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O legado do GEC 2013

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Após o fim do evento, discussões e projetos apresentados no Congresso Global do Empreendedorismo dão início às ações para aprimorar o ambiente empreendedor no Brasil.

“Ninguém pode resistir a uma ideia cujo tempo chegou”. A afirmação, do poeta e escritor francês Victor Hugo, traduz o momento do empreendedorismo no Brasil, na visão do diretor geral da Endeavor, Juliano Seabra. A mesma citação, que abria um artigo publicado pela revista britânica The Economist, exatamente quatro anos atrás, enunciava a evolução da ideia do empreendedorismo ao redor do mundo: invenções como computador pessoal, telefonia móvel e internet, somadas à abertura das principais universidades para a educação do empreendedorismo, além da corrida dos governos mundiais para o desenvolvimento de um ecossistema favorável aos negócios, levaram o empreendedorismo a encabeçar uma mudança cultural de nível global.

O Congresso Mundial do Empreendedorismo (GEC), que aconteceu entre 18 e 21 de março, no Rio de Janeiro, com organização da Endeavor Brasil e da Kauffman Foundation, mostrou que essa atividade, antes vista com desconfiança ou encarada como periférica, passou a ser celebrada tanto pelos políticos como pelas novas gerações, também no Brasil.

“Foi  a primeira vez que se reuniram, no mesmo lugar, as principais lideranças das organizações que promovem o empreendedorismo no Brasil, governo e iniciativa privada, trocando com pessoas do mundo inteiro”, declarou Seabra, ao comentar os resultados do GEC. “Mais do que isso, surgiram discussões sobre muitos temas que não estavam na agenda do país: startup, o crescimento de empresas, ampliação de impacto. Também começamos a discutir mais abertamente o papel do governo, em vários níveis. Isso sem falar no resultado positivo dos projetos lançados pelas organizações ao longo do Congresso, o que não só reforçou a importância do evento, mas mostrou que ele é o ponto de partida para muitas coisas que ainda vão acontecer no ambiente empreendedor do Brasil”.

O interessante em relação aos projetos apresentados, na opinião de Marcella Monteiro de Barros Teixeira Coelho, coordenadora da Semana Global do Empreendedorismo no Brasil e responsável por toda a operação do GEC, foi a gama de assuntos e a representatividade de diferentes esferas: estadual, nacional e global. Apenas para citar alguns, destacaram-se o InovAtiva Brasil, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) em parceria com a Endeavor, e o SAP Expoentes, primeiro programa da plataforma digital PlugMe, que, de maneiras diferentes, trabalham com o mesmo objetivo: garantir que as startups se desenvolvam, oferecendo suporte tanto na fase da estruturação do negócio como na fase de crescimento. Outro evento paralelo ao GEC, realizado pela Startup Network em parceria com a aceleradora 21212, ofereceu uma amostra de uma experiência de alto impacto gerada pela conexão entre startups ligadas a tecnologia e uma rede que envolve aceleradoras, investidores-anjo e venture capitalists.

Também colocam o pé no acelerador para demonstrar o seu potencial de transformação o projeto Cidades Empreendedoras, que estabelece metas para fomentar o empreendedorismo no Rio de Janeiro – e depois deve fazer o mesmo por outras cidades brasileiras, e o Observatório do Empreendedorismo, que reúne dados e melhores práticas relacionadas ao empreendedorismo em uma comunidade online, a fim de auxiliar a criação de políticas públicas. Entre os projetos de impacto educacional, estão a nova plataforma de ensino de empreendedorismo à distância, e o programa Visão de Sucesso, de apoio aos empreendedores que impactam a base da pirâmide.

“Antes do Congresso, os projetos andavam muito dissociados”, declarou Juliano Seabra. “Demos um chute alto para integrar mais as coisas”. A seu ver, o governo adquiriu consciência de que o empreendedorismo é um tema importante para o desenvolvimento do país e mudou o seu nível de comprometimento. Neste sentido, o próximo passo será expandir o resultado das iniciativas lançadas. Como observou Juliano: “abriu-se uma avenida de oportunidades para trabalhar de maneira mais séria a promoção de um ambiente empreendedor melhor”.

Outro ponto positivo foi a participação dos jovens no evento, como público ou como voluntários. “O engajamento da sociedade civil mostra que o espírito empreendedor transcende a questão de abrir uma empresa ou uma sociedade sem fins lucrativos; tem muita gente que não tem CNPJ, e é empreendedora”, ressaltou Marcella. É também uma confirmação do aumento de interesse da sociedade pelo empreendedorismo, como mostrou pesquisa da Endeavor Brasil, ao revelar que 3 em cada 4 brasileiros tem preferência por empreender a ser funcionário de uma empresa.

“Escolhemos uma missão que trata de promover um ambiente melhor a partir de uma cultura de empreendedorismo de alto impacto”, compartilha Seabra, referindo-se ao papel da Endeavor Brasil no ecossistema empreendedor. “E, muitas vezes, promover um ambiente melhor significa criar um espaço para diálogo entre atores que antes não estavam conectados. Ficamos felizes em ser veículo de algo latente – se não houvesse tanta gente discutindo empreendedorismo no país, como não havia 5 anos atrás, o Congresso não teria acontecido.”

Do ponto de vista da organização, ele pontuou que o GEC reforçou a missão e a responsabilidade da Endeavor em disseminar pelo Brasil o espírito empreendedor que transforma, que gera impacto, mas sem a pretensão de fazer isso sozinha. “Que bom que a gente conseguiu juntar tanta gente boa, que o tema está mudando de patamar, que a mídia prestou mais atenção, que o governo estava lá, que tinha vários jovens falando em startups – agora, cada um sai com mais consciência de como pode agregar nesta jornada. Não é papel de apenas uma organização.”

 

Por Carolina Pezzoni, da equipe de Comunicação da Endeavor Brasil.

 

 
 
 
 
 
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