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O investimento-anjo no Brasil

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O investimento-anjo no Brasil

O investimento-anjo tem crescido nos últimos anos, mas quais são os desafios para desenvolver ainda mais o setor no Brasil?

O empreendedorismo brasileiro tem passado por uma grande transformação, com a mudança do perfil majoritário dos empreendedores que abriam empresas por necessidade para aqueles que veem oportunidades no mercado, conforme pesquisas realizadas pelo GEM. Da mesma forma, o investimento-anjo, tem evoluído de forma acelerada nos últimos anos, mas ainda temos grandes desafios para sua consolidação em um patamar proporcional às economias mais desenvolvidas.

O Brasil tem histórico de investimento-anjo desde o inicio da década de 90, mas sempre efetivados de forma passiva, isto é, empreendedores conseguiam, através de sua rede de relacionamento, apresentar seus projetos para empresários, executivos ou profissionais liberais bem sucedidos, que, por sua vez, aportavam recursos financeiros, experiência, conhecimento e networking. Ainda hoje, a maior parte dos investimentos-anjo brasileiros ocorre dessa forma, em que o investidor, por não ser ativo, acaba fazendo apenas um ou dois investimentos ao longo de sua história, o que é insatisfatório tanto para si, por ter seu risco concentrado, quanto para os empreendedores, que têm dificuldade em acessar o capital financeiro e, especialmente, o capital intelectual que os investidores-anjo podem proporcionar.

Conforme estudo elaborado pela Anjos do Brasil, o investimento-anjo brasileiro teve um crescimento de 25% no período 2012/2013, já atingindo o patamar de R$ 619 milhões investidos por 6,5 mil investidores em mais de 1.500 empresas. Se, por um lado, esses números já são significativos, por outro, quando comparamos com os Estados Unidos, onde foram investidos mais de US$ 22 bilhões, por 268 mil investidores em 67 mil empresas, observamos que o investimento-anjo no Brasil, em total investido, representa apenas 1,2% do americano, demonstrando o quanto ainda é relativamente pequeno. Mesmo quando comparamos com a Europa, que teve um desenvolvimento recente do investimento-anjo, onde foram investidos mais de EUR 5 bilhões por 261 mil investidores-anjo, o Brasil é cerca de 25 vezes menor.

Existem várias razões para o investimento-anjo brasileiro ainda estar nesse patamar, a começar pela questão da taxa de juros (que, historicamente, foi sempre uma das mais altas do mundo), e demandava taxas de retorno inviáveis para empresas nascentes. Há também a insegurança jurídica que os investidores têm com relação à desconsideração da personalidade jurídica efetivada de forma indiscriminada pelos tribunais, especialmente os trabalhistas. O investidor tem a disposição de correr o risco referente ao capital aplicado na empresa, entretanto, pela imprevisibilidade jurídica que a situação gera, a maior parte dos potenciais investidores desiste antes sequer de iniciar.

Outro aspecto importante é a falta de estímulos e incentivos para os investidores-anjo em comparação com outros setores agraciados com benefícios fiscais, como a construção civil e infraestrutura, observando que estes têm um patamar de risco muito inferior ao investimento feito pelos anjos em empresas nascentes. Além disso, cabe observar que tanto nos EUA quanto na Europa foram adotados diversos incentivos tributários, desde a possibilidade de dedução de parte do investimento efetivado até a isenção de tributação sobre os ganhos de capital.

Conforme a conclusão do estudo elaborado pela OCDE, em mais de 30 países, sobre a importância dos investidores-anjo no financiamento de empresas de alto crescimento, “os anjos tem um papel fundamental na fase inicial desses negócios”. Apesar de todas as dificuldades, os investidores-anjo brasileiros continuam crescendo, amparados também no crescimento das classes emergentes e na mudança do perfil do empreendedor. Entretanto, no Brasil, ainda estamos pelo menos 10 anos atrás de países mais desenvolvidos na atividade e, para que efetivamente tenhamos todo potencial desenvolvido, será necessária a adoção, rapidamente, de políticas de proteção e estimulo, para que esse momento de oportunidade que o Brasil passa não seja perdido.

, Anjos do Brasil, Fundador

Cassio A. Spina foi empreendedor por 25 anos, e atualmente é Investidor-Anjo. É o fundador da Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.net) e autor do livro “Investidor-Anjo – Guia Prático para Empreendedores e Investidores”.

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3 Comentários

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  1. eneasferreira31@gmail.com - says:

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    Desculpe ter mandado duas mensagens, pensei que a primeira não tinha ido.
    Obrigado!

  2. eneasferreira31@gmail.com - says:

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    Olá bom dia!
    Tenho algumas ideias para empreender mas, não tenho capital.
    Gostaria muito de conversar com um Investidor Anjo para vermos quais ideias atenderia melhor a população e seria mais lucrativa para os negócios.
    Obrigado pela atenção.
    Abraço.

  3. eneasferreira31@gmail.com - says:

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    Olá bom dia!
    Meu nome é Eneas, tenho algumas idéias muito boas mas, não tenho capital para investir,gostaria muito de conseguir um sócio investidor.
    Li sobre Investidor Anjo e gostaria de saber como faço para conseguir conversar com um deles, para apresentar minhas ideias e ver quais seria + viável para atender a necessidade da população e lucrativo para um negócio.
    eneasferreira31@gmail.com

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