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Precisa ser startup para ter um plano de disrupção?

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Precisa ser startup para ter um plano de disrupção?

É possível um modelo de negócios disruptivo nascer dentro de uma companhia tradicional. Mas, para isso, muita coisa precisa mudar.

Todos nós sabemos a história da ágil startup que derruba os titãs de mercado. Afetadas pelos processos de disrupção que nascem da convergência entre tecnologia, globalização e demografia, as grandes empresas estão lentas demais, focadas demais nos clientes de alto valor do momento e investindo demais em sistemas tradicionais, típicos de corporações com grande fatia de mercado.

Mas e se pudéssemos inverter o jogo e, em vez disso, focar naquilo que leva uma grande empresa a empreender a sua disrupção, criar um modelo de negócio inovador, capaz de substituir os antigos modelos tradicionalmente existentes no mercado?

Enquanto o fato de uma outra grande empresa promover a disrupção continua sendo uma ameaça urgente, falhar na hora de crescer pode representar um desafio disruptivo também urgente para as grandes corporações globais, uma vez que estamos no

Apesar de a ameaça de disrupção por um outro negócio manter-se urgente, falhar em crescer pode representar um desafio igualmente urgente às maiores empresas do mundo, à medida que entramos no sétimo ano consecutivo de estagnação econômica global*.

Hoje em dia, uma empresa tradicional permanece na lista das 500 maiores empresas do mundo feita pela revista Fortune por apenas 15 anos.

A disrupção clássica é a responsável por algumas dessas mudanças de posição no ranking. Mas também leva ao fracasso de algumas empresas, que não conseguem atingir a crescente barra de desempenho financeiro necessária para entrar na lista.

Em vez de falar sobre como evitar que outra empresa provoque a disrupção do seu mercado, vamos analisar o que leva uma grande empresa a tirar vantagem da disrupção e a ter um crescimento brutal. Estamos falando de exemplos clássicos como esses:

Década de 80: a Intel se afasta dos chips de memória em favor de microprocessadores sob a liderança de Andy Grove.

Década de 90: decisão da Nokia em focar em telefonia móvel e infraestrutura de rede celular para prestadores de serviços de comunicação (CSPs).

Anos 2000: lançamento do iTunes pela Apple em 2001 e do iPhone em 2007; também a expansão do Netflix como mídia de streaming em 2007 e sua entrada na criação de conteúdo em 2013.

Convocando mentes inovadoras

Para compreender esta questão de estar preparado para disrupção, fizemos um painel virtual global reunindo 15 Chief Innovation Officers, acadêmicos e formadores de opinião em uma plataforma de crowdsourcing.

Pedimos aos participantes do painel para abordar a seguinte questão:

Quais são as características organizacionais mais importantes que fazem com que uma grande empresa global seja disruptiva?

Dada a pressão por uma rentabilidade imediata, a “mentalidade de legado”, cargos com funções já estabelecidas e os mesmos talentos na maioria das grandes empresas, é pouco provável ou até impossível que a inovação disruptiva aconteça nas mesmas circunstâncias de sempre.

Para fazer com que uma grande empresa fuja deste limitado quadro, os integrantes do painel indicam diversos fatores — sob o âmbito de temas, como as capacidades de liderança, cultura, práticas de inovação e olhar para fora do seu mercado.

Liderança: forma a cultura de inovação, capacita e faz as perguntas certas

O ponto de partida para a inovação disruptiva é a liderança, que dá ao restante da empresa a confiança para assumir riscos e fazer descobertas, defendendo, comemorando e premiando os esforços em prol da disrupção. As iniciativas de disrupção devem ser priorizadas, por meio de executivos seniores padrinhos e capacitando equipes para alcançar os objetivos de disrupção de forma independente.

Antes de tudo, os líderes devem “fazer a pergunta certa, e identificar os fatores que estão por trás da questão”, para levar a empresa a construir os planos de ação corretos.

Cultura: diversa, aberta, focada no cliente

Uma cultura que valoriza a diversidade de pensamento, bagagem e experiência de vida — além das tradicionais definições de diversidade — é essencial para a geração de ideias, e a criatividade que funciona como combustível para a disrupção. Abertura, confiança e transparência contribuem para trocas, além da tomada de risco. A velocidade deve ter um valor maior que a perfeição. Um compromisso de tratar o fracasso como um inevitável resultado de experimentação, proporcionando uma oportunidade de aprendizado — “abraçar o fracasso” — possibilita o desenvolvimento ágil de produtos e reforça outros importantes fatores culturais.

