Vender o sonho, orientar o caminho e mobilizar para ação: como liderar um time de alto crescimento?

Endeavor Brasil
Endeavor Brasil

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Uma empresa de alto crescimento só acontece com um time de alto crescimento. Cabe ao empreendedor garantir que todos estejam em campo, com garra para levar o sonho adiante e evoluir.

Mas construir e guiar uma equipe assim, em ritmo acelerado, vem com vários desafios. Como garantir que ela tem os integrantes certos? Como se certificar de que todos caminham (ou correm, no caso das scale-ups) na mesma direção?

Veja como dois empreendedores experientes lidam com gestão de pessoas e formação de lideranças para continuarem ganhando escala exponencial.

Todo mundo no mesmo barco

Cabeça de dono? E se as pessoas fossem donas mesmo?

No Méliuz, de 150 funcionários, 18 são sócios. Foi uma forma que os fundadores encontraram de reconhecer colaboradores pelo comprometimento e performance e mostrar que está todo mundo junto pelo propósito da empresa.

Para motivar tanta gente a seguir engajado na loucura que é tocar uma scale-up crescendo aceleradamente, é essencial também ter um norte claro e dar feedback quanto a isso.

Na Amaro, por exemplo, Dominique conta que todos trabalham com OKRs e metas definidas pelos próprios times. Os comentários de clientes são frequentemente repassados para a equipe, para que saibam que impacto estão causando.

A difícil decisão do desligamento

Como agir quando se precisa demitir alguém, mas o time já está sobrecarregado?

Dominique diz que a liderança da área deve ser sempre consultada. Às vezes, o desligamento também pode ser benéfico para que ela possa encontrar desafios mais adequados e evoluir em sua carreira.

Por isso, ele compartilha: “Nossa tendência é de desligar no momento e sofrer no curto prazo.”

80% é suficiente?

“Quando você tem uma vaga muito importante para preencher, mas você não encontrou a pessoa 100% adequada para aquela vaga, você contrata uma pessoa 80% adequada ou espera a 100% aparecer?”, provocou Israel.

No Méliuz, a regra de ouro é esperar. A explicação é simples. A equipe pode dispensar muito esforço e tempo avaliando candidatos, mas muito mais recursos são gastos quando se treina uma pessoa que não tem o encaixe perfeito com a vaga.

É provável que, em pouco tempo, ela vá terminar por deixá-la, seja por decisão própria ou não. Essa decisão tem consequências significativas para a motivação do time. Além disso, puxa a barra de performance para baixo e, naturalmente, leva todo mundo de volta ao início do processo de busca pelo profissional ideal.