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O Steve Jobs que eu conheço

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Nunca presenciei tamanha repercussão como a de ontem, que continua hoje e deve seguir sempre. Talvez quando perdemos John Lennon.  De Barack Obama a atores diversos, passando por Steven Spielberg e Mark Zuckerberg. Da Wired à Folha de S. Paulo, incluindo inúmeros blogs independentes e milhões de contas no Facebook ou Twitter.  Sony, Google, Samsung, todos emitiram notas. Sim, o mundo perdeu um influenciador.

Vou contar uma história, bem diferente das abordadas nos veículos de mídia. Olha só.

Comprei meu primeiro ‘aparelho’ Apple em 2000, ano de nascimento da minha primeira filha. Era um iMac laranja. Foi impactante tirar o computador da caixa, plugar dois cabos, ligar na tomada e pronto. Muito simples. Lembro também da Joana, então com alguns meses, olhando aquele ‘capacete’ laranja por horas, meio que tentando entender do que se tratava.

No ano seguinte a Apple lançou o iPod. Outro tapa na minha cara, principalmente porque sou (fui) músico. O pacote iPod + iTunes foi matador. Lembro de colocar a Joana com fones de ouvido, o iPod na mão (ela com 2 anos) para ouvir música. A garotinha entendeu rapidamente o processo, pra mudar o que não gosto aperto esse, para tocar esse e parar aquele.

Durante a década fui conhecendo o sr. Jobs por meio de seus produtos. Chegaram as novas versões do iPod, e a medida que ia comprando, um filho ganhava o antigo. A essa altura Joana (então com 5 anos) e Iara (2) já curtiam suas coleções particulares.

Em 2006 chegou o MacBook. Eu usava um Sony Vaio, sempre gostei do Vaio. Nunca me deixou na mão, mas tinha curiosidade de saber como era a experiência do kit iTunes + iPod em um notebook Apple. Passava horas montando coleções de música para Joana e Iara, e as duas me ajudavam a escolher e ‘arrastar’ músicas para o playlist do Mateus, meu terceiro filho, então com 1 aninho.

Em 2007 chegou a primeira geração do iPhone. Parece muito tempo, mas foi há 4 anos. Hoje troco mensagens sem pagar pelo SMS, jogo, pago contas, compartilho vídeos e fotos com minha família usando o smartphone. Meus filhos acompanharam a reinvenção da palavra aplicativo, que já existia por ai, mas que ganhou novo significado com a App Store.

Em 2010 foi a vez do iPad. A Joana tem um. Lá ela joga, brinca, gosta de ler e pesquisar assuntos para escola. Quando colocamos o iPad plugado na TV, o uso do Nintendo Wii diminuiu radicalmente.

E agora tem nova geração da Apple TV. Não precisei explicar como funciona. Pluguei no aparelho de TV e o Mateus (6 anos) fez o resto. Lembro da minha mãe saindo pro supermercado dizendo ‘vou fazer Carrefour’. Hoje com a molecada é ‘vou assistir Apple TV’.

Bom, no início do texto falei das matérias e homenagens a Steve Jobs. Todas mostram como, em apenas uma década, a Apple influenciou a indústria e nossas vidas. Mas veja bem, eu sou migrante digital. O legado na minha geração é imenso, tenho certeza. Mas suspeito que a grande mudança está por vir. Imagino como será a vida dos meus filhos, nativos digitais na década Apple, período em que toda a indústria foi cutucada pelo inquieto Steve.

 

Gustavo Ziller é sócio-fundador da Aorta, maior desenvolvedora de aplicativos para smartphones e tablets do Brasil. Empreendedor Endeavor desde 2011.

, Aorta.Mobi, Empreendedor Endeavor
Gustavo é Empreendedor Endeavor e fundador da Aorta, maior desenvolvedora de aplicativos para smartphones e tablets do Brasil. Em um passado não tão distante co-fundou a Imago Filmes (produtora de vídeo) e a extinta e incrível Savassi FM (Rádio Educativa de Belo Horizonte). Recentemente colocou a música (como negócio) de volta na vida, co-fundando a Gato Preto Classics, uma fábrica custom de amplificadores valvulados para guitarra.

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