Esses fatores devem ser acompanhados por um intenso foco em ouvir o cliente em uma comunidade global altamente interligada e em constante movimento, em que a tecnologia leva a transparência a todos os níveis

Estruturas de inovação: separados e interligados globalmente

É importante pensar em uma unidade de negócios disruptiva, eliminando obstáculos institucionais ao separá-la da empresa principal. Essa “separação” vai desde o escritório e a gestão, até as metas e também a estrutura hierárquica. No entanto, a unidade disruptiva deve interagir com o restante da empresa para que, em determinado momento, aconteça a reintegração, trazendo as inovações disruptivas para dentro da empresa.

A habilidade para criar um novo modelo de negócio depende da habilidade de colocar junto as ideias, as capacidades e as tecnologias diferentes ou novas.

Alcançar isso requer que as pessoas que pensam diferente estejam juntas. Por este motivo, é uma habilidade chave criar uma rede de inovação e a capacidade de orquestrar tudo isso.

Estabeleça redes em silos tradicionais dentro da empresa e de forma global, capacitando as pessoas para se identificarem e se conectarem a descobertas com as quais enxergam alguma relação.

Da mesma forma, ficou mais difícil para as empresas promoverem a disrupção por conta própria devido à convergência de mercados. “É um jogo de ecossistemas. Não temos chance de sucesso se enfrentarmos a disrupção sozinhos”, diz um dos participantes do painel. Criar e gerir ecossistemas de sócios e colaboradores vai se tornar uma crescente e importante função fundamental da inovação.

Procurando fora: olhando além

As melhores ideias geralmente vêm de empresas, pessoas ou mercados com diferentes experiências, motivações, perspectivas e conhecimento. Ou seja, ideias disruptivas e inovações provavelmente virão de fora do seu mercado principal.

Para entender os sinais fracos de mudança e oportunidade, uma empresa deve olhar além do mercado, da geografia e de áreas profissionais.

Isso envolve  parceria além dos limites da indústria, fazendo um planejamento de cenários, envolvendo-se com startups globalmente e explorando o meio acadêmico

Procure soluções além das competências tradicionais e das áreas de negócio. “O mundo é o laboratório da inovação”, comenta um dos integrantes do painel.

Disrupção é uma jornada

Começar a disrupção do seu modelo de negócio é bastante complicado, e o prazo costuma ser longo e imprevisível. Por isso, a maioria das inovações precisa de sustentação ou que sejam graduais. Até as inovações disruptivas são geralmente fruto de anos de experimentação e repetição para tornar as empresas prontas para o mercado.

Em vez de definir uma meta explícita de disrupção, esteja focado em enxergar além e na necessidade mais profunda do cliente.

Conceitos como diversidade, redes, inovação aberta, ecossistemas, autonomia e estruturas especiais de incubação continuam essenciais para quem quer criar um negócio disruptivo. No entanto, o contexto de negócio se transformou. O mundo é agora massivamente conectado. As transformações digitais estão diluindo as fronteiras da indústria. As ideias são a nova unidade de valor. Como resultado, as empresas devem flexibilizar os recursos e os conceitos de inovação em novas direções, implementá-los de forma rápida e levá-los para toda a empresa, impulsionando tecnologias, como o crowdsourcing e as plataformas abertas.

O que considerar durante a jornada, para estar pronto para a disrupção:

  • Seja uma empresa disruptiva. A disrupção é uma jornada que envolve ativar as características organizacionais que permitem novas descobertas, a tomada de riscos e a inovação necessária para obter vantagens.
  • A disrupção começa no topo. O CEO deve permitir que a empresa seja disruptiva, ao moldar os valores e também os fatores que permitem que ela esteja pronta para a disrupção.
  • Cultura e talentos superam a estratégia. A disrupção depende do desenvolvimento da cultura que atrai, retém e capacita o talento capaz de tanto participar do modelo de negócio já existente quanto promover a disrupção dele.
  • Sinfonia, não um solo. Como as empresas tornam-se mais abertas a fatores externos, a habilidade para orquestrar as redes de inovação e os sócios de ecossistemas torna-se um diferencial disruptivo.

* Fonte: Global Economic Outlook 2017.

Para se aprofundar, veja também:

Curso Gratuito | Ferramentas práticas de Inovação: inovar para se diferenciar

Ferramenta Gratuita | Design Thinking

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