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Onde está o momento mágico da inovação?

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Descubra a teoria que pode te ajudar a se livrar das suas barreiras mentais e liberar suas capacidades criativas.

Ao pensarmos em inovação, normalmente pensamos naquele momento mágico onde temos uma grande ideia que salvará, senão o mundo, ao menos aquele problema que estamos propondo resolver. O problema é que ficamos esperando este momento enquanto pensamos em nossas experiências passadas, tentando pesquisar, em nossa história, quando passamos ou vimos alguma situação semelhante e o que fizemos naquele momento. Quando desistimos de pesquisar, achamo-nos pouco criativos e inovadores. O problema é que muitas vezes não estamos abertos para a criatividade e nem construímos condições para que ele aconteça, deixando de transformar produtos, processos, empresas e mercados.

Segundo o professor do MIT Otto Scharmer, em sua teoria chamada “Teoria U”, existe uma maneira diferente de pensar o processo de inovação. Empresas como a grande agência de design IDEO ou entidades sociais, como as que lutam contra a guerra civil nas Filipinas tem usado, na totalidade ou em partes, a Teoria U para provocar mudanças em seus paradigmas, deixando de olhar para o passado que nos persegue e passando a olhar para o futuro que emerge. Mas qual é este processo? Resumo abaixo os principais pontos:

1. Pare de fazer downloading, suspenda o julgamento e comece a ouvir - escuta é uma das principais qualidades para qualquer profissional e um fator importante em quem quer inovar, pois é a escuta que provoca a curiosidade. E para termos a escuta genuína não podemos pré-julgar aquilo que estamos pesquisando. Se estivermos procurando uma inovação em um modelo de negócios, não podemos assumir que já sabemos como ele funciona, ou se estamos pesquisando um produto que será utilizado por algum consumidor potencial, não podemos assumir que conhecemos este consumidor, como ele age, ou se comunica.

2. Sinta, vista o sapato do outro – este é um dos pontos que mais renegamos no processo de inovação. Se no ponto acima “abrimos nossa cabeça”, aqui temos que “abrir nosso coração”. E para isso precisamos ir ao campo e não somente observar, mas se colocar na posição do outro, de quem vai receber a inovação, ou de quem está vivendo o problema ou situação que pretendemos resolver. Em um workshop da IDEO, por exemplo, os participantes foram provocados a propor inovações no sistema de transporte público de Boston. Para tal foram divididos em grupos e receberam, cada grupo, uma missão com o intuito de sentir diversas situações. Um grupo era um casal de turistas que, sem falar inglês, deveria sair de lá e chegar ao aeroporto. Outro grupo era de deficientes visuais e deveria ir até a casa de uns amigos no centro. O outro era de um sujeito que não conhecia a cidade, estava com a perna quebrada e andando de cadeira de rodas deveria chegar ao Hospital da cidade. E lá foram eles, sentindo a situação, com a cabeça e o coração abertos. Os insights gerados foram impressionantes e bastante inovadores.

3. Esteja presente, conecte com a fonte e deixe o futuro emergir – Este é o ponto mais importante, e também um dos mais difíceis. Se estivermos com a cabeça aberta e com o coração aberto, agora é hora de deixarmos a vontade emergir. Neste ponto normalmente estamos concentrados, conectados com as experiências que vivemos nos passos acima e deixamos as inovações aparecerem. E elas emergem em um desenho, em uma posição corporal, em um insight, ou em outros sinais. Nosso papel neste processo é mantermos nossa atenção e presença para que a inovação apareça.

Quando analisamos o processo acima pode nos parecer, em um primeiro momento, que estamos falando de algo místico, mas pelo contrário. Nosso cérebro e nossas capacidades de criação são, em muitos casos, bloqueados por nossos modelos mentais, por nossos preconceitos e por nossa tendência de permanecer no campo racional. Quando nos livramos destas amarras abrimos a possibilidade de novos futuros, de novas ideias emergirem através de nós e, aí sim, encontrarmos o verdadeiro momento mágico. Eu posso dar meu testemunho de que as experiências de jornadas na Teoria U que já fiz trouxeram inovações relevantes aos processos que gerencio. E aí, pronto para a sua jornada?

Daniel Levy é Diretor de Negócios – Regional Sul na Natura, onde atua desde 2009.

, Natura, Diretor de Negócios - Regional Sul

Daniel Levy é atualmente Diretor de Negócios - Regional Sul na Natura, onde atua desde 2009, inicialmente como Diretor de Sistemas de Gestão.  Engenheiro de produção, iniciou sua carreira como consultor do INDG – Instituto de Desenvolvimento Gerencial, onde participou de diversos projetos em empresas no Brasil e no exterior. Em 2002 criou a 4Vectors, empresa de assessoria estratégica e orçamentária. Em 2004, iniciou as atividades da BMI (Business Management Institute), empresa de consultoria em Gestão de Negócios pertencente ao Grupo Chieko Aoki e, em 2005 criou a Totvs Consulting, joint-venture com o grupo Totvs, onde atuou como Diretor Executivo. É parceiro da Endeavor desde 2002, onde recebeu a premiação de “Voluntário do Ano” em 2005.

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