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Pagamentos Eletronicos: há ainda muito espaço para inovar

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Descubra por que o mercado de pagamento eletrônico ainda tem muito a crescer no Brasil.

À primeira vista, um mercado de 4,9 trilhões de dólares, fortemente dominado por grandes bancos, “acquirers” e bandeiras globais como Visa, Mastercard, Amex, não deveria ser atraente para novos entrantes. Mas o que teria levado 59 startups, voltadas para meios de pagamentos eletrônicos, captarem 500 milhões de dólares de “funding” somente no primeiro trimestre de 2014? Por que um fundo como o Core Innovation Capital teria captado recursos exclusivamente voltados a startups que promovam serviços financeiros a população não bancarizada?

A resposta não é diferente do que já aconteceu em outros mercados como o de mídia e entretenimento: inovação tecnológica transformando e impactando a forma como os consumidores fazem transações. A adoção de novas tendências como “Big Data”, “E-Wallet”, “Mobile”, “Social”, “Wearables” é cada vez mais rápida. As grandes empresas muitas vezes não tem o foco, a velocidade e a criatividade para aplicar essa nova parafernália aos negócios, e para elas, faz sentido estabelecer parcerias, investir ou até mesmo adquirir startups focadas nesse mercado, adicionando valor a sua rede já existente de estabelecimentos e portadores de cartão.

A realidade brasileira é ainda mais atraente. Segundo relatório da Mastercard Advisors de setembro/2013, 85% das transações do país ainda são feitas em dinheiro vivo. A nova pesquisa da Febraban de abril/2014 aponta que 47% das transações dos bancos já são feitas em canais virtuais, mas quando se olha no detalhe sobre quantas delas efetivamente correspondem a movimentações financeiras, temos apenas 18% das transações do canal internet e 3% das transações do canal mobile.

Há, portanto, enorme potencial para “converter” transações, de dinheiro vivo para meios eletrônicos. Os principais direcionadores para que isso aconteça, podem ser classificados em duas grandes categorias: “high income” e “low income”.

No mercado “high income”, procura-se melhorar a experiência de compra do consumidor, provendo maior conveniência, segurança e agilidade, enquanto pelo lado do vendedor, o objetivo é otimizar o esforço de venda, maximizando a propensão de compra, além de fidelizar o cliente. Exemplificando: imagine você entrando numa loja de artigos esportivos. Por ser um cliente que tem programa de fidelidade, você aciona um aplicativo “Mobile” da loja no seu smartphone.  A loja identifica você e verifica em seu sistema de “Big Data”, quais produtos têm a maior propensão de compra, baseado em informações “Social” compartilhas nas redes sociais, navegação no site da loja e histórico de compras. Você então recebe uma promoção instantânea no seu smartphone, dirige-se ao caixa, que confirma seu interesse e com um toque na sua “E-Wallet”, você finaliza a compra. A loja economizou recursos de marketing em propagandas massivas na TV, em promoções genéricas no ponto de venda, em quantidade de atendentes e caixas. O cliente economizou tempo, dinheiro e nem precisou levar dinheiro vivo na carteira.

No mercado “low income”, o grande desafio é a bancarização, visto que somente 57% dos brasileiros adultos possuem conta bancária. Com certeza, entre os outros 43%, temos milhões de beneficiários do Bolsa Familia, milhões de aposentados, milhões de jovens que poderiam usar seu celular para compras tanto no mundo físico como no mundo virtual, em vez de usar papel moeda. Em vez do celular, poderia ser um relógio, uma pulseira, um “Wearable”, enfim, tem muito espaço para criatividade e empreendedorismo.

Para finalizar, sugestões de pesquisa complementar:

Casos de startups internacionais:

·         Square

·         iZettle

·         M-Powa

·         LoopPay

Casos de startups nacionais:

·         M4U

·         Braspag

·         Stelo

Regulamentação do mercado brasileiro:

·         Resolução nº 4.282, em 04 de novembro de 2013, do Conselho Monetário Nacional (CMN)

·         Circulares nºs 3.680, 3.681, 3.682 e 3.683, do Banco Central do Brasil (BACEN).

·         Medida Provisória nº 615, de 17 de maio de 2013, convertida na Lei nº 12.865, de 09 de outubro de 2013

Raul Miyazaki é Diretor de Contas Estratégicas de Financial Services da Oracle do Brasil.

, Oracle, Diretor

Na Oracle desde 1998, Raul Miyazaki é diretor de Contas Estratégicas de Financial Services da Oracle do Brasil e responsável por atender grandes empresas do setor financeiro, como bancos, seguradoras e empresas de cartões de crédito. Entre suas atribuições está reforçar a atuação da Oracle como fornecedora de soluções completas, integradas e abertas para o mercado financeiro. Anteriormente, o executivo atuou nas áreas de Vendas e Marketing da Oracle do Brasil. Antes de ingressar na Oracle, Miyazaki trabalhou durante seis anos na IBM, onde iniciou sua carreira como trainee, passando por diversos cargos nas áreas de Marketing e Vendas. Seu último cargo foi gerente de Desenvolvimento de Mercado. Ele é formado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além disso, tem especialização em Análise e Planejamento de Marketing pela Wharton School da Pennsylvania.

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