Cultura de inovação: os obstáculos e o futuro dentro das corporações

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Seria a cultura de inovação uma causa ou consequência dos projetos de Open Innovation? Confira o que dizem corporações e empreendedores que participam deles.

Não é segredo: para parcerias entre corporações e scale-ups funcionarem, ambos os lados precisam se adaptar.

Para Carolina Sevciuc, Diretora de Transformação Digital da Nestlé Brasil, o Open Innovation ajuda a quebrar algumas barreiras: “é um processo de transformação cultural”, ela afirma.

Isso porque, na convivência com times de scale-ups, acostumados a operar com agilidade e a tomar riscos, as corporações precisam estar atentas à burocracia e às alçadas de decisão dentro de sua hierarquia — é fácil deixar que elas travem o trabalho de desenvolvimento da inovação. Em uma parceria, no entanto, há mecanismos para que ambos os lados se contaminem positivamente.

Um deles, categoricamente defendido por Denis Balaguer, Diretor de Inovação da EY, é a criação de uma área de inovação como uma estrutura disciplinada. Ela é responsável por acompanhar as mudanças do mercado e pode ter processos independentes para dar mais velocidade às deliberações.

Mas a área de inovação sozinha não faz a transformação, “ela é uma alavanca para a firma se transformar como um todo”, comenta Denis.

Tomás Mariotto, Superintendente de Novos Negócios do Santander, concorda, e diz por quê: “A organização que não tem no cerne dela, de cada funcionário, uma provocação diária de ‘como eu mato meu business’, está fadada a não existir mais.”

Sendo cultura um ponto de atenção nesse relacionamento, no entanto, cabe também à scale-up mostrar ao seu potencial parceiro que sabe como ele funciona. Isso começa já no momento da venda e impacta também o processo de negociação, que pode envolver 5, 10 ou mais pessoas de diversas áreas.

“É também do nosso interesse falar a língua do cliente, se adaptar. A primeira coisa que mostra que você vai poder atendê-lo bem é que você o entende”, diz Fabiana Salles, Empreendedora Endeavor e fundadora da Gesto.

Quer dizer, por mais que seja normal você ir ao escritório de chinelo, a pessoa de gravata do outro lado da mesa vai ter expectativas diferentes. “Não dá para confundir a cultura cool com as tratativas que esse relacionamento exige”, complementa Fabiana. “Você não vai vender seu sonho, vai vender a solução para aquele grande problema.”

Se a cultura de inovação é causa ou consequência de projetos de Open Innovation, uma coisa é certa: o futuro será feito de uma cooperação fluida. Nas palavras de Carolina, não haverá mais corporações de um lado e scale-ups de outro — “É um caminho sem volta.”

Assista acima ao vídeo do segundo painel do Scale-up Summit 2019 e confira as experiências de ambos os lados do Open Innovation.


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