quantidade desses carros para descobrir depois, quando já estivesse nas mãos de consumidores, que alguns materiais precisariam de mais resistência, por exemplo. Se você usa um carro de brinquedo e troca seu sistema elétrico pelo que permite o combustível que você quer, essa conclusão provavelmente vem antes. A ideia do protótipo é colocá-lo em funcionamento e fazer pequenos ajustes conforme os feedbacks vão chegando, com um certo volume. No caso de um serviço online, é possível ir consertando bugs e adicionando funcionalidades. O processo de validação é recorrente, então é normal que ele demore mais que apenas alguns meses. Esteja sempre em aprimoramento.

Posso patentear a ideia ou preciso ter um protótipo antes?

Ter uma patente da sua ideia é importantíssimo para que ela não seja usurpada e você possa garantir que os ganhos provenientes dessa sejam destinadas ao seu inventor. Para ter a patente de uma ideia é preciso mostrar ao órgão responsável pelo registro — no Brasil, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) —, que o que você propõe é algo inédito, inventivo e com aplicação prática. Teoricamente, você não precisa de um protótipo para passar por esse processo. Mesmo assim, você terá que descrever minuciosamente como sua ideia irá ser aplicada no mundo real, explicitar sua forma de funcionamento e composição. Explicar isso tudo de maneira segura sem ter desenvolvido um protótipo é uma missão quase impossível.

Leia mais:

Saiba a importância do MVP para os seus negócios

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Patentear é Preciso

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