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O segredo de Israel, a “nação das startups”

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israel

A experiência empreendedora israelense é fértil em aprendizados que valem para países, empresas e pessoas. Afinal, tudo começa com a descoberta de um propósito, de uma razão para existir.

Com pouco mais de 7 milhões de habitantes, Israel impressiona quando se vê in loco como o país, do tamanho de Sergipe e envolto em conflitos, conseguiu atrair para o seu território as 300 empresas mais importantes do mundo. Repleta de centros de Inovação e de Tecnologia dessas empresas, só perde para o Vale do Silício.

O primeiro site de pesquisa da Apple fora de Cupertino, por exemplo, foi aberto no país. Microsoft, Mercedes Bens, Coca-Cola e tantas outras têm “postos avançados” em Israel. Mas não são apenas as grandes que estão por lá. Mais surpreendente é o universo de jovens empresas formando um ecossistema, de enorme vitalidade, baseado em Tecnologia e Inovação, que atrai cada vez mais investidores e gera como resultados negócios inovadores em escala mundial.

Estive em Israel em agosto, com um grupo de empreendedores brasileiros coordenado pela Endeavor, para visitar esses clusters de inovação e constatei que a conversão do país em segunda potência tecnológica do mundo tem a ver com decisões anteriores aos anos 1990, quando realmente começaram os investimentos no setor.

Registro da visita a Israel coordenada pela Endeavor Brasil

Registro da visita a Israel coordenada pela Endeavor Brasil

Pude comprovar o poder de transformação decorrente da união de diferentes agentes sociais em torno de um objetivo comum. No caso israelense, existe um profundo alinhamento a partir de um propósito — o direito de todo o judeu viver livre e de forma independente — relacionado a questões que remontam à criação do Estado de Israel, em 1948, e a tensões e conflitos na região desde então.

MLivro Nação Empreendedorauito cedo, os israelenses perceberam que sempre seriam um país pequeno, com recursos finitos e inimigos em volta, e concluíram que, para sobreviver, teriam de cultivar uma sociedade unida, com clareza quanto ao seu propósito, sustentada por uma alta capacidade de defesa.

Uma das decisões foi a de que todos os cidadãos deveriam servir à “Defesa” do país, e essa medida, somada às adversidades enfrentadas no princípio da criação do Estado, formaram um povo com forte disposição de empreender. Essa trajetória é contada por Dan Senor e Saul Singer no livro Start-up Nation (Nação Empreendedora, em português), que recomendo a leitura.

Todos os cidadãos fazem treinamento no exército (três anos, para os homens, e dois anos, para as mulheres) logo ao sair da escola. Depois, ao longo da vida, até os 45 anos de idade, dedicam um mês por ano para uma espécie de atualização junto com os companheiros do grupo original.

A lógica é que aprendem desde muito jovens a tomar decisões, por mais difíceis que sejam, a serem flexíveis, a questionar a hierarquia e a colaborarem uns com os outros porque, em última instância, o que está em jogo é a vida de cada um e a soberania da nação. Além disso, muitos prestam serviço em unidades onde têm contato com tecnologias que podem, posteriormente, serem empregadas com fins civis, em soluções do cotidiano. E os de melhor desempenho escolar são direcionados para unidades estratégicas do Exército, onde têm uma formação de elite. Entre esses jovens estão boa parte dos empreendedores responsáveis pelo boom das startups israelenses.

Apaixone-se pelo problema e atue em escala global

Conversei com Uri Levine, cofundador do Waze, aplicativo que já revolucionou a maneira de nos deslocarmos nas cidades do mundo. Levine é um dos que serviu às forças armadas em uma unidade estratégica que cuida da inteligência e da cibersegurança. Depois de ter vendido o Waze, Levine não parou. Está envolvido em novas startups, que têm a pretensão de resolver outros complexos desafios da vida cotidiana em escala global. Parece um gênio das startups. Mas ele mesmo desfaz essa imagem. Ele próprio fracassou inúmeras vezes antes de o Waze deslanchar. E, para fazer nascer negócios inovadores, diz: “Apaixone-se pelo problema, não pela solução que você encontrou”.

O ecossistema que faz de Israel o nascedouro de novos negócios inclui uma parceria muito afinada entre governo, universidades, centros de pesquisa e potenciais empreendedores. Uma enorme abertura para receber estrangeiros é também uma forma de fomentar esta nação empreendedora. O Instituto Weizmann, por exemplo, convida e financia os melhores pesquisadores internacionais em todas as áreas para desenvolverem seus projetos e empreenderem livremente no país. A contrapartida do sucesso é transformada em royalties para a instituição, realimentando o ciclo de forma muito relevante.

A experiência israelense é fértil em aprendizados que valem para países, empresas e pessoas. Afinal, tudo começa com a descoberta de um propósito, de uma razão para existir. Além disso, Israel mostra como transformar adversidades em vantagens, reconhecendo limitações, agindo sobre elas, investindo nas pessoas, criando um ambiente de colaboração, aprendendo com os erros e incentivando a tomada decisões, a avaliação de risco e, principalmente, a nunca desistir.

*Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

Correalização:

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, Maromar Investimentos, ​Presidente
Nelson Pacheco Sirotsky é fundador e presidente da Maromar, empresa que administra os investimentos de sua família e apoia causas como empreendedorismo, esporte e cidadania.

É um dos principais sócios e membro do Conselho de Administração do Grupo RBS, empresa em que trabalhou por 45 anos, dos quais 21 anos como presidente. Na RBS, preside a Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho e o conselho do RBS Prev. Também integra, desde 2014, o Conselho de Administração do Grupo Algar.

É graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e cursou o Executive Management Course na University of Southern California (EUA). É atual membro do Conselho Nacional da Endeavor Brasil e embaixador da instituição no Rio Grande do Sul. Sua participação em entidades se dá também pelos Conselhos da Associação Nacional de Jornais (ANJ), onde foi presidente por dois mandatos entre 2004 e 2008, da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), do Instituto Millenium e da ADVB/RS.

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3 Comentários

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  1. lucia donatale - says:

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    Olá enricamolin@outlook.com eu tenho um depoimento para você trazer em todos os fóruns que falam apenas de empréstimo entre particular, mas a atenção, porque há muitos credores falsos. Foi-me dito sobre um credor italiano que me deu um empréstimo sem um problema. No começo eu pensei que ela era como os outros credores falsos, mas esta senhora é excepcional, honesto e sério. Com ele eu tenho o meu

  2. susan nelson - says:

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  3. orlando pereira silva - says:

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    O principio que norteia o estado de Israel precisa ser aplicado em nosso pais,mas com esta enxorrada de interesses particulares nunca conseguiremos que isto seja startada pelo governo.Então quem tem que fazer somos emprendedores, se não fizermos, este miserável quadra de morte anual de aproximadamente sessenta por cento das empresas novas,20 bilhões de reais jogados no lixo e quase dois milhões..

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