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Os negócios e as redes sociais

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Como o uso das redes sociais em um país como o Brasil pode agregar valor aos negócios.

Com 1,5 bilhão de usuários espalhados pelo mundo, as redes sociais são um divisor de águas para os negócios, pois estimulam e expõem novos comportamentos e aspirações que as empresas precisam conhecer e atender. Os empreendimentos devem ir muito além de criar presença nas plataformas sociais para aumentar a exposição das marcas, mas utilizá-las para o desenvolvimento de produtos, interação com clientes, atendimento ao consumidor, recrutamento e seleção, aumento da produtividade e colaboração de seus funcionários.

A penetração das redes sociais nas Pequenas e Médias Empresas nos EUA é de apenas 31%, de acordo com estudo da consultoria McKinsey. O relatório ainda aponta que 70% das empresas usam tecnologias sociais e 90% delas relatam benefícios para os negócios, mas a implementação de estratégias sociais em todo seu potencial agregaria valor adicional de US$ 900 bilhões a US$ 1,3 trilhão globalmente por ano.

Em um País de pioneiros na adoção de tecnologias sociais, existe uma grande oportunidade para que os empreendedores brasileiros ampliem o uso das plataformas sociais para agregar valor aos negócios.

PreviewConsumidor social

Mais do que angariar fãs, as plataformas sociais possibilitam a coleta de informações sobre comportamento, localização e preferência dos indivíduos de maneira mais rápida e barata. Com estes dados, as empresas podem entender os desejos e necessidades de seus consumidores para definir estratégias de negócio, marketing e desenvolvimento de produtos.

O uso de redes sociais permite, ainda, a interação instantânea e personalizada com clientes. A comunicação das empresas com usuários nestas plataformas passa a ser bidirecional, pois permitem o feedback da comunidade de consumidores sobre marcas, produtos, campanhas, etc. Os indivíduos usam as redes sociais para ouvir a opinião de outros usuários, encontrar informações relevantes, se conectar com marcas e produtos e cada vez mais se apoiam nas suas conexões sociais para decisões de compra. Para ter uma ideia do potencial destas plataformas, cerca de 30% dos gastos dos consumidores poderia ser influenciado por social shopping, de acordo com a McKinsey.

Colaboração em escala

A internet proporciona a utilização da inteligência e conhecimentos coletivos para resolver problemas e desenhar soluções (crowdsourcing). A colaboração também pode acontecer dentro das empresas por meio do fluxo livre de ideias e conteúdo. As redes sociais tornam as pessoas mais produtivas, pois reduzem as barreiras e permitem a interação de diversas áreas de negócio para solucionar problemas com inovação multidisciplinar, criando assim novos produtos e estratégias.

Um passo seguinte é abrir esta comunidade para clientes e parceiros, fomentando a colaboração inovadora. As tecnologias sociais, quando usadas nas empresas segundo a McKinsey, tem o potencial de aumentar a produtividade de trabalhadores qualificados de 20 a 25%.

Quando o assunto é redes sociais, inevitavelmente surgem preocupações nas empresas. Mas e a privacidade do consumidor e dos dados da empresa? As aplicações são seguras? Os funcionários não perdem tempo nestas plataformas? Os benefícios das redes sociais dependem de uma série de fatores, como o setor de atuação e perfil da empresa, assim como inovações gerenciais no seu uso, mas podem produzir ganhos de fato para os negócios. Estes pontos devem ser considerados, mas é importante que não impliquem na restrição dessas plataformas nas empresas.

As redes sociais se tornaram um fenômeno cultural, social e econômico, com a mudança de comportamentos, desde cotidianos a movimentos políticos. Para as empresas, trazem benefícios nas mais diversas áreas, desde a percepção e reconhecimento da marca pelos consumidores, até a distribuição digital de novos produtos e serviços. Os seus consumidores estão nas redes sociais. Como você está aproveitando esta oportunidade?

Antonio Gil é graduado em Engenharia de Produção pelo ITA, Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ligado à Presidência da República.

, Brasscom, Presidente
Graduado em Engenharia de Produção pelo ITA, Antonio Carlos Rego Gil iniciou sua carreira na IBM, onde alcançou o cargo de COO (Chief Operations Officer) no Brasil e CEO (Chief Executive Officer) na Venezuela. Em 1986, tornou-se presidente da SID e, em 1993, assumiu a presidência da Lucent Technologies do Brasil. A partir de 1998, Gil passou a trabalhar em parceria com o grupo de investidores IT Partners com o objetivo de procurar oportunidades no segmento de IT e Telecom no Brasil. Como fruto deste relacionamento, tornou-se presidente da CPM (atual CPM Braxis CapGemini), empresa que em julho de 2000 passou a fazer parte do IT Partners, na América Latina. Desde 2007, é presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM). Gil é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) , ligado à Presidência da República e do Conselho de Competitividade do Plano Brasil Maior, também ligado a Presidência.

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