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Por que (e como) criar Barreiras de Entrada

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Por que elas são um redutor do risco da empresa e como podem ajudar no crescimento?

Frequentemente sou procurado por empreendedores que buscam assessoria ou investimentos para seus negócios.

Alguns deles são extremamente preocupados em terem as suas ideias e soluções copiadas. Outros, no entanto, sentem-se extremamente seguros de que, mesmo que fossem copiados, seria muito difícil alguém conseguir fazer o que e como fizeram.

Basicamente o que diferencia um grupo do outro, tirando eventuais manias individuais, é que no primeiro, diferentemente do segundo, encontramos negócios cujas barreiras de entrada são muito fracas ou até inexistentes.

O que define essas barreiras de entrada é o grau de dificuldade para que potenciais competidores entrem em determinada atividade.

Esse grau de dificuldade pode estar associado à economia de escala que se obtém ao longo do crescimento de um negócio, diferenciação de produtos (associada a marca), canais de distribuição já desenvolvidos, dificuldades para o consumidor mudar de fornecedor, benefícios obtidos que reduzem custos, tecnologias complexas, entre outros. Destacando-se que tanto maior serão as barreiras quanto maiores forem o tempo e os investimentos necessários para ultrapassá-las.

Dessa forma, negócios que possuem importantes barreiras de entrada proporcionarão ao empreendedor mais tempo para dominar o mercado, crescer e continuar criando novas barreiras.

Esse tempo (sem concorrência) representará para o negócio um redutor de risco na medida que o empreendedor poderá mais livremente testar as suas ideias, acertar a sua equipe de colaboradores, entender o ciclo de seu negócio e, principalmente, corrigir suas falhas sem a pressão de um concorrente se aproveitando das mesmas.

Por outro lado vários empreendedores são atraídos por negócios que representam, aparente, baixo risco e muito fáceis e baratos de se desenvolver e operar. Essas características são típicas de negócios com baixíssimas barreiras de entrada onde essas facilidades representam grandes riscos de aumento da concorrência da noite para o dia. Negócios assim terão mais dificuldades para crescer e serão muito menos atrativos para investidores.

Sendo assim, ao iniciar um negócio, mesmo que a ideia seja excelente, deve-se analisar o quanto o mesmo está exposto a entrada de novos concorrentes.

Da mesma forma deve-se explorar a criação e desenvolvimento de novas barreiras de entrada procurando desenvolver vantagens, como as expostas acima, que sejam cada vez mais complexas caras e demoradas para serem ultrapassadas.

 

Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestora de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento.

 

Leia mais:
Depois do “o que”, foque no “por que”
A importância da Concorrência
Quando e Porque Mudar Seu Modelo de Negócios
Criando uma Estratégia para Crescer

 

 

 

 

, BR Opportunities, Fundador
Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestora de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento. É Mestre em Administração de Empresas pelo IBMEC RJ. Participou do programa de Gestão e Estratégia para Executivos da Kellog School of Management da Northwestern University, Chicago - USA. Carlos trabalhou durante 21 anos na Ernst & Young, sempre nas áreas de Corporate Finance e Gestão Estratégica. 

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