facebook
Você já se perguntou por que
nosso conteúdo é gratuito?
Somos uma ONG de fomento ao empreendedorismo de alto impacto que capacita
4 MILHÕES
DE EMPREENDEDORES
A CADA ANO
Faça a sua doação e contribua para continuarmos
este trabalho em 2016!

O que as empresas podem aprender com o sucesso do Vale do Silício?

LoadingFavorito
Vale do Silício

O Vale do Silício é hoje sinônimo de inovação — mas quais são os pilares por trás deste crescimento, e como o seu negócio pode repetir esse sucesso?

O que as startups de hoje, que estão sempre buscando acelerar seu crescimento, podem aprender com o boom tecnológico do Vale do Silício dos anos 70 e 80? Em pouco tempo, essa porção ao sul da baía de São Francisco – no centro do Vale de Santa Clara – começou a abrigar tantas empresas de informática e alta tecnologia, que não demorou muito para o local ganhar o apelido de “Vale do Silício”, assim que as primeiras empresas — tendo o silício como matéria-prima fundamental para a produção de processadores e chips — se instalaram por ali.

Desde então, a região se tornou sinônimo da indústria americana de tecnologia digital

Hoje, o Vale do Silício cresceu, dominando toda a área da baía de São Francisco. Ele continua como um pólo de tecnologia de ponta, sendo alvo de um forte ecossistema de startups — atraindo, aproximadamente, 43% do financiamento de capital de risco americano, tornando-se lar de dezenas de “unicórnios”, cujo valor de mercado é igual ou acima de US$ 1 bilhão.

No entanto, em todo o mundo, outros clusters de inovação surgiram rapidamente — são tantos que a Slate fez uma brincadeira e mapeou todos os lugares que levaram o rótulo de “o novo Vale do Silício”.

Então, como o Vale Santa Clara passou a ser o Vale do Silício? Por que lá, um lugar distante e em uma região rural dos Estados Unidos? De acordo com Bryan Pearce, líder global da EY e Empreendedor do Ano, e Jeff Grabow, líder de capital de risco da EY nos EUA, existem cinco fatores que explicam a transformação de porção da baía de São Francisco em principal pólo tecnológico do mundo. Esses pilares de sucesso podem ajudar empresários a pensar em como impulsionar cada um deles dentro de seus negócios, buscando crescer cada vez mais rápido.

1) Um bom número de talentos qualificados

Grandes universidades próximas à região — como Stanford e a University of California, Berkeley — são muito fortes nos ramos de ciência e engenharia, formando profissionais com as competências que as novas empresas de tecnologia de ponta necessitam, fazendo com que os estudantes saiam profissionais “prontos” para o mercado. Uma intervenção ativa, empreendida por essas instituições educacionais, ajudou a estabelecer parcerias com empresas privadas, no intuito de dar experiência prática aos estudantes.

Insight: a corrida para reter talentos é urgente em muitas empresas; logo, procurar locais onde talentos já têm um perfil agregador (tanto física quanto virtualmente) faz todo o sentido.

2) Apoio educacional para o empreendedorismo

A Stanford e a UC Berkeley sempre incentivaram o ensino do empreendedorismo e de novas tecnologias em suas grades curriculares desde cedo, e saíram na frente de outras instituições ao incluir cursos sobre inovação e habilidades técnicas específicas.

Insight: Trabalhar com escolas e universidades, além de pressionar os parlamentares para apoiar o desenvolvimento de habilidades em potencial que você precisa e ainda estimular os estudantes a fazer tais cursos, pode ajudar a garantir a oferta de talento que você precisa promover um crescimento constante do negócio.

3) O desenvolvimento de redes de financiamento eficientes e flexíveis

Ainda hoje, o capital acumulado pelas startups do Vale do Silício é 32% maior que a média global, graças a um método criativo para obter financiamento de diversas fontes. Investidor anjo, dívida conversível, capital de risco para um crowdfunding e microfinanças: os empreendedores do Vale do Silício foram tão criativos com fontes de financiamento quanto sua capacidade de inovar em tecnologia eletrônica.

Insight: Sem as estruturas de financiamento adequadas, mesmo as melhores ideias podem perder força. Ao invés de confiar em uma única fonte de receita para apoiar o desenvolvimento de ideias, procure diversas formas de financiamento e certifique-se de que seu diretor financeiro ou CFO tem a mesma visão de inovação e crescimento.

4) Uma cultura organizacional a serviço de um propósito

Os empreendedores do Vale do Silício têm maior probabilidade de estarem focados em mudar o mundo por meio de novas descobertas tecnológicas, movidos pela intensa curiosidade e paixão, ao invés de serem impulsionados por uma necessidade comercial de gerar lucro.

Para gerar uma mudança tão significativa, eles procuraram trabalhar com profissionais que compartilham da mesma paixão e interesse, buscaram fazer parcerias com empresas que tinham visão semelhante, além de contratarem pessoas com as mesmas ideias para alcançar metas ambiciosas e que trouxeram transformação para o mercado. Essa ambição partilhada por empresa e funcionário incentivou o surgimento de culturas organizacionais específicas, caracterizadas pelo senso de propósito em todos os níveis, do estagiário ao CEO.

Insight: construir um propósito estabelece um foco para a sua estratégia de negócio. Ele também ajuda a estimular os seus colaboradores a colocar em prática uma cultura participativa e diferenciada; o que por sua vez, impulsiona resultados, como envolvimento dos colaboradores, produtividade, retenção de talentos e crescimento.

5) Colaboração e a convergência de conhecimentos

O sucesso no Vale do Silício gerou por si só ainda mais sucesso — tendo construído uma fama de lugar de inovação com espírito colaborativo. Por conta disso, cada vez mais profissionais inovadores sentiram-se atraídos, impulsionando a formação de um banco de talentos e oportunidades para desenvolver novas ideias em conjunto. Mas, isso não foi só uma convergência de conhecimento técnico e ideias.

Ser um empreendedor pode ser um negócio solitário; logo, ter acesso à uma rede de profissionais com a mesma visão de negócio pode gerar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento, além de um senso coletivo de trabalho. Todos os ecossistemas de conexões entre pessoas se intensificaram ao longo dos anos e ainda hoje continuam promovendo a inovação.

Insight: Procure por empresas e profissionais com ideais semelhantes, podendo construir juntos novas maneiras de fazer e pensar, gerando o benefício de se ter diversos pontos de vista olhando para uma mesma coisa, novas iniciativas ou formas de trabalho mais produtivas.

Criando o Vale do Silício de amanhã

O Vale do Silício nasceu em um tempo anterior à internet de agora. Naquela época, a proximidade física e o espaço de trabalho eram essenciais para o espírito colaborativo, a troca de ideias e a inovação. Mas esse pólo consolidado continuará sendo necessário para os clusters de amanhã? Com as mensagens instantâneas, mídias sociais, arquivos nas nuvens, crowdsourcing e crowdfunding – já que esses novos meios têm um papel dentro da cultura das startups de hoje -; é possível que a dinâmica dos pólos de inovação ou clusters possam evoluir significativamente em um futuro próximo, sem considerar a evolução de tecnologia atuais, os novos mercados emergentes e as novas formas de fazer negócio. Independente de como será o futuro, os insights descritos acima estabelecem um estímulo importante para aqueles que já estão de olho no crescimento de suas empresas para o próximo Vale do Silício, seja onde for (talvez, nesta semana).

Tem uma lição final, segundo Grabow.

O sucesso do Vale do Silício “é sobre a coragem de correr riscos e resistir a diversos fracassos, ter acesso a um valioso ecossistema de pessoas inteligentes, instituições, investidores de capital e fornecedores de serviço que ajudam os empreendedores a transformar ideias em empresas”.

Os primeiros fundadores do Vale do Silício saíram de suas organizações para estruturar novas empresas, acreditando em suas ideias inovadoras. “Esse processo em si se repetiu milhares de vezes”, diz ele. Se você quiser ser um empreendedor inovador, “você necessita ter a coragem de tentar algo novo”. Se você não fizer isso, tem outra pessoa – talvez até mesmo um de seus colaboradores – que vai fazer.

Para se aprofundar:

Curso Online Ferramentas Práticas para Inovar

eBook Gestão da Inovação: Como não fazer mais do mesmo

A EY é uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo (as big four), presente em 150 países, em 728 escritórios, e com mais de 190 mil funcionários. Com sede em Londres, a EY presta serviços de auditoria, elisão fiscal, consultoria e transações corporativas.

Deixe seu comentário

Criação e desenvolvimento: