Caminhos para a inovação aberta: como a aceleração ajudou a Visa a se conectar com scale-ups

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Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Grandes empresas precisam inovar, jovens empresas precisam aprender. A partir desse pressuposto, são cada vez mais frequentes as iniciativas de Inovação Aberta (ou Open Innovation), em que organizações já estabelecidas abrem espaço para scale-ups. Dentre todas as possibilidades de engajamento empresa-empreendedor, os programas de aceleração têm se mostrado eficientes pela velocidade e resultados na geração de negócios.

A pesquisa Corporate Venture – Desafios e oportunidades no Brasil comprovou esse movimento: 46% das grandes empresas entrevistadas escolhem realizar programas de aceleração para se aproximarem de empresas de alto crescimento. Para as grandes corporações, é a via de acesso à inovação aberta e transformadora; para as jovens empresas, é o caminho para o aprendizado, já que os empreendedores acessam uma rede de mentores e executivos.

Esse é o caso da Visa, que criou seu próprio Programa de Aceleração. De acordo com Erico Fileno, Diretor Executivo de Inovação da empresa, “a iniciativa de inovação aberta nasceu para que a Visa conseguisse se conectar com o ecossistema, desenvolvendo novas soluções e produtos. Nós sempre fomos B2B e queremos fazer esse movimento de nos tornamos B2B2C, por isso era necessário nos aproximarmos cada vez mais do público final”.

Para que a aproximação entre corporações e scale-ups seja bem-sucedida para os dois lados, uma série de boas práticas são recomendadas, pela equipe de inovação da Visa. Nesse artigo, detalhamos alguns desses aprendizados, relevantes para corporações, mas também para empresas de alto crescimento.

1) Defina os objetivos e escolha o modelo de colaboração

É preciso discutir quais são os reais objetivos do engajamento com empreendedores. Aumento da atratividade no recrutamento, inovação tecnológica em processos e produtos, melhora da imagem corporativa, etc. De acordo com Erico, essa definição “ajuda a companhia a buscar novos mercados, criando formatos mais ágeis para testar novas soluções e colocar para rodar. Além disso, ela também contribui para a mudança cultural”. No caso da Visa, o principal objetivo é o desenvolvimento de novos produtos que abram caminho para mercados hoje inexplorados.

Após essa definição, deve-se avaliar as alternativas disponíveis e decidir quais formatos são os mais adequados aos objetivos traçados e ao grau de maturidade em inovação da companhia. Erico acredita que cada empresa deva criar seu caminho próprio, sem replicar padrões de outros países. “Pela minha experiência, entendi que não tem como importar um modelo de fora”. Na época, Erico conversou com o VP para montar um Innovation Studio que tivesse “a cara do Brasil”.

O Visa Brasil Innovation Studio foi lançado oficialmente em 2016. A partir daí, a empresa partiu para a aceleração como forma de adotar a Inovação Aberta. Durante dois anos, a Visa patrocinou um programa de aceleração, até que decidiu criar seu próprio mecanismo.

“Buscamos a estrutura e o mindset de Inovação Aberta, mas o programa é nosso. Nós desenhamos para onde vamos e desenvolvemos a estratégia”, afirma o diretor executivo de Inovação da empresa. “Nossa tese de trabalho é se aproximar do empreendedor ainda quando ele está construindo o negócio”.

E muita gente da empresa quis embarcar no programa. “Estruturamos uma preparação, um curso interno para formar os mentores do nosso programa”. Hoje, cerca de um terço dos funcionários da Visa participa exercendo esse papel.

2) Seja o protagonista do ecossistema em que você está

O caminho para a Inovação Aberta também depende de a empresa abraçar de vez o ambiente empreendedor. Só assim será possível criar relacionamentos com aceleradoras, incubadoras, fundos de investimento, empreendedores e todos os agentes do ecossistema. Esses relacionamentos podem e devem fomentar a transformação cultural da organização.

Para isso, a empresa que realiza o programa de aceleração precisa tomar a dianteira. “O nosso papel como Visa é protagonizar o ecossistema”, conta Erico Fileno. “Queremos manter esse protagonismo porque percebemos que, quando os bancos vêm aqui, chega muita gente de fora para conhecer o nosso programa”.

Além disso, o programa de aceleração precisa ser coerente com a própria marca. “Nosso negócio é conectar pessoas. São 3,5 bilhões de consumidores no mundo, 55 milhões de estabelecimentos e 16 mil instituições de pagamento em todo o mundo No programa de aceleração, também: conectamos startups com nossos clientes emissores e credenciadores. Somos catalisadores do processo. Nosso trabalho é conectar”, explica.

Dentro da empresa, as iniciativas também fazem toda a diferença. “A gente precisava oxigenar, reciclar o nosso próprio processo de desenvolvimento de novas soluções. Antes, era uma esteira de desenvolvimento de produto muito conectada com os bancos. Acabávamos atendendo uma demanda dos próprios bancos. Precisávamos de uma resposta a isso, para assumirmos o papel protagonista desse cenário.”

3) Escolha o líder para reduzir fricções

A definição do profissional que vai liderar os esforços dentro da empresa é outro passo fundamental. Ele será o responsável por simplificar processos e buscar o equilíbrio entre o entendimento do ambiente empreendedor e da cultura corporativa.

Erico Fileno foi o encarregado dessa tarefa. “No dia 1, quando começamos com a inovação, o contrato de NDA (Non-disclosure agreement, ou acordo de confidencialidade) da empresa era bastante complexo. Hoje, é mais simples. Toda a parte contratual foi revisada”, conta ele.

Mas o trabalho foi duro. No começo, Erico era o único componente da área de inovação. “Eu precisava de um time expandido. As coisas mudaram a partir do momento em que consegui convencer outros executivos de que o Visa Brasil Innovation Studio não pode ser uma sala fechada – a empresa inteira tem que inovar.”

De acordo com ele, a transformação aconteceu graças a treinamentos de design thinking, que foram ministrados para todos os funcionários. Ocorreram também palestras e até um hackathon de 24 horas. Tudo isso ajudou a inserir a empresa no contexto da inovação. “As pessoas passaram a entender o linguajar, os processos, MVPs, prototipagem, ideação, etc. No final do primeiro ano, meu time expandido já era composto por dezenas de pessoas”, conta Erico.

Uma iniciativa de inovação aberta nunca caminha sozinha. Além de promover uma transformação cultural, durante o processo de implementação, acompanhada de outras iniciativas ganha força para o objetivo maior: construir o próximo degrau que vai levar aquela corporação em direção ao futuro. Nesse caminho, os programas de aceleração podem ser excelentes combustíveis.

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