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Teste de integridade: quando a confiança é a melhor arma contra a fraude

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A prevenção à fraude deveria estar presente em toda empresa, mas não é isso que acontece. Entenda como direcionar seus recursos e esforços para criar um ambiente saudável e ético.

Não é nenhum segredo, a prevenção à fraude traz muitas vantagens para qualquer empresa. Esse cuidado ajuda na preservação da imagem organizacional, diminui possíveis impactos financeiros no negócio e ainda gera um ambiente mais ético e seguro para toda a empresa. Por outro lado, quando uma fraude é cometida, as consequências são extremamente negativas, podendo comprometer o desenvolvimento da empresa ou até mesmo afastar a possibilidade de sua perenidade.

É claro que nenhuma empresa deseja ser fraudada e a melhor solução para manter o negócio seguro está na prevenção. Prevenir fraudes, na sua forma mais tradicional, demanda desenho de estruturas de monitoramento e de controle das atividades dos colaboradores nas transações organizacionais de acordo com o seu grau de sensibilidade.

Leia também: Confio que minha empresa está sendo fraudada. E agora?

É a partir dessa estrutura decorrem os custos de operação. Para grandes empresas, os recursos não são uma dor tão grande quando se trata de prevenção, mas a pergunta é:

Como fazer uma gestão contra fraudes quando tenho recursos limitados?

Em meio a crise, essa questão é relevante para qualquer tipo empresa, seja qual for sua atividade. E, por mais que esse desafio atinja a empresa como um todo, quem mais sofre com as dúvidas de como proceder são os empreendedores. Afinal, são eles quem têm que dividir os recursos do negócio em ações de marketing, comercial, administrativo, desenvolvimento de produtos e pessoas, entre outras tantas pautas na sua conturbada e exigente agenda.

O empreendedor acaba colocando todo o peso da decisão sobre seus ombros, porque, na maioria das vezes, ele tende a acreditar que está no controle de toda a operação e é o único que conhece as intenções de cada colaborador. O problema é que, com uma agenda atarefada e cheia de compromissos que parecem mais importantes do que criar um mecanismo para prevenir aquela-fraude-que-nunca-vai-acontecer, os empreendedores acabam não buscando os mecanismos e ferramentas para evitar ações nocivas em sua empresa.

Então qual seria a solução?

Em primeiro lugar, não estamos falando para o empreendedor delegar toda a tarefa para um outro setor. Essa preocupação genuína com a ética da empresa cria um ambiente de confiança entre os colaboradores, afinal, eles estão vendo o exemplo de um líder que realmente se preocupa com um assunto que afeta diretamente o seu dia a dia e a saúde do negócio.

No caso de empresas que não conseguem disponibilizar recursos para a prevenção de fraudes, a saída está na confiança.

Isso mesmo, confiar em seus colaboradores é o oxigênio de qualquer empreendedor. Saber que seu time está agindo de forma ética é melhor do que qualquer calmante. Mas, claro, é importante lembrar que essa confiança não precisa e não pode ser cega!

Parafraseando Peter Schutz, ex-presidente da Porsche, o empreendedor deve “contratar o caráter e treinar as habilidades” de seus colaboradores e candidatos por meio de Testes de Integridade. Essa importante ferramenta não deve ser utilizada na tentativa de colocar o profissional em uma caixinha de “ético” ou “não ético”, tentar fazer isso é brincar de semideus.

Por outro lado, as empresas têm uma grande necessidade de buscar meios para analisar não apenas a capacidade técnica e intelectual dos seus colaboradores, tanto os atuais quanto dos futuros, como também a capacidade de discernimento e resiliência diante de dilemas éticos que eles podem sofrer ao longo de seu dia a dia profissional.

Diversas empresas no Brasil já têm empregado a prática de, no processo seletivo, aplicar um teste que diz muito sobre o potencial que o profissional possui para resistir às provações que são expostos em suas atividades. Para facilitar, vamos imaginar que você seja dono de um banco e esteja contratando um novo vendedor de seguros.

A pergunta para o candidato poderia ser: “Imagine que você foi contratado e está abaixo da meta de vendas do mês. Eis que entra uma nova cliente no banco e pergunta sobre sua indicação em relação a uma determinado seguro. Neste momento, você tem a oportunidade de fazer uma venda casada, bater a meta e ajudar a empresa a lucrar ou ser honesto com o consumidor e oferecer a proposta correta, correndo o risco de não alcançar seus objetivos. O que você faria?”. Se você quiser conhecer outros tipos de questões que podem ser usadas em testes de integridade, este programa pode te dar bons insights.

Esse tipo de pergunta é importante porque, com ela, você faz o candidato sair da sua zona de conforto e provocar um raciocínio que talvez não fosse testado em um processo simples de contratação.

Saber que a sua empresa está recrutando pessoas resilientes a dilemas éticos e engajadas com a sua empresa ajuda, e muito, na prevenção de uma fraude.

E se após a aplicação do teste de integridade o empreendedor descobrir que o profissional não está alinhado com os valores da empresa?

Isso provavelmente ocorrerá! Talvez mais até do que você imagine, cada profissional tem seus valores pessoais e um histórico diferente de vida. E, uma vez identificando essas divergências, é possível alinhar o que se espera em diversas situações expostas no teste, possibilitando assim desenvolver uma confiança responsável.

Muitos empreendedores olham para os programas de prevenção de fraude como algo grandioso e de difícil execução, mas nem sempre é assim. Claro que isso varia de acordo com o tamanho e estrutura da empresa, mas há sempre uma saída para aqueles que desejam se prevenir. Grande ou pequena, uma coisa é certa: confiar em seus colaboradores é o que vai te ajudar a dormir bem todas as noites.

, S2 Consultoria
Renato Almeida dos Santos formado em Direito, MBA em Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Administração pela PUC-SP. Foi executivo da área de Compliance e Prevenção a Fraudes Organizacionais em consultoria internacional de Gestão de Riscos por 12 anos. Ministrou diversos cursos e palestras no Brasil e Exterior (China). Anteriormente, trabalhou no Ministério da Defesa, como Oficial do Exército Brasileiro e na Duratex S/A, na área de Recursos Humanos. Docente de Pós-Graduação e Graduação na FECAP, FEI e SENAC. Coordenador do MBA de Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios. Premiado pela CGU e Instituto Ethos e autor do livro “Compliance Mitigando Fraudes Corporativas”.

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