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O Feeling Não é Tudo

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Na busca incessante por inovação, muitos empreendedores precisam saber ouvir e, principalmente, compreender o mercado.

Embora nem sempre especialistas em um determinado assunto, quando enfrentamos uma discussão na vida privada, defendemos e acreditamos que a verdade dos fatos está na opinião que formulamos. Enxergamos a verdade dos fatos segundo nosso prisma. Nestas discussões de bares e botequins, embora possam haver  opiniões diversas e contraditórias entre pares e grupos, no final todos normalmente estão certos sob seus próprios pontos de vista.

Diferentemente das discussões do campo pessoal, quando o assunto é business, corre-se um grande risco ao aplicar a mesma teoria, ou seja, acreditar que a verdade está em opiniões próprias. No mundo dos negócios, as opiniões que interferem em projetos coorporativos devem ser validadas por quem terá o poder de compra, ou seja, o consumidor.

Evidentemente que há situações em que o feeling embasado em percepções pode ser importante, porém é rotineiramente exceção. Infelizmente, por atrair a atenção da mídia, tornam-se cases de heroísmos no show business que iludem uma grande parte de empresários, principalmente aqueles que estão em fase inicial de seus negócios.

Esta discussão ganha mais importância quando a matéria é inovação, onde as análises para a decisão de lançamento de um produto ou serviço caem fortemente no campo subjetivo em virtude da ausência de similares para comparação. É notório que quando os inovadores têm suas idéias, melhor fase da criação, na ânsia de ‘vendê-la’, focam-se basicamente nos pontos positivos, vivência pessoal e principalmente paixão.

É nesse ponto que cabe uma dose de disciplina (palavra odiada por empreendedores e inovadores) para obter dados concretos do mercado antes de sair para ação de maneira desenfreada. Em seguida, analisar tais dados para finalmente, de maneira sistemática, cruzá-los para que sirvam de embasamento para a continuidade ou não do projeto. E assim, com a riqueza das informações obtidas, quando bem coordenadas, aliadas ao conhecimento e percepções pessoais, tem-se um conjunto de informações embasadas para a tomada de decisão segundo uma visão holística.

Enfim, replicando o que já ouvi de palestrantes de inovação. O sucesso de uma inovação está diretamente relacionado ao ambiente “caórtico”, isto é, caos + ordem devem caminhar juntos.  Acredito que o balanceamento desses fatores é determinante no sucesso de um projeto, de um negócio ou de uma empresa.

 

Roberto Alcântara é presidente e fundador da Angelus – Indústria de Produtos Odontológicos S/A. Empreendedor Endeavor desde 2008.

 

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, Ângelus, Empreendedor Endeavor
Roberto Q. M. Alcântara é Presidente e fundador da Angelus - Indústria de Produtos Odontológicos S/A. Formou-se em Odontologia pela Universidade Estadual de Londrina em 1984 atuando na área como especialista em Endodontia por 10 anos. Em 1994 inicia o desenvolvimento de produtos inovadores motivado entre alguns fatores pelo inconformismo com as técnicas artesanais que realizava no exercício profissional. Deste 2007 é vice-presidente empresarial da ADETEC ( Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina). É palestrante convidado pela FINEP e BNDES, ANPROTEC, FIEP para cases de inovação. Em 2008 tornou-se empreendedor Endeavor. É um empreendedor extremamente motivado por inovação sendo autor de várias patentes na área odontológica depositadas no Brasil e exterior.

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