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Prática empreendedora X Teoria acadêmica

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É preciso estar atento ao que é ensinado nas escolas. O problema da academia é que ela traz soluções baseadas em conceitos teóricos que, embora amplamente aceitos, não podem ser genericamente adotados em todas as circunstâncias. Isso é uma verdade ainda maior no campo do empreendedorismo, no qual cada empresa carrega uma história diferente, construída sob circunstâncias distintas e cujas soluções nem sempre podem ser generalizadas. E, diante deste desafio, torna-se fundamental o olhar do empreendedor.

Veja a história de Kwame Jackson, formado em Administração de Empresas pela North Carolina at Chapel Hill e MBA pela Harvard Business School. Kwame aprendeu que o bom líder é aquele que sai do caminho para deixar as pessoas fazerem o que precisa ser feito. E foi este ensinamento que ele colocou em prática quando lhe foi dado o desafio de coordenar um grupo de pessoas na organização de um show beneficente. Esta tarefa foi o último desafio do programa O Aprendiz, em sua primeira temporada, na qual Kwame era um dos finalistas.

O outro finalista era Bill Rancic, fundador da Cigars Around The World e um empreendedor que acredita que o líder deve dar liberdade, mas que também precisa estar atento a todos os detalhes, não podendo sair da operação do negócio para que tudo dê certo no final. Para Bill e sua equipe, outra tarefa igualmente desafiadora lhe foi confiada, a organização de um torneio de golfe também com o intuito de arrecadar doações.

Analisando os resultados, a teoria que Jackson aprendeu em seu caríssimo MBA de Harvard faz sentido se ele tiver uma equipe experiente em organização de eventos, com pessoas dedicadas e motivadas, o que não era o seu caso no desafio em questão. A falta de cooperação e o descaso da equipe quase levaram ao cancelamento do show, visto a total falta de controle sobre a situação vivida por Jackson, que há a poucos minutos de começar o evento ainda estava sem saber onde se encontravam a cantora e a sua equipe.

Bill, por outro lado, cuidava pessoalmente de tudo. Delegava, mas checava e “re-checava” as tarefas de cada um. Seus companheiros, no entanto, estavam irritados, porque ele parecia não confiar em sua equipe, embora se tratasse de um time competente. No fim, problemas também aconteceram, mas Bill conseguiu resolver tudo de forma imediata e o torneio foi um grande sucesso. Não preciso nem dizer que Bill superou Kwame e se tornou campeão da competição, não é? Pecou pelo excesso, é verdade, mas o empreendedor líder sabe que a liberdade é tão importante quanto à proximidade dos liderados. 

Marcos Hashimoto é doutor em Administração pela EAESP-FGV, professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo da FAAP e pesquisador do Mestrado Profissional da Faccamp.

Doutor em Administração de Empresas pela EAESP/FGV, Professor pesquisador do Mestrado Profissional em Administração da Faculdade Campo Limpo Paulista. Associado-fundador e tesoureiro da Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Pequenas Empresas. Consultor e palestrante em negócios e empreendedorismo corporativo. Foi Coordenador do Centro de Empreendedorismo da FAAP e professor da Escola São Paulo. Criou e coordenou o Centro de Empreendedorismo do Insper. Exerceu cargos executivos em multinacionais como Citibank e Cargill Agrícola.
www.marcoshashimoto.com

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