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Planejar e Executar: duas faces da mesma moeda

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Planejar é sempre mais empolgante que executar. Não caia na armadilha do bom planejamento e péssima execução.

De certa forma, a experiência de muitos anos em gestão de negócios em diversas empresas nos impõe o dever de esclarecer algumas falácias. Com o tempo, ficamos parecidos a “caçadores de mito” das empresas, observando fatos que nem sempre são o que parecem para muitos.

O planejamento nos negócios também mostra essa característica de não ser bem o que se atribui e de não ser tão eficiente como se espera. Poderíamos suspeitar que a qualidade dos dados esteja aquém do necessário. Também podemos considerar que a correlação entre os dados estatísticos empregados no planejamento e o negócio não seja muito elevada. Muitas vezes o acesso aos dados é muito oneroso.

Estas dificuldades acabam desorientando os empreendedores e criam suspeitas de que erros foram cometidos na fase de planejamento.

Se você também se sentiu assim em algum momento, está entre as regras e não entre as exceções. O fato é que muitas vezes, por essas imprecisões e falta de informações adequadas, o exercício do planejamento está comprometido desde o início.

O problemas é que as ideias, os dados estatísticos, os gráficos e as análises criam um cenário, que mesmo sendo convincente, não representa a realidade.

O que se propõe não é deixar de planejar, que ao final, é um exercício de pensar e antecipar as etapas do projeto e projetar os resultados. Continua sendo necessário. A proposta é fazer na rua o que se tenta fazer na mesa. Visitar os locais, observar os concorrentes, conversar com os clientes, analisar como a atividade era realizada no passado e pesquisar o negócio no campo é o caminho para reduzir os erros e chegar a conclusões mais realistas.

O planejamento deve ser utilizado para estabelecer objetivos claros, criar formas de acompanhar a evolução (indicadores de performance para monitoramento) e definir o que é sucesso.

Um amigo utiliza a fórmula de (Sucesso = Tempo + Espaço + Silêncio). Tempo é a definição de quando o resultado deve ser alcançado. Espaço é a conquista da sua área de atuação em termos de mercado ou território que garanta continuidade. Silêncio representa a clareza da intenção e do objetivo, que deve sempre ser lembrado na quietude da reflexão.

Um aspecto inerente é a possibilidade dos planos falharem. É interessante fazer um teste de fogo, imaginando que o seu plano falhou. Tente descobrir as causa de uma falha hipotética e prepare-se para a realidade. Uma ferramenta útil é o FMEA (Failure Mode Effect Analysis), que qualquer estudante de engenharia conhece. Faça o exercício e desenvolva o Plano “B”, que já nasce mais robusto. O Plano “B” pode não evitar que a falha ocorra, mas permite uma reação mais rápida e evita a paralisia do desespero.

Mas porque digo que a execução é a outra face da mesma moeda? Por que considero que a moeda é o sucesso, que é composto pela face do planejamento e pela face da execução.

O sucesso é muito mais relacionado com a execução do que com o planejamento. UM PLANEJAMENTO MEDÍOCRE COM UMA EXECUÇÃO COMPETENTE DÁ RESULTADO. O CONTRÁRIO, NÃO! Você já ouviu alguém dizer que para ter sucesso é necessário um bom planejamento? Eu também…

Mas ser um bom empreendedor ou um bom executivo requer como principal habilidade ser bom em executar. A capacidade de “fazer acontecer” é o que mais falta nas empresas e nas organizações. Acredito que falta de ideia e de planejamento prejudicam, mas quando a execução não é boa, não importa a qualidade do planejamento. É fracasso na certa.

Não podemos contar com a serendipidade para alcançar o sucesso nos negócios. A consistência do sucesso nos negócios depende da execução aprimorada a um nível superior ao dos concorrentes. É de fazer o que outros não conseguem que se constrói uma posição de vantagem no mercado.

Seja bom em executar. Nada pode ajuda-lo mais do que essa habilidade…

Yoshio Kawakami é Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America e também escreve no blog yoskaw.blogspot.com

, Volvo Constr. Eq., Presidente
Yoshio Kawakami é ex-Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America, onde foi responsável pela atuação da empresa em um território total equivalente a mais de duas vezes o tamanho da Europa. Sob seu comando desenvolveu o processo de reestruturação, crescimento e desenvolvimento da rede de distribuidores Volvo, assim como a expansão dos pontos de Marketing Hubs, buscando o crescimento contínuo através da excelência em produtos e serviços. Foi Presidente da Cummins Japan, sediada em Tóquio. Formado pela Faculdade de Engenharia Industrial, no curso de Engenharia Mecânica e de Produção e pós-graduado pela ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing e pelo PDG - Programa de Desenvolvimento Gerencial.

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