CPFL Energia: como as corporações podem ajudar na construção de smart cities

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Estamos diante de uma oportunidade única na história: podemos imaginar novas alternativas para o  futuro. Um futuro em que inovação e tecnologia podem contribuir  para a criação de smart cities, resolvendo os problemas mais críticos das nossas metrópoles.

Dessa forma, acreditamos que a inovação aberta e a inteligência coletiva podem ser a resposta mais ágil para potencializar esse cenário. Por isso lançamos o Scale-up Endeavor Smart Cities, um programa de aceleração que oferece conexões entre a nossa rede de empreendedores, empreendedoras, mentores, mentoras e corporações parceiras para ajudar a escalar o crescimento de scale-up com soluções para os grandes desafios das cidades brasileiras, contemplando segmentos como mobilidade, conectividade, segurança, meio-ambiente, entre outros. 

E para entender melhor como as corporações podem gerar negócios com scale-ups para transformar as cidades, conversamos com Renato Povia, da CPFL Energia. Confira.

Renato Povia
"A colaboração entre scale-ups e corporações é a forma mais eficiente de solucionar problemas das cidades - a empresa entra com maturidade, know how e formas de rentabilizar e a scale-up possui tecnologia e é capaz de criar soluções de forma mais ágil."
Renato Povia Diretor de Inovação na CPFL Energia

Mas, para começar, o que são smart cities?

Smart Cities – cidades inteligentes – são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.  Esses fluxos são inteligentes por fazerem uso estratégico de infraestrutura, serviços,  informação, comunicação, planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. 

De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, dez dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e economia.

Se você tem uma scale-up com foco em smart cities, increva-se no Programa Scale-up Endeavor Smart Cities.

Por que corporações devem se conectar com negócios focados em soluções para o desenvolvimento de smart cities?

A CPFL Energia é uma empresa de energia completa, com negócios em distribuição, geração, comercialização de energia elétrica e serviços. Hoje, somos considerados uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro. 

A corporação já realizou duas edições do seu programa de inovação aberta, o CPFL Inova, em parceria com a Endeavor. Renato Povia, Diretor de Inovação na CPFL Energia, nos contou um pouco mais sobre a visão e experiências da corporação na realização de projetos com scale-ups que atuam em setores relacionados a smart cities.

Entrevista com Renato Povia, da CPFL Energia


1) Como você vê o cenário de inovação aberta no Brasil?

É difícil ver grandes empresas que não tem algum tipo de iniciativa em inovação aberta. Se fechar dentro dos muros da própria empresa é ruim e perigoso, ainda mais nesse mundo VUCA. A colaboração e atuação em conjunto é vital para a sobrevivência. É difícil pensar em inovação fechada hoje em dia. A CPFL Energia está nesse caminho, buscando parcerias em programas de aceleração para criar valor para a empresa. 

2) Vemos uma crescente preocupação com tecnologia e transformação digital em setores como energia, meio ambiente, conectividade, mobilidade, que são fundamentais no desenvolvimento de Smart Cities. Como você enxerga o impacto da conexão entre corporações e scale-ups nesses segmentos e para o desenvolvimento do país?

Smart Cities é um tema apaixonante. A colaboração entre scale-ups e corporações é a forma mais eficiente de solucionar problemas das cidades – a empresa entra com maturidade, know how e formas de rentabilizar e a scale-up possui tecnologia e é capaz de criar soluções de forma mais ágil. Desse encontro, sai uma tecnologia que gera valor econômico e que escala com facilidade para toda a população. 

3) Quais oportunidades e benefícios a CPFL Energia encontra se conectando com scale-ups voltadas para este tema?

A gente tem feito muitos projetos de eficiência energética e gestão de poda urbana. Isso, pra gente, tem tudo a ver com Smart Cities. Como a CPFL Energia trabalha com utilitários para a sociedade, faz sentido testar novas tecnologias. Microblau, nossa parceira, otimiza o consumo de energia com uma solução de custo baixo, evitando troca de equipamentos, mesmo que antigos. A Pixforce nos ajuda a solucionar problemas de poda urbana, o principal ofensor da qualidade do fornecimento de energia. Esses são só exemplos de como testamos a tecnologia para nos ajudar em problemas conhecidos nossos.

4) Aqui na Endeavor nós acreditamos que as conexões feitas entre corporações e scale-ups aceleram aprendizados para os dois lados. Como foi a experiência com o Scale-up Endeavor CPFL Inova, programa patrocinado por vocês?

A experiência foi fantástica. Até hoje temos diretores falando de como o Inova fez diferença para a empresa. Os executivos tiveram um amadurecimento e mudança de mindset. Nós aprendemos muito a mentalidade de teste, fazemos pilotos para ver as soluções funcionando na prática. 

5) Qual dica que você daria para corporações que querem começar a fazer transformação digital?

O primeiro passo – mais difícil e mais importante – é mudar a forma como você pensa. Mexer com dados não é o primeiro passo, mas sim, trazer pessoas para o time que são data driven e sabem extrair valor dos dados. Dessa forma, você começa a escalar esse pensamento para os setores dentro da empresa. A transformação digital completa acontece quando a empresa começa a pensar dessa forma, assim como os clientes e seus fornecedores. 


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