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Proteja seu produto da guerra de preços

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Alguns setores são muito ameaçados por concorrentes internacionais – em especial os chineses – cujos preços são muito mais baixos. Como o empreendedor deve se posicionar neste caso? Como se proteger?

 

A abertura do Brasil para o mundo colocou para nossas empresas um novo  desafio que já afetou  pesadamente muitos setores. A universalmente conhecida ameaça chinesa é uma realidade em muitos mercados. Aos já  inacreditavelmente baixos preços praticados pelos competidores chineses, junta-se agora uma tendência de melhoria na qualidade, tornando o desafio ainda mais marcante.

O que uma empresa deve fazer para enfrentar os competidores, principalmente externos, de baixo custo? Não existe uma fórmula única, claro. Cada empresa em particular deve procurar seus próprios caminhos. Aqui vai um pequeno check list de ações que podem ser aplicadas em vários casos. Veja se algo pode ser aproveitado para a sua situação:

Conheça e reduza seus custos: Para se manter competitiva, sua empresa deve estar focada  em manter seus custos e despesas sob controle. Faça isto antes mesmo da concorrência chegar. Esteja preparado para competir como se a concorrência já estivesse aqui. Conhecer seus custos permite que você saiba quais são seus limites.

Diferencie-se por design, tecnologia, serviço ou marca: faça com que os clientes valorizem seu produto, oferecendo real valor a eles e fazendo com que eles percebam isto.

Junte-se a eles: Você tem o mercado, esta próximo dos clientes. Avalie importar produtos de produtores de baixo custo, sejam produtos finais ou componentes. Só tome muito cuidado para não comprometer a imagem da sua marca.

Proteja seu mercado: as associações de fabricantes podem apoiar a implantação de normas de segurança que bloqueiem a entrada de produtos que não ofereçam segurança ao usuário,  estabelecendo a necessidade de certificações. Isto pode deixar a competição mais justa.

A minha empresa faz um pouco de tudo isso: importamos parte de nossa linha de produtos acabados e componentes da Ásia, apoiamos a elaboração de normativas para o nosso segmento e estamos permanentemente trabalhando para diferenciar nossos produtos. Ao mesmo tempo, buscamos eficiência operacional que nos permita competir por preço, se isso for necessário.

Uma última recomendação: cuidado com a guerra de preços. É melhor sair de um mercado enquanto se pode escolher do que afundar tentando manter uma situação inviável.

 

André Rezende é fundador e presidente da Prática Fornos. Empreendedor Endeavor desde 2008.

, Prática, Empreendedor Endeavor
Quando trabalhava na loja de conveniência da família, André Rezende percebeu uma grande inconveniência: a conta da luz era tão alta que custava mais do que a folha salarial da empresa. Ele se lembrou disso quando resolveu reabrir a Prática, sua antiga fábrica de móveis industriais. André passou a desenvolver equipamentos para a indústria da alimentação mais baratos do que os importados que dominavam o mercado, e mais eficientes no consumo de energia. Hoje, a Prática tem na sociedade o irmão de André, Luiz Eduardo, que trouxe conhecimentos da área de negócios para a empresa. E é uma indústria que cria, fabrica, vende e exporta fornos, refrigeradores, câmaras frigoríficas e equipamentos para a indústria da alimentação que economizam de 10 a 50% da energia consumida com outros equipamentos. Um negócio que desde 2005, cresce 45% ao ano. O setor de alimentação agradece. E o meio ambiente também.

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