O cenário de open innovation em negócios B2C

Endeavor Brasil
Endeavor Brasil

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Cerca de 1/4 da população brasileira consome online e esse número cresce a cada dia. Este material mostra uma visão dos nossos parceiros, GPA e Nestlé, sobre o cenário de open innovation em negócios B2C, um dos maiores mercados do Brasil. 

Negócios B2C (“Business to Consumer” ou “Empresa para consumidor”) são aqueles que oferecem soluções – produtos ou serviços – voltadas para o consumidor final, pessoa física. Os modelos de negócio mais comuns são:

O mercado de  negócios B2C é próspero e um dos maiores do Brasil: são 58 milhões de consumidores online, cerca de 27% da população brasileira. 

2019 foi o ano em que o comércio digital registrou um faturamento de R$ 61,9 bilhões, o que representa uma alta de 16,3% em relação a 2018. Segundo um mapeamento da Ebit e Nielsen, o número de compras online totalizou R$148,4 milhões. 

Em 2018, também houve um aumento de 37,59% no número de lojas online, atingindo a marca de 930 mil sites dedicados ao comércio eletrônico no país. 

Juliana Glezer
Para a Nestlé, a inovação tem que ter sempre foco no consumidor, seja ela de produtos, serviços, experiências ou modelo de negócios. O consumidor está cada vez mais conectado, acessando os serviços B2C.
Juliana Glezer Gerente de Inovação e Novos Modelos de Negócio da Nestlé

Em resumo:

*Fonte: E-commerce Brasil.

Tendências B2C


Em mentorias e conversas com os especialistas da rede Endeavor, mapeamos as principais tendências de negócios B2C.

O grande crescimento da relevância em compras por dispositivos móveis no e-commerce faz com que cada vez mais empresas criem aplicações específicas para o mobile.

O Meliuz, por exemplo, oferece cashbacks e descontos exclusivos em compras feitas pelo aplicativo.

Empresas nativas do segmento digital estão apresentando expansão da abrangência de categorias e produtos disponíveis.

As Digitally Native Vertical Brands, mesmo nascidas em ambientes digitais, quebram as barreiras e se conectam de forma única com seus consumidores. Elas fazem isso encurtando a cadeia do varejo, melhorando a eficiência de produção e oferecendo a melhor experiência possível ao cliente.

Conheça mais sobre as DNVB nesta painel do Scale-up Summit 2019 que contou com a participação de Victor Santos, da Liv Up, Emily Ewell, da Pantys, e Márcia Netto, da Sallve. 

Desde 2017, acontece um forte crescimento do e-commerce nas classes C e D. A MadeiraMadeira, por exemplo, é uma empresa que tem como crença que todas as pessoas merecem se sentir em casa.

Agora, as empresas precisam oferecer uma explicação clara e concisa de quais dados dos consumidores estão sendo usados e com qual fim.  

Desenvolvimento de plataformas e aplicações altamente alinhadas com as necessidades dos clientes e preparadas para a geração de dados. 

As empresas estão utilizando as principais tecnologias disponíveis para garantir o maior potencial de entrega e resultados a partir da personalização oferecida aos clientes. 

Otavio Thome
Estar atento, se conectar e construir parcerias com soluções que se adequam às novas necessidades dos consumidores se torna um diferencial competitivo para uma grande corporação como o GPA.
Otavio Thome Head of Innovation, GPA Labs

Na prática Por que corporações devem se conectar com negócios B2C?


Entrevista com Otavio Thome, Head of Innovation da GPA Labs

1) Qual a importância das corporações se conectarem com novos negócios e soluções B2C?

Vivemos em um mundo cada vez mais dinâmico, com consumidores cada vez mais hiperconectados e exigentes. Por sermos um player de varejo alimentar, que conecta marcas com os consumidores finais, podemos observar essas mudanças todos os dias nas mais de 1.000 lojas e em nosso e-commerce e ecossistema digital. Estar atento, se conectar e construir parcerias com soluções que se adequam às novas necessidades dos consumidores se torna um diferencial competitivo para uma grande corporação como o GPA.

2) Na sua visão e do GPA, quais foram as principais mudanças que aconteceram nos últimos meses, devido ao novo cenário e o que você acha que vai se manter daqui pra frente?

A transformação digital, que já estava presente em nossa estratégia no varejo alimentar, foi intensamente acelerada por este novo cenário. Os consumidores se viram quase que “obrigados” a se digitalizarem de alguma forma e nós, como player relevante no setor de varejo alimentar, já estávamos prontos para esse aumento exponencial de demanda dentro de nosso e-commerce. Além disso, a preocupação dos clientes com segurança e higiene se refletiram nas inúmeras ações que tomamos de prevenção durante esse período – cotoveleiras para abrir as geladeiras nas lojas, instalação de acrílicos nos caixas, horários especiais para grupos de maior idade, etc. Acredito que grande parte dessas mudanças irá se manter, pois, uma vez que o consumidor experienciou a conveniência, praticidade e qualidade da compra online, e se sentiu seguro e protegido dentro de uma loja, há grande probabilidade dele continuar fiel àquela marca.

3) Como você acha que as corporações podem se adiantar a esse novo cenário, e qual o papel da inovação aberta para isso?

As corporações precisam estar atentas às tendências de mercado, aprenderem com cases bem sucedidos e tentar acelerar a implementação de iniciativas estratégicas. Vejo a inovação aberta como um meio de fomentar uma cultura mais ágil, de test&learn, e também de plugar “organizações vivas” dentro de um negócio para acelerar grandes transformações. Entendo como um enabler e facilitador para alavancar as grandes corporações.

4) Como é a experiência do GPA com scale-ups B2C?

Buscando integrar cada vez mais o desenvolvimento sustentável às suas estratégias de negócio do GPA, firmamos uma parceria entre a bandeira Minuto Pão de Açúcar com a startup brasileira Green Mining e com a Cervejaria Ambev para inserir a logística reversa de vidro nas lojas de São Paulo. A ação, que tem o slogan “Tem vidro usado para ser reciclado? Resolve no Minuto”, disponibiliza, nos pontos participantes, coletores exclusivos para o descarte de vidro – podem ser garrafas, potes, copos e outros objetos, desde que estejam limpos e secos. Quando as lixeiras estão cheias, os resíduos são recolhidos pelos coletores da Green Mining, que utilizam triciclos para evitar a emissão de CO2, levando o material até um ponto de concentração (Hub). Quando se atinge um certo volume, o vidro é levado direto à fábrica da Cervejaria Ambev, localizada no Rio de Janeiro, devolvendo o material à cadeia produtiva da empresa. 

Iniciamos a parceria em março de 2020, com seis unidades e uma média de 100kg de vidro reciclado por semana. No início de julho, essa média subiu para quase 400kg semanais, e o total coletado e enviado para a reciclagem já ultrapassa a marca de 5 toneladas – o equivalente a mais de 25.000 garrafas de cerveja long neck. Com o sucesso da parceria, ampliamos a quantidades de lojas participantes e, agora, o público pode escolher entre 22 endereços para levar seus resíduos.

5) Qual o maior benefício em patrocinar um programa de aceleração focado em scale-ups B2C?

Acredito que o maior benefício é, além de apoiar uma rede empreendedora de alto impacto, em procurar e trazer novas soluções para os milhões de clientes que visitam nossas lojas e nossos ativos digitais (apps, sites, blogs) todos os dias. Além disso, identificar potenciais soluções disruptivas também estão dentro dos benefícios que esperamos deste tipo de programa. Estamos super animados e ansiosos para começar os grupos de trabalho e a análise das scale-ups e seus produtos e soluções.


Entrevista com Juliana Glezer, Gerente de Inovação e Novos Modelos de Negócio da Nestlé 

1) Todos nós sabemos que os consumidores estão cada vez mais exigentes, e que as necessidades mudam constantemente. Nesse cenário, qual o maior benefício em patrocinar um programa de aceleração focado em scale-ups B2C? 

Para a Nestlé, a inovação tem que ter sempre foco no consumidor, seja ela de produtos, serviços, experiências ou modelo de negócios. O consumidor está cada vez mais conectado, acessando os serviços B2C. Neste sentido, a busca por soluções e novos negócios colabora para a companhia estar sintonizada com as principais tendências, ampliando nossa capacidade de atender às demandas dos consumidores de forma ágil, eficaz e inovadora. Todos esses motivos levaram a Nestlé a patrocinar um programa de aceleração focado em scale-ups B2C. Além disso, aprendemos muito com elas – e elas com uma grande empresa -, estimulamos a cultura empreendedora entre nossos colaboradores e aumentamos o número de parcerias que são estratégicas para nosso negócio, conquistando relações de qualidade, efetivas e duradouras.   

2) Quais foram as principais mudanças observadas em 2020 em relação ao isolamento social e o que você acha que vai se manter daqui pra frente? 

As pessoas passaram a cozinhar mais em casa e a contar com as plataformas digitais de receitas, como foi o caso de Receitas Nestlé, que, atualmente, é a quarta maior plataforma do país. Em países que já passaram pela abertura das atividades, é possível identificar que o hábito de cozinhar em casa se manteve. Outro movimento que deve permanecer é a busca por alimentos que aumentem a imunidade e a saúde geral das pessoas, com muito foco em nutrição e bem-estar. O e-commerce também deve seguir em ascensão, mesmo que não seja no ritmo dos primeiros meses de pandemia

3) Como você acha que as corporações podem se adiantar a esse novo cenário, e qual o papel da inovação aberta para isso? 

Com a inovação aberta conquistamos parceiros importantes para satisfazermos as demandas ligadas às tendências apontadas, solucionando alguns desafios, e garantindo mais saúde e bem-estar para as pessoas, de um jeito ainda mais ágil e relevante. Buscamos negócios de tecnologia que ofereçam produtos e serviços com foco no consumidor final nos segmentos: e-commerce, marketplaces, bem-estar, pet, comunicação, games e entretenimento. Além disso, as empresas precisam ter modelo de negócio sólido e validado, operação robusta para escala acelerada, time estruturado para o crescimento e foco na velocidade de execução e escalabilidade.  

4) Vocês poderiam compartilhar alguma experiência ou resultados gerados a partir de negócios realizados entre a Nestlé e alguma scale-up B2C? 

Vou citar dois exemplos. A DotPet é uma parceira de Purina que tem um shopping virtual que conecta donos de pet shops e profissionais da área a clientes. Com ela, conseguimos ajudar, na situação atual, inúmeros pequenos negócios, que enfrentavam dificuldades com o fechamento das atividades durante a pandemia. Eles conseguiram manter as lojas com as vendas digitais, recebendo todo o suporte neste processo. 

Vamos ao outro exemplo. A Nestlé patrocinou também a primeira edição do programa de aceleração de scale-ups de Alimentos e Bebidas. A partir dela, fizemos uma parceria com a Supermercado Now para a criação do site do Empório Nestlé, atendendo, inicialmente, a capital paulista, com mais de 1500 produtos de marcas da Nestlé.  Juntos, fizemos o site subir em 30 dias e, desde então, a nossa parceria só cresce.  Passamos também a ter e-commerce nas cidades onde já existiam lojas do Empório, em unidades da Nestlé, como Ribeirão Preto (SP), Marília (SP), Rio Pardo (SP), Araras (SP), Caçapava (SP), Vila Velha (ES) e Feira de Santana (BA). Depois abrimos uma dark store em SP. E agora, ampliamos o  raio de entrega do Empório Nestlé online para toda a região sudeste, com dark store em outras regiões do Brasil com este parceiro. Com tudo isso, as vendas do  Empório cresceram mais de 600% do ano passado para cá. 

Nosso portfólio


Acreditamos que scale-ups têm a maturidade necessária para escalar os resultados da sua corporação. Nossa rede conta com mais de 700 scale-ups oferece soluções para diferentes indústrias e desafios.

Empreendedores Endeavor com negócios B2C


Scale-ups com negócios B2C

Impulsione sua estratégia de inovação com scale-ups

Seja um parceiro

Glossário