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O movimento empreendedor está só começando

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A Semana Global do Empreendedorismo, realizada entre os dias 12 e 18 de novembro, conquista bons resultados e estende suas atividades até o fim do mês.

Vinte e quatro estados brasileiros, mais o Distrito Federal, participaram da Semana Global do Empreendedorismo – movimento mundial de apoio ao empreendedorismo, no Brasil organizado pela Endeavor. Levando em consideração o tamanho do país, em comparação com os outros anfitriões da SGE, como Grécia, Zâmbia ou Reino Unido, o resultado é bastante expressivo.

Realizado entre 12 e 18 de novembro, o movimento superou obstáculos como um feriado nacional fixado em meio às atividades programadas e registrou um aumento de 54% no número de atividades em relação ao ano passado, reunindo mais de 3.700 atividades no país, entre palestras, debates, cursos e manifestações artísticas, sob o tema comum “Por um Brasil mais empreendedor”. São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Amazonas, nesta ordem, foram os estados que concentraram mais atividades.

Entre outros desempenhos positivos, o número de parceiros da SGE brasileira cresceu de 548 no ano passado para mais de 1 mil este ano. Segundo observou a porta-voz Bárbara Pansieri, da Endeavor Brasil, além do crescimento das parcerias, dois avanços qualitativos neste sentido foram a conquista de mais parcerias estratégicas, como governos, e a potencialização da participação de parceiros de anos anteriores.

O papel dos parceiros durante a Semana envolve não apenas o registro de atividades na agenda oficial como a disseminação do movimento por meio de seus canais de comunicação. E suas ações para engajar novos participantes continuam, pois, embora a Semana tenha terminado oficialmente no dia 18, o evento prossegue com atividades agendadas até o fim de novembro, o mês do empreendedorismo. A programação completa continua disponível no site da Semana Global.


Destaques da abertura

“É o começo de um grande movimento”, disse o empreendedor Caio Bonatto, sócio-fundador da Tecverde, sobre o ecossistema empreendedor brasileiro, durante a abertura oficial da SGE, realizada no dia 12 de novembro, no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo. A sua opinião, unânime entre os integrantes do painel “Grandes empresas ajudam o ecossistema empreendedor”, traduz a razão do movimento: “o empreendedor é a ferramenta de mudança do país”.

Quanto à contrapartida das grandes empresas para oferecer apoio aos empreendedores, Sandra Vaz, vice-presidente na SAP, afirmou que está relacionada a levar seu nome junto com eles. “O mercado tem um número de empreendedores muito expressivo. Geram 60% dos empregos no Brasil e são responsáveis por 20% do PIB nacional. Queremos levar a eles nossas soluções tecnológicas, para que já nasçam organizados.” Para Viviane Behar de Castro, diretora de relações com investidores da RedeCard, como a maior parte dessas empresas se concentra no varejo, a intenção é ajudar a diminuir sua “taxa de mortalidade” – afinal, “sozinhos não conseguimos fazer nada”.

Uma das principais lacunas desse ecossistema, segundo apontou Carlos Nomoto, superintendente executivo de desenvolvimento sustentável do Banco Santander, encontra-se na capacitação do empreendedor. “Precisamos de informação de qualidade para fornecer crédito. O segundo ponto é avançar mais ao falar de análise de risco dessas empresas. Como podemos ser mais precisos diante desses clientes?”

Na avaliação de Caio Bonatto, o que tornaria o apoio mais efetivo é que, em vez de pensarem no que gostariam de oferecer para o empreendedor, os bancos e as empresas aprendessem um pouco mais sobre o que o empreendedor precisa. “É fazer de fora para dentro, não de dentro para fora”, refletiu.

Na palestra “Cidades Empreendedoras”, o jornalista Gilberto Dimenstein destacou a importância de transformar as cidades em comunidades de aprendizagem. Segundo ele, este olhar, que vai além dos negócios e além dos interesses individuais, é o que atrai “sorte” para os empreendedores. “Se você é empreendedor, sabe o que é estar o tempo todo em busca de sinais para agregar conhecimento. Esta é a beleza dos encontros.”

A empreendedora Luiza Helena Trajano, diretora do Magazine Luiza, concorda: “A sorte só aparece para quem está em movimento. Tem quem diga que isso não é para ‘presidentes’, mas eu sempre vou. Adoro fazer conexões”. Segundo ela, só é possível aprender de duas formas, dando e recebendo. “Você vai formando uma cadeia positiva e eliminando o que não dá certo.”

Na opinião de Preto Zezé, presidente da CUFA (Central Única das Favelas), a partir de agendas positivas, as pessoas começam a se perceber como protagonistas das transformações. “Uma coisa bacana que está acontecendo no país é sair de uma pauta de reinvidicação e protesto para uma pauta de desenvolvimento”, destacou em sua apresentação no evento, deixando clara a mensagem de que o movimento – estimulado pela iniciativa da Semana Global do Empreendedorismo – está só começando.

Por Carolina Pezzoni, da equipe da Endeavor Brasil.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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