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Não é porque o time é pequeno que o sonho também tem que ser

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Organizar o time para grandes projetos pode ser uma tarefa muito desafiadora. Mas o exemplo de um pequeno clube de futebol inglês e os especialistas Alberto Couto e Marcelo Shiramizu podem te mostrar o caminho das pedras

Grandes projetos implicam desafios do mesmo tamanho. E não são poucos. Tanto que estamos dedicando mais de um artigo ao assunto. Neste, por exemplo, você descobre como preparar o seu caixa para um projeto maior do que aqueles que sua empresa costuma realizar.

Agora, e quanto ao time? Como mexer com os brios dos seus funcionários, de modo que eles entendam a importância do que está em jogo quando um grande pedido entra na empresa? De modo que se envolvam? E mais: o que fazer para que não percam de vista as outras demandas do dia a dia?

São perguntinhas espinhosas, sem dúvida. Mas por todos os lados há exemplos de que, quando a estratégia é acertada e bem executada, os resultados podem ser extraordinários.

  • Conheça seu time: a façanha do técnico italiano Claudio Ranieri

No futebol, por exemplo, há exemplos notáveis. Em 2015, um clube inglês de pouca expressão, o Leicester City, conseguiu uma das maiores façanhas da história do esporte: foi campeão da Premier League, a disputadíssima primeira divisão britânica. Sem grandes estrelas, o time comandado pelo italiano Claudio Ranieri deixou os favoritos para trás e cumpriu com tremendo sucesso o maior “projeto” de sua história. E temos alguns aprendizados importantes aqui.

O principal é o compromisso que o gestor (técnico) conseguiu de sua equipe. “Sempre pensei que o mais importante para um técnico precisa ser montar um time ao redor das características de seus jogadores”, afirma Ranieri nesta entrevista. Ou seja, é indispensável conhecer o time para então entender de que forma se pode mobilizá-lo, engajá-lo.

  • Pactos e cultivo do “pertencimento”

Para conquistar a confiança e o compromisso do time, Ranieri estabeleceu pactos com os jogadores, como a garantia de “pelo menos dois dias de descanso na semana”. Assim, ele foi fortalecendo os vínculos e conseguindo que cada um se sentisse mais responsável pelo papel que desempenha em campo.

Aqui em Leicester, todos sentem que estão participando, então jogar mal significa trair os outros. Eles são homens livres, cientes de que têm um trabalho a fazer, de que têm responsabilidades.

E, conforme os resultados foram acontecendo, Ranieri soube aproveitá-los para continuar elevando o moral por meio da consciência de um objetivo maior: “Sempre digo aos meus jogadores que uma chance como esta nunca virá novamente. [...] E eles não têm vergonha, se tudo o que peço é para sonharem. Nenhum de nós acha que estamos trabalhando para ganhar a vida, caso contrário estariam cansados todos os dias. Se nós vivemos para trabalhar, então vamos dar sentido ao que estamos fazendo”, completa o italiano.

  • Propósitos compartilhados: os aprendizados de Alberto Couto

Envolvimento, confiança, superação: se analisarmos com cuidado, o que Ranieri conseguiu, de seus comandados, é o que busca qualquer gestor de uma empresa que tenha recebido um grande projeto.

Conversamos com outro craque do assunto: Alberto Couto, fundador da Alberto Couto & Associados e mentor Endeavor.

Ele começa afirmando ser frequente que o entusiasmo de um empreendedor, ao receber um grande projeto, seja inversamente proporcional ao da equipe. Afinal, trata-se de uma quantidade muito maior de trabalho, pela mesma remuneração. “É normal que os sentimentos sejam opostos: a felicidade do dono, a tristeza dos funcionários”.

O pulo do gato, afirma o mentor, está no propósito:

“O segredo de gestores que são bem-sucedidos em grandes projetos, a meu ver, reside em fazer os funcionários identificarem, no propósito da empresa, a realização de seus propósitos pessoais”.

Você prefere ter um Porsche ou funcionários engajados?

Esse alinhamento de propósitos “é de arrasar”, afirma Alberto, porque é o que vai realmente engajar o time na força-tarefa exigida por um grande projeto. Caso contrário, aconteceria aquela inversão de sentimentos ali de cima: “como funcionário, não me adiantaria muito saber que o que meu chefe realmente quer é comprar um Porsche, ou pagar cursos no exterior para os filhos”.

Leia mais: A propósito: você sabe aonde quer chegar?

Principalmente quando se trata de recrutar jovens talentos. “A geração Y é muito mais idealista do que a minha geração, de babyboomers. Antes, fazia todo o sentido que um funcionário, após um alguns anos em uma empresa, recebesse como prêmio uma caneta. Hoje, dá uma caneta prum jovem pra você ver o que acontece”.

Por isso, o processo de engajamento deve começar “do dia zero”, muito antes de que a empresa receba um grande pedido. Esse cultivo de um propósito bem específico deve permear qualquer recrutamento realizado pelos gestores, para que consigam atrair talentos que se identifiquem com a cultura estabelecida.

  • O xadrez de Shiramizu

Todo esse discurso é verdadeiro e fundamental. Mas, e na prática, como funciona? Marcelo Shiramizu, sócio da Peers Consultoria, entende o desafio como uma partida de xadrez, em que o enxadrista (gestor) deve alocar as peças (pessoas) para cobrir os buracos que elas deixarão nas suas tarefas.

Alguns pontos, de acordo com ele, podem ajudar:

“Se você quer que alguma coisa seja feita, dê para uma pessoa que já faça muitas coisas. Porque ela achará tempo para dar conta do recado”.

Ou seja, há profissionais que conseguem se organizar para orquestrar muitas tarefas, delegar e ainda manter o controle em nível sob tudo que é de sua responsabilidade.

Mas, de acordo com Shiramizu, toda a responsabilidade cabe ao gestor, que deve, antes de mais nada, saber recrutar essas pessoas. Porque, se o grande projeto for entregue às mãos erradas, “algum pratinho vai acabar caindo”.

E o consultor recomenda algumas boas práticas para dar a devida relevância a um grande projeto:

_em geral, serem patrocinados pos executivos, e muitas vezes pelo próprio presidente da empresa;

_serem batizados com um nome e receberem uma comunicação exclusiva;

_terem uma governança (rotina) específica.

Procurar ajuda externa também pode ser uma saída, afirma Shiramizu. Como consultorias, que são fundamentais para complementar as competências, ou mesmo os ‘braços” que faltam nesses grandes projetos. O segredo é saber escolher a consultoria.

  • Os pizzaiolos de Ranieri

Voltando ao caso do Leicester, Claudio Ranieri criou um método bem singular para engajar o time: transformou os jogadores em pizzaiolos. Literalmente.

Aconteceu em 24 de outubro de 2015. Após levar 17 gols em nove jogos, o time inglês ia enfrentar o Crystal Palace. E o técnico italiano prometeu que, caso não levassem nenhum gol, pagaria o jantar dos jogadores.

A partida terminou 1 a 0 para o Leicester, e Ranieri levou a trupe a uma pizzaria. Chegando lá, porém, exigiu que os jogadores colocassem a mão na massa e preparassem suas próprias pizzas.

Foi uma jogada de mestre, porque os atletas entenderam a mensagem e o evento marcou a arrancada da equipe. Nos 25 jogos seguintes, ficaram 15 sem levar nenhum gol. Venceram 17 e chegaram ao topo da tabela.

E você, está pronto para engajar seu time naquela grande conquista?

Leia mais:

|EAD| Liderança: como desenvolver times de alta performance

|EAD| Planejamento e Gestão da Equipes de Vendas

|EAD| Gestão de Pessoas: como construir uma equipe forte

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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