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O poder da vizinhança: a mudança acontece quando empreendedores se juntam

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Os empreendedores só terão voz quando se unirem para batalhar, juntos, por seus direitos.

Os autores americanos Karl Hess e David Morris escreveram em 1976 um livro intitulado “O poder da vizinhança”, no qual eles demonstram a importância de fortalecer a relação entre vizinhos e trabalhar na escala local. Eles lembram que a democracia é o governo dos indivíduos e grupos organizados e ativos. Aqueles não se engajam e não se unem ficam sem voz. O livro foi escrito há quase 40 anos, mas a mensagem continua totalmente atual.

Muita gente ainda acha que as soluções virão de ações individuais ou de instâncias nacionais. Território sem coesão social, sem interação entre os diferentes segmentos, é um território a reboque, pois nunca terá força para construir e defender uma proposta de desenvolvimento baseada na sua especificidade. A democracia é o governo das minorias organizadas sobre a maioria desarticulada. Não é a toa que alguns grupos que tem uma parcela pequena da população conseguem efetivar suas demandas. A boa notícia é que essa oportunidade está aberta a todos. Aqueles que souberem atuar de forma coordenada também conseguirão se fazer ouvir.

O maior desafio desse processo é dar o primeiro passo. Muitos não sabem por onde começar. Uma alternativa interessante é iniciar com uma pesquisa sobre o que existe no território. Assim, é possível traçar um caminho, reconhecer as lideranças, as potencialidades, as maiores dificuldades. O segundo passo é tentar reunir as pessoas para saber quais são os objetivos comuns e também identificar as competências já existentes no território. A etapa seguinte é ir atrás de parceiros que possam suprir o que falta na região.

Por exemplo, identificou-se a necessidade de melhoria na gestão dos pequenos negócios da região, pode-se buscar o Sebrae mais próximo para ajudar a corrigir esse problema. Já se o problema for inovação, você pode tentar parcerias com institutos e universidades. Se o problema for crédito, o caminho é conversar com bancos e cooperativas e assim por diante.

Outro passo importante é criar um mecanismo de comunicação, que vai ajudar a disseminar as informações e a manter o engajamento das pessoas. Não é necessário algo sofisticado. Murais na prefeitura e nas igrejas, informando a data das licitações, cartazes nas escolas ensinando empreendedorismo, carros de som, informes na rádio local etc. Além disso, a internet abriu diversas possibilidades simples e gratuitas de canais de comunicação, como blogs e redes sociais, como Facebook, twitter e youtube, que permitem criar espaços de interação entre os atores da comunidade.

Aqueles que acreditam no desenvolvimento econômico local devem trabalhar para resgatar o papel da vizinhança. Para criar um ambiente favorável para o desenvolvimento do nosso território, é necessário conhecer quem está ao nosso lado para que possamos identificar os pontos comuns e amplificar nossas vozes. Só assim será possível gerar uma mudança definitiva e sustentável.

, Sebrae, Analista de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial

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