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O papel da bolsa de valores no desenvolvimento do país

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O papel da bolsa de valores no desenvolvimento do Brasil

Por que incentivar a expansão da bolsa de valores pode ajudar empreendedores, investidores e o todos os brasileiros

CENA 1 – 10:00, dia xx/xx/20xx: os executivos da empresa X tocam a campainha que marca a abertura dos negócios na bolsa. Nesse dia, eles estão comemorando a estreia de suas ações no mercado, depois de um IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) muito bem sucedido. Depois de um trabalho sério e árduo, a empresa X adotou as melhores práticas de governança, montou uma estrutura de relacionamento com investidores, reforçou os mecanismos de auditoria e fez um frenético road show pelas principais praças financeiras do mundo, apresentando-se e conquistando futuros acionistas. Como resultado do IPO, captaram quase um bilhão de reais que a empresa utilizará para cumprir um estratégico e ambicioso plano de investimentos que a tornará muito mais competitiva. Serão gerados muitos empregos, fornecedores aumentarão suas vendas, mais clientes serão atendidos, suas exportações crescerão. Com isso, os acionistas, antigos e novos, terão seu patrimônio valorizado e receberão bons dividendos, e ainda poderão vender suas ações, a qualquer hora, quando precisarem ou quiserem.

CENA 2 – 15:32, dia nn/nn/20nn: depois de alguns minutos de embates eletrônicos, entre ofertas de compra e de venda, um grande investidor completa na bolsa a venda de um lote importante de ações de uma empresa na qual era acionista. Agora, com os recursos que estavam imobilizados (e rendiam dividendos), ele entrará em uma nova empresa, que, se der certo, lançará um produto inovador no país. Ele pretende ter o retorno de seu capital em três ou quatro anos, faturando cada vez mais, contratando mais de cem funcionários, pagando impostos e contribuindo para a modernização e crescimento do segmento onde atuará.

Sem o mecanismo de liquidez propiciado pelas bolsas, quais e quantos seriam os investidores interessados em colocar seu dinheiro em empresas?

CENA 3 – 11:55, dia tt/tt/20tt: uma pequena quantidade de ações é colocada a venda no sistema de negociação da bolsa. Instantaneamente, uma contra parte fecha o negócio. O produto da venda é de um aposentado, que, durante anos, foi acumulando recursos aplicados em empresas negociadas em bolsas, pensando exatamente em complementar sua aposentadoria. Com o dinheiro, não só ele pagará suas contas regulares, mas, também, pretende trocar alguns eletrodomésticos. O aposentado consegue, assim, manter seu nível de vida e está efetivamente ajudando a manter a economia funcionando e crescendo, graças à sua capacidade de planejamento e à poupança de vários anos.

Sem o mecanismo de liquidez propiciado pelas bolsas, quais e quantos seriam os investidores interessados em colocar seu dinheiro em empresas sem ter a possibilidade de rapidamente resgatá-los?

Ser sócio de uma empresa de capital fechado, portanto não negociada em bolsa, significa casar de verdade com ela e seus outros sócios. É claro que existe a possibilidade de “divórcio” da empresa. Mas, nesse caso, para reaver os recursos investidos numa empresa fechada, diferentemente de um divórcio, o sócio precisa achar alguém que aceite tomar o lugar dele e que seja aceito pelos outros sócios. Não que seja impossível, mas fatalmente o processo é muito mais difícil, longo, arriscado e, principalmente, os preços das ações vendidas seria bem menor, descontando o que se convenciona chamar de prêmio da liquidez.

Pense bem, mesmo tendo recursos disponíveis, quanto você estaria disposto a investir em uma empresa fechada, dadas essas condições?

A bolsa de valores, com sua atuação no mercado primário (em que empresas captam recursos novos para seu caixa) e no mercado secundário (em que as ações trocam de mão entre investidores), é o instrumento que propicia essas “mágicas” de transformar investimentos de cunho permanente – como participações no capital de empresas – em aplicações e resgatáveis em qualquer prazo, até no curto.

E, mais importante, os mecanismos propiciados pelas bolsas, que são mercados organizados e regulados, oferecem amplo acesso a seus sistemas, transparência, confiabilidade e segurança. As bolsas turbinam o desenvolvimento da economia de um país, viabilizam investimentos em projetos privados e públicos, crescimento e competividade das empresas, geração de empregos, formação de poupanças de trabalhadores e rendimentos que complementam aposentadorias, faculdades dos filhos e a compra de casa própria…..

Atual conselheiro independente de empresas abertas e fechadas, foi diretor geral da BOVESPA e presidente do conselho da BM&FBOVESPA. Responsável pela integração da bolsas de valores no Brasil, comandou a criação do Novo Mercado e realizou o IPO da BOVESPA e fusão com a BM&F. Foi também presidente do Conselho do IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e comandou os comitês de trabalho das federações Mundial de Bolsas - WFE e da Ibero Americana de Bolsas de Valores - FIABV.

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