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O que existe em comum entre as empresas mais inovadoras?

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Inovação como parte do DNA: o que existe em comum entre as empresas da INC 500?

Inovar é mais do que um caminho, é oxigênio que faz empresas sobreviverem, se transformarem e evoluírem. A grande pergunta é como levá-la para o dia a dia?

Com o cliente cada vez mais no controle do processo de compra e com mais opções de marcas, produtos e serviços, empreendedores que não investirem em inovação, cairão no marasmo da mesmice. Melhorar o que já existe ou criar algo novo são movimentos necessários para empresas que querem colocar mais valor no que vendem e assim fugir da comparação com seus concorrentes.

Para o ranking Inc 500, que mostra as empresas que mais crescem nos Estados Unidos, a revista Inc entrevistou executivos de uma lista de empresas tidas como mais inovadoras. A primeira pergunta foi:

De onde vem a inovação na sua empresa?

A resposta trouxe três movimentos que podem inspirar negócios de todos os tamanhos e segmentos a inovar. Em cada movimento, há o meu comentário com exemplos práticos que conheço.

Contratação de talentos

Isso mesmo. O primeiro fator na criação de uma cultura de inovação em um negócio é contratar pessoas talentosas. Mas aqui vai uma reflexão. Não adianta contratar uma pessoa talentosa e ficar dizendo o que ela tem que fazer. Se você contratou alguém talentoso é importante dar autonomia, espaço e confiança. Tem uma frase bem bacana atribuída a Steve Jobs que diz:

Não contrate pessoas talentosas para lhes dizer como têm que trabalhar, contrate-as para que elas lhe digam como você tem que trabalhar.

Afinal, se não for assim, você está matando o talento, a criatividade e potencial inovador que essa contratação pode trazer para o seu negócio, concorda? Então seja muito rigoroso na contratação e depois dê autonomia e confiança para seus talentos.

Em Natal, no Rio Grande do Norte, há um a rede de supermercados chamada Nordestão. De lá vem um exemplo bem claro do que estou falando aqui. Se você vai ao supermercado fazer compras já deve ter visto várias pessoas que estão nas filas dos caixas rápidos com suas cesta cheias de produto, colocando-as no chão e as empurrando com os pés. Imagine o desgaste dessas cestinha e a diminuição do tempo útil, gerando mais custos para a empresa.

Por outro lado, para o cliente há um desconforto de segurar aquela cestinha pesada cheia de produtos. Um funcionário do Nordestão percebeu isso e teve uma ideia. Um belo dia, ele apareceu com um suporte de ferro parecido com aqueles que vemos para colocar as bandejas nos self-services, sabe? Aquela esteira onde colocamos a bandeja enquanto vamos nos servindo?

Pois bem, esse funcionário confeccionou esse “suporte“ e levou até a loja onde trabalhava para mostrar ao seu gerente. O gerente adorou e adotou o suporte.

Por conta dessa mudança, o cliente desse supermercado agora não precisa mais se agachar para pegar a cestinha, e a empresa aumentou o tempo de vida dessa ferramenta, diminuindo custos com manutenção e/ou aquisição de novas cestas.

De onde veio a inovação? De um funcionário talentoso e que está engajado com o negócio e que tem oportunidade e espaço para sugerir melhorias. No caso dele, a confiança foi tão grande que ele mesmo confeccionou o suporte.

Ouvir o Cliente

Ah, eu já sabia. Isso mesmo, abrir canais para ouvir seus clientes pode ajudar e muito na criação dessa cultura inovadora tão necessária para a evolução do negócio. Um outro caso dessa mesma rede de supermercados exemplifica bem. Em cada um de suas lojas, há um conselho de clientes que se reúne a cada 3 meses. Esse conselho é formado aleatoriamente em cada encontro com pessoas que são convidadas quando estão na loja fazendo suas compras.

De uma dessas reuniões veio a sugestão de substituir a sacola plástica por outras duas, de cores diferentes. A de cor branca tradicional para produtos não perecíveis e a cor de amarela para produtos perecíveis. O supermercado implantou essa mudança há algum tempo e isso gerou resultados bem positivos.

A partir disso, o cliente que chega das compras com pressa e sem tempo para guardar todos os produtos, não se esquece mais o que vai para a geladeira e para o freezer pois este itens estão todos nas sacolas amarelas. Isso diminui o desperdício de produtos que poderiam ficar na sacola e estragarem. Uma ideia que responde tão bem às necessidades do consumidor só poderia mesmo partir de um deles. Por isso iniciativas como essa são tão ricas.

Ter uma cultura de tolerância ao erro

Para que as ideias surjam e a inovação aconteça, é preciso que haja tolerância ao erro. Muitas ideias antes de serem benéficas ao negócio, podem em suas primeiras tentativas dar errado. E quando der errado — e pode acreditar em mim, vai dar — o comportamento e a atitude da liderança da empresa podem ajudar a estimular o aprendizado e manter a pegada da inovação viva –ou, por outro lado, matar a chama de agir para transformar, evoluir e mudar dentro da empresa. O importante, quando as coisas não derem certo, é cuidar da equipe, de quem deu a ideia e de quem a executou para que haja uma reflexão que traga aprendizado a todos.

Esse aprendizado vai ajudar muito no processo contínuo de inovação. Mas não acredite que essa cultura de tolerância ao erro seja permissividade ou relaxamento. Se dá certo, é preciso celebrar e refletir também para saber os porquês do acerto e, assim, aumentar as chances de continuar acertando. Mas, quando algo sai errado, não é punição, é reflexão.

O que fizemos de errado? O que podemos fazer para evitar que isso aconteça de novo?

E seguir em frente! Deste jeito as pessoas não terão medo de propor inovações nem de agir de maneira inovadora.

Muito .txt, pouco .exe

A questão é que a importância da inovação para o futuro de um negócio não é novidade, concorda?

Erik Whal, autor de Unthink: Rediscover Your Creative Genius, afirma que o problema acontece porque no mundo dos negócios se fala muito mais de inovação do que realmente se pratica. Eu acredito demais nisso e vou além:

Uma empresa que não inova acaba caindo no mundo dos comparáveis, e aí só lhe resta um caminho, nada saudável, que é brigar pelo menor preço

Isso é “comoditizar” um negócio que pode, deve e precisa ser valioso.

Ou seja, o que vemos por aí é muito texto(.txt) e pouca execução (.exe). Se fala demais sobre inovação, mas na hora de por a mão na massa, nem sempre é dado o próximo passo. Isso, na minha opinião, se dá por vários motivos; um deles é achar que inovação é coisa de empresa grande ou ainda, que inovação tem que ser algo a ver com tecnologia e é muito caro. Há ainda aqueles empreendedores que estão tão presos a suas rotinas que não enxergam oportunidades para inovar.

Qual o mal que pode afetar empresas que não inovam?

Imagine se a sua marca, seus produtos e serviços passam a não ser mais relevantes para seus clientes? Quando você perde a relevância, a sua existência deixa de significar alguma coisa para os consumidores e aí você, sua marca e o que você vende somem do GPS dele. Você é riscado do mapa.

Nada pior para uma empresa do que isso, concorda? Para isso não chegar a acontecer, uma série de questionamentos devem ser feitos com frequência por você e pelas lideranças do seu negócio:

-Sua empresa e o que você vende são relevantes para as pessoas?
- A forma como você vende é relevante para quem compra e para quem pode comprar de você?
- O que você precisa, hoje, para continuar relevante na vida dos seus clientes?

Busque e mantenha a sua relevância

Uma alternativa para isso é investir tempo, dinheiro e energia em inovação que, sem dúvida, ajuda e aumenta as chances de perenizar a sua relevância no mercado. Mas, mesmo nessa direção, é importante trilhar seu caminho, no máximo usando outras marcas, produtos e serviços como referência e inspiração, mas não copiando.

Gosto muito de dizer que inovação não é trilho, é trilha.

Embora o bom e velho Control C + Control V seja mais rápido, é muito perigoso, pois pode lavá-lo para o caminho da mesmice, no qual comparar você com outras marcas se torna fácil para o cliente e ver o preço como único fator de decisão se torna mais comum para ele.

E aí? Pronto para trilhar o seu caminho para inovar e com isso tornar, pelo menos por um tempo, o seu negócio e o que você oferece, incomparável? Digo por um tempo, pois, com certeza, quando os concorrente observarem que seus movimento inovadores aumentaram seus resultados, eles também irão se movimentar. Daí a importância de ter na sua empresa uma cultura que abrace e incentive a inovação.

O que fazer para ter uma cultura de inovação no seu negócio?

Ah, aqui tem uma questão bem importante. Há muitas coisas que podem ser feitas para estimular a inovação em uma empresa. O que não há são fórmulas mágicas e receitas prontas. O importante é que a inovação seja inserida na estratégia do seu negócio e que faça parte da cultura dele, não apenas como discurso ou com ações pontuais e sem continuidade. Nos pequenos negócios que tive e nos que tenho, nas pesquisas e estudos que faço, nas consultorias e principalmente nas visitas técnicas em empresas inovadoras aqui no Brasil e em outros países, percebi e identifiquei alguns movimentos que podem servir como inspiração ou norte inicial. Mas lembre-se, isso não quer dizer que tem que ser isso ou que esses caminhos servirão para todo tipo de negócio.

Podem funcionar como um ponta pé inicial, mas o fundamental aqui é ver o que melhor se encaixa no seu tipo de negócio. Para isso tem que agir, sair do discurso e praticar a inovação. Experimente e veja o que mais ajuda a sua empresa a ter uma pegada mais inovadora.

Os dois tipos de inovação

Por um lado, a inovação incremental ajuda a melhorar o que você já tem. Já a disruptiva muda a regra do jogo ou até o próprio jogo. Um exemplo clássico de inovação disruptiva é o modelo de negócio do Netflix. Ou também o iPhone da Apple. Depois do seu lançamento, todos os modelos lançados e suas melhorias podem ser considerados inovação incremental.

A inovação pode ser feita, praticada e incentivada nas pequenas coisas do dia a dia do seu negócio.

Pode ser feita com ou sem orçamento, dependendo do movimento que vai ser feito. Inovação podem ser movimentos que tragam melhorias para o seu negócio, coisas como mais produtividade, mais agilidade, menos desperdício, mais vendas, mais margem, melhor comunicação, mais reputação, equipe mais engajada etc.

Recentemente, conheci o Thiago Pereira, empreendedor da Central das Impressoras, que chegou a ganhar o Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Sua empresa tem 14 funcionários e vários desafios como todos pequenos negócios no Brasil. Mas, o grande salto na vida da marca se deu por meio da inovação. Na visão dele, existem três práticas fundamentais para o empreendedor manter a inovação como parte do seu DNA:

1. O empreendedor precisa sair do operacional e ter momentos dedicados a pensar a estratégia da empresa, sua sustentabilidade e o dia depois de amanhã;

2. É preciso também aprender a descentralizar a inovação. O sentimento de que só a gente faz bem feito é mais rápido é comum, mas se todos na empresa pensarem juntos em inovação, fica mais fácil manter algo contínuo da ideia à execução;

3. Nunca se esquecer de que uma ideia vale tanto quanto um milhão de ideias, nada. Ela só tem valor no momento em que sai do papel e é executada.

O Thiago criou uma cultura de inovação no seu negócio por meio do engajamento do time. Primeiro, educando e treinando a todos sobre o que é inovação, o que não é e o que todos ganham quando ela é parte do dia a dia. Depois, ele criou critérios do que seria implementado entre as sugestões de inovação da equipe. Afinal, é importante deixar claro que nem toda ideia seria implementada, porém, mais importante ainda é explicar o por quê. Por fim, a equipe é premiada pelas ideias sugeridas e implementadas, criando um círculo virtuoso que promove os novos projetos.

E aí, pronto para evoluir através da inovação? Você pode começar melhorando o que já existe e depois fazer coisas novas que ninguém tem ou faz. Comece com coisas pequenas, desenvolva o hábito e cuide das pessoas e do ambiente para que a inovação faça parte da cultura do negócio e seja vista e sentida por todos como algo importante para que o negócio não se torne irrelevante na vida das pessoas.

Para se aprofundar, veja também:

Curso online | Ferramentas Práticas de Inovação

eBook | Gestão da Inovação: como não fazer mais do mesmo

Mini Curso por e-mail | Formando o time certo para projetos inovadores

Os 4Ps da gestão da inovação para PMEs

*Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

Correalização:

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, UAUgomais Treinamento Empresarial, Ativador de Movimentos
Administrador, consultor e palestrante especialista em gestão, Fred Alecrim também é um estudioso de Marketing e dos mercados brasileiro e internacional. Ávido leitor de literatura específica e psquisador incansável de novas tendências. Fred costuma filtrar todo o conhecimento que adquire e criar seus próprios conceitos, visando facilitar à vida das pessoas, ajudando-as a empreender mais e melhor.

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