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O Plano de Negócios Morreu!

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Confuso, repetitivo e repleto de achismos, ele não é essencial para começar um negócio.

Qualquer pessoa que tenha pedido conselhos ou se informado sobre o que fazer antes de abrir o seu próprio negócio provavelmente escutou: escreva um plano de negócios!

Depois de trabalhar por quase uma década com planejamento de novos negócios posso afirmar que escrever um plano de negócios é muito chato! Confuso, repetitivo, repleto de achismos e suposições, o documento final gerado não passa de um blá blá blá sem graça. Vejam bem, eu considero que o processo de desenvolvimento de um plano de negócios é um exercício interessante, pois lhe ajuda a pensar sobre os diferentes aspectos necessários para tocar uma empresa.

Um recente estudo feito pela Universidade de Babson, considerada um dos maiores centros de pesquisa de empreendedorismo do mundo, indicou que não existe relação direta entre a existência de um plano de negócios e o sucesso de uma empresa. Sabemos que inúmeros empreendedores de sucesso não escreveram um plano de negócios antes de fundar suas respectivas empresas – vide Steve Jobs, Bill Gates, etc. Mas, novamente, isso não significa que não planejaram alguma coisa.

Com o crescimento de uma nova ciência de empreendedorismo, baseada em interações reais com o mercado (lean-startup) e pensamento visual (business model) o achismo e as hipóteses deixaram de ser postas em longos planos textuais. Elas passaram a ser post-its em sessões de brainstorm. A grande idéia agora é pensar em como validar suposições rapidamente e com o mínimo de gasto e esforço.

Já não é de hoje que a maior parte dos investidores de risco (Angels e VCs) praticamente ignoram o plano. Geralmente eles apostam muito mais nas pessoas por trás da idéia (sócios) do que no que elas de fato pensaram para ganhar dinheiro.  Afinal de contas, o mundo muda e as hipóteses podem estar erradas.  Por isso, o que realmente importa é a capacidade dos empreendedores de mudar o rumo e fazer ajustes para trilhar um caminho de sucesso. Quem teve a oportunidade de ler o livro Start-up, de Jessica Levingston, verificou isso na história das principais empresas de tecnologia do mundo. O Flickr, por exemplo, foi criado enquanto um jogo de RPG online.

A teoria das empresas nascentes (lean-startup) somadas à metodologia de desenvolvimento de modelos de negócios do Alexander Osterwalder me permitem decretar a morte do plano de negócios! Chega de texto e páginas de documentos formais. A era agora é do pensamento visual, dos cartazes com post-its, dos pitches e das estratégias para validar idéias de criativos empreendedores.

 

Daniel Pereira é sócio-fundador da LUZ Empreendedora e autor do livro “O Analista de Modelos de Negócio – 75 exemplos para você dominar a ferramenta“.

 

Leia mais:
Não Se Prenda ao Plano de Negócio

, Fundador da LUZ e da Fala Clara

Administrador pela PUC-Rio, Daniel é atualmente CEO da Clara. Começou sua carreira em 2002, orientando candidatos a Incubadora Gênesis da PUC-Rio a desenvolver seu plano de negócios. Tendo trabalhado também na IBM-Brasil e Assespro-RJ. Foi fundador da LUZ Consultoria e da LUZ Planilhas, além da Aceleradora de Startups Papaya Ventures. É especialista em estratégia e modelos de negócios inovadores, autor do Analista de Modelo de Negócios e professor de cursos sobre modelos de negócios e lean start-up em diversas instituições, incluindo PUC-Rio, Coppe/UFRJ, Redetec, Reinc, USP e Infnet.

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2 Comentários

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  1. NESTOR ALBUQUERQUE - says:

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    (cont.)
    Por exemplo, a parte de planejamento financeiro. Sem isso, como embasar um pedido de investimento, ou analisar a proposta de financiamento de um banco ou investidor? O Marketing: será deixado “para depois”? Identificação de público alvo está no Canvas, mas o quadrinho não é suficiente para elaborar a estratégia de Marketing. E por aí vai.
    Acho que todas as metodologias são complementares.

  2. NESTOR ALBUQUERQUE - says:

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    Interessante o desafio, mas acho um risco alguém empreender sem ao menos pensar nos tópicos que as recomendações para PNs dão. O modelo visual do Canvas é interessantíssimo e muito válido – o processo inteiro é legal, de envolvimento, de dar voz a todos para não se esquecer algo. Porém, o que vi de PNs que não está lá preocupa. Por exemplo, a parte financeira. (continua)

